Afleveringen
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"No Other Land", filme vencedor do Oscar de melhor documentário, em 2025, foi produzido por um coletivo palestino-israelense e mostra a destruição do vilarejo de Masafer Yatta por soldados israelenses, na Cisjordânia ocupada. Acompanhamos também a aliança que se desenvolve entre o ativista palestino Basel e o jornalista israelense Yuval.
"No Other Land", traduzido no Brasil como "Sem Chão", é um testemunho da resistência palestina diante da ocupação. Como espectadores, somos confrontados com a dura realidade de comunidades que lutam para preservar suas casas, terras e recursos naturais. Para essa conversa, convidamos Felipe Wolokita, cinegrafista e documentarista brasileiro-israelense, que desde 2015 tem trabalhado para veículos de comunicação de todo o mundo.
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O cessar-fogo entre Israel e Hamas acabou. O acordo, formalmente, já havia chegado ao fim, mas o governo de Benjamin Netanyahu decidiu retomar a operação militar em Gaza no dia 17 de março. Ao mesmo tempo, Bibi decidiu demitir o chefe do Shin Bet, Ronen Bar. E foi assim que a sociedade israelense entrou em erupção novamente.
A semana passada em Israel foi marcada por protestos e centenas de milhares de pessoas nas ruas. O extremista Itamar Ben Gvir voltou ao governo e a polícia, comandada por ele, foi protagonista na repressão das manifestações. Como tem sido os últimos dias para a sociedade israelense? Há, de fato, oposição à guerra e à destruição em Gaza? Qual a preocupação com a democracia israelense? Pra conversar com a gente hoje, convidamos Gisele Charak, educadora brasileira, mestra pela Universidade Hebraica de Jerusalém. A Gisele trabalha em uma ONG israelense chamada MEET, um programa de excelência com foco em empreendedorismo para alunos judeus e árabes.
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Zijn er afleveringen die ontbreken?
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Em 8 de dezembro de 2024, após mais de cinco décadas de governo pela família Assad, forças rebeldes tomaram Damasco, capital da Síria, levando à fuga de Bashar al-Assad para a Rússia, onde recebeu asilo. Este evento marcou o fim de um regime que, desde 1971, manteve um controle rígido sobre a Síria, frequentemente reprimindo dissidências com violência. A guerra civil, iniciada em 2011 durante a Primavera Árabe, resultou em centenas de milhares de mortes e milhões de refugiados. Agora, em 2025, o conflito volta aos holofotes com uma nova ofensiva rebelde e a intensificação da violência contra minorias.
A guerra na Síria nunca acabou de fato, mas por que ela voltou com tanta força agora? Quem são os atores envolvidos nesse novo capítulo do conflito? E quais as consequências para a região e para o mundo? Para conversar com a gente sobre o tema, convidamos o historiador, youtuber e apresentador do podcast “Xadrez Verba”, Filipe Figueiredo. O Filipe que, inclusive, fez parte da delegação de jornalistas que viajou a Israel com o IBI.
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Purim, é mais do que o “carnaval judaico”, é uma celebração da resistência do povo judeu. E falar de resistência, no momento em que ainda temos reféns mantidos pelo Hamas, e uma guerra em curso, é mais do que importante. Nosso convidado hoje é o rabino Natan Freller, Eterno madrich que depois de quase uma década de estudos e trabalhos rabínicos nos Estados Unidos e Israel, retornou ao Brasil e está atuando como rabino na CIP/Congregação Israelita Paulista.
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Ao se referir ao conflito entre Israel e Palestina, o escritor israelense Amós Oz dizia se tratar de uma tragédia no sentido mais antigo e preciso do termo: uma batalha entre o certo e o certo. Apesar disso, sobra espaço para análises maniqueístas e falta para empatia com aqueles que sofrem os efeitos de uma guerra tão devastadora. É possível reconhecer o sofrimento dos palestinos sem deixar de lado a dor dos israelenses? E o caminho contrário, reconhecer a dor dos israelenses sem deixar de lado a dor dos palestinos?
Nosso convidado hoje é João Paulo Charleaux, jornalista com passagem por grandes veículos brasileiros, hoje, colunista do Nexo Jornal.
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Em 7 de setembro de 2014, um jovem negro saiu de casa e nunca mais voltou. Ele atravessou uma das fronteiras mais vigiadas do mundo e desapareceu. Por dez anos, sua família esperou, lutou e clamou por respostas. Até que, em 2025, um cessar-fogo trouxe esperança.
Hoje, nosso episódio é um pouco diferente: em vez de uma entrevista, vamos contar a história de Avera Mengistu. Um jovem negro, africano, judeu e cidadão israelense, que passou para o outro lado do muro, entrando na Faixa de Gaza e foi esquecido por muitos anos.
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Viajar para Israel para compreender de perto a realidade do país vai além da apuração dos fatos. Estar no local significa sentir a tensão do momento, observar as nuances das sociedades envolvidas e vivenciar o impacto de uma realidade que a distância muitas vezes não permite captar. Recentemente, um grupo de seis jornalistas esteve em Israel para entender essa complexidade. Durante a viagem, conversaram com autoridades, representantes da sociedade civil e árabes israelenses, uma experiência que transformou não apenas a forma de relatar os acontecimentos, mas também a percepção sobre essa sociedade multifacetada.
A cobertura de um conflito no local não se resume ao acesso a informações diretas, mas também à forma como os jornalistas interpretam os fatos. Estar em campo significa lidar com a urgência dos acontecimentos, com emoções intensas e com a responsabilidade de transmitir essa realidade ao público. Para falar sobre essa experiência, convidamos a jornalista Leila Sterenberg, apresentadora dos programas Notícias da Guerra e Leila Entrevista, que integrou a delegação de jornalistas levada a Israel pelo IBI.
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Quando analisamos expressões contemporâneas do antissemitismo, é comum notarmos que, se por um lado há pessoas que veem antissemitismo em tudo, de outro, há quem o minimize ou ignore mesmo quando está escancarado.
Essa polarização de interpretações revela a complexidade do antissemitismo contemporâneo, que se manifesta de formas sutis e nem sempre facilmente identificáveis, o que dificulta o seu combate. Para falar sobre o tema, convidamos Daniel Douek, cientista social, Mestre em Letras pelo programa de Estudos Judaicos e Árabes da USP e assessor do IBI.
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O ano de 2025 marca o final de um período conturbado que deixou marcas profundas na história de Israel. Há 20 anos, a segunda Intifada chegava ao fim, encerrando quase cinco anos de revolta, violência, atentados suicidas e mudanças que refletem até hoje nos desdobramentos dos conflitos na região.
A Segunda Intifada não surgiu do nada. Ela foi alimentada por um impasse no processo de paz, disputas internas entre o Fatah e o Hamas, e o descontentamento de diversos setores, tanto palestinos quanto israelenses. Para ajudar a gente a entender a complexidade e as consequências desse período, nós convidamos a jornalista Daniela Kresch, correspondente do IBI em Israel e que cobriu a Segunda Intifada in loco para o antigo Jornal do Brasil e para a GloboNews.
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No dia 15 de janeiro, muitos foram tomados por uma grande euforia: era anunciado que aconteceria um cessar-fogo entre Israel e Hamas. O acordo entrou em vigor no dia 19 de janeiro, dia em que três reféns israelenses voltaram para casa, enquanto 90 palestinos, presos em prisões de Israel, foram libertados. Como está o clima no país agora, com a paralisação da guerra? Qual a sensação de saber que 33 reféns voltarão para casa, mas ainda há outros 60 que esperam sua vez? Será que essas imagens tão fortes mudam a popularidade de Benjamin Netanyahu? Hoje, a gente recebe o Benny Ostronoff, brasileiro que vive em Israel há 9 anos, formado em História pela Universidade Hebraica de Jerusalém.
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A memória do holocausto tem papel fundamental na educação judaica, mas também na luta e conscientização contra o antissemitismo. Mas, como usar essa memória sem banalizá-la, por um lado, e também não sacralizá-la a ponto de torná-la intocável?
Para falar com a gente sobre memória do holocausto e educação, convidamos a Alana de Moraes Leite, Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Rural de Pernambuco, coordenadora do Laboratório História e Memória do Holocausto do projeto IBI no Campus, e desenvolveu, junto ao Museu do Holocausto de Curitiba, o projeto de extensão “Milhões de vozes: testemunho, Shoah e o ensino de história do tempo presente”.
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Uma guerra é um constante processo de desumanização. As notícias das últimas semanas são provas disso: de um lado, israelenses são alvos de perseguição de uma ONG radicada na Bélgica, que monitora soldados e entra com ações contra eles, dificultando deslocamentos pelo mundo. Há, ainda, os reféns, há quase 500 dias em cativeiro. Do outro, claro, há os palestinos, alvos de ataques incessantes, vivendo em uma Faixa de Gaza absolutamente destruída. Há saída para esse processo de desumanização?
O tema desse episódio veio por causa de uma fala no podcast “Do lado esquerdo do muro”, apresentado por João Miragaya e pelo nosso convidado de hoje, Marcos Gorinstein.
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Quem pode falar sobre antissemitismo? Ser judeu te torna automaticamente qualificado para abordar o tema? Como falar sobre um tema difícil e necessário para diferentes públicos? Em relação à forma e ao conteúdo, será que é necessário adaptar o discurso ao abordar o tema em diferentes contextos? Para responder essas e a outras questões, convidamos a Andréa Kogan, doutora em Ciências da Religião, com foco em estudos em judaísmo contemporâneo.
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O início de um novo ciclo é, também, uma nova oportunidade que ganhamos para recomeçar. Finalmente, 2024 ficou para trás e, agora, chegamos a 2025. Esse episódio, inclusive, vai ao ar no dia 1º de janeiro. É uma chance que o calendário nos concede para pensarmos: quem queremos ser no ano que começa?
No dia 12 de outubro de 2023, David Grossman publicou um artigo no Financial Times em que questionou: Quem nós seremos quando emergirmos das cinzas? Será que mais de um ano depois do 7 de outubro, poderemos finalmente ter essa resposta? Nosso convidado hoje é David Diesendruck, diretor e cofundador do IBI.
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O que foi 2024, mais do que uma extensão daquele 7 de outubro de 2023? Em 2024 vimos Trump ser eleito mais uma vez e acompanhamos o governo Lula 3. De que forma isso afetou judeus e judias da diáspora? 2024 foi um ano em que resistir contra o apagamento da identidade judaica e progressista foi mais uma vez um desafio. Ano em que a palavra “sionista”, mais do que nunca, se tornou palavrão, sobretudo nos meios ditos progressistas. A ideia hoje é tentar responder o que foi 2024 e o que esperamos para o ano de 2025.
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O ano foi cheio de altos e baixos para Benjamin Netanyahu. O primeiro-ministro de Israel enfrentou grandes protestos quando 6 reféns jovens foram assassinados, mas não viu grande mobilização quando tirou Yoav Gallat do governo. Bibi viu um aliado do Irã cair, com o fim do regime de Bashar al-Assad, mas é o primeiro primeiro-ministro israelense a depor em uma acusação de corrupção durante o mandato. Qual o saldo do ano do premiê de Israel?
Para conversar com a gente e analisar a atual situação de Benjamin Netanyahu, nosso convidado é Nelson Burd, editor do portal Israel de Fato.
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Muitos nazistas encontraram refúgio na América do Sul após a Segunda Guerra Mundial. Esses criminosos de guerra, na maioria das vezes, viveram confortavelmente e sem alterar suas identidades. Mas como isso foi possível?Aqui no Brasil temos os casos emblemáticos de Josef Mengele, que viveu 17 anos em cidades paulistas, e do próprio Herbert Cukurs, que viveu por 20 anos no Brasil e foi executado no Uruguai por agentes do Mossad. Esse caso, inclusive, você pode ouvir se voltar alguns episódios. Para falar mais sobre o contexto histórico e político que possibilitou que nazistas encontrassem um novo lar na América Latina, convidamos Marcos Guterman, que é jornalista e doutor em História Social pela Universidade de São Paulo, e autor do livro “Nazistas entre nós: A trajetória dos oficiais de Hitler depois da guerra”.
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Por mais de um ano, a fronteira entre Israel e o Líbano foi palco de uma escalada que parecia não ter fim. Mas agora, pela primeira vez em 13 meses, os ofensivas pausaram. Israel e Hezbollah concordaram em um cessar-fogo. Será mesmo o início de uma nova era de calmaria ou apenas uma pausa estratégica?Pra conversar com a gente sobre os interesses e bastidores desse cessar-fogo, nós convidamos a professora Karina Calandrin, que é doutora em relações internacionais, assessora acadêmica do IBI e autora do livro "Bom dia, Líbano".
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Você já pensou em algo mais ingênuo do que pedalinhos? O que tem de mais bucólico e lúdico do que barquinhos com pedais, para que as pessoas possam passear em um lago? Mas, essa imagem tão inocente pode mudar quando sabemos que o criador dos pedalinhos da famosa Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, é suspeito de ser um assassino, envolvido em mortes em massa de judeus durante o holocausto. Hoje, a gente conversa com Patrícia Hargreaves, jornalista e idealizadora do projeto “Do céu ao inferno: O caso Herberts Cukurs”. Esse original da plataforma Audible conta a história de Herbert Cukurs, considerado um herói no país natal dele, a Letônia, mas suspeito de ter matado centenas de judeus no holocausto, das formas mais frias possíveis.
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Viver em Israel é uma experiência que carrega inúmeras camadas de significado. Quando pensamos em quem decide ir morar ou estudar no país, nos vem à cabeça um perfil específico ou até mesmo estereótipos. Mas o que acontece quando alguém vem de um contexto um pouco diferente? Como é viver em Israel sendo negro, não judeu, e trazendo uma visão de mundo que não se encaixa nas narrativas mais conhecidas? Será que Israel é um país majoritariamente branco e racista como muitos dizem por aí?
Pra ter essa conversa hoje com a gente, nós convidamos o Rodrigo Vieira, que é planejador urbano dedicado ao desenvolvimento sócio-territorial e à moradia digna. Ele lidera a área de inovação e melhorias contínuas em Tecnologias Sociais na Gerando Falcões, integrando parcerias público-privadas e envolvendo a comunidade. Ele é formado em arquitetura e urbanismo e é mestre em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Tel Aviv. A trajetória do Rodrigo é marcada por iniciativas que abordam parcerias com companhias israelenses para soluções socioambientais e territoriais em diversas regiões do Brasil.
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