Afleveringen
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Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o embaixador Bernardo Futscher Pereira — autor de uma triologia sobre a Diplomacia portuguesa durante o Estado Novo — para o primeiro de dois episódios sobre este tema. Este primeiro episódio parte de 1932, ano em que Salazar ascendeu à liderança do governo português, e termina em 1961, ano da invasão de Goa e do começo da guerra em Angola.
Qual o envolvimento de Portugal na guerra civil de Espanha? Como foi executada a ambígua política de neutralidade durante a II guerra mundial? Quais os desafios internacionais do pós guerra? Como foi que o regime ditatorial do Estado Novo justificou a sua política nas instâncias internacionais? A terminar este primeiro episódio, qual o enquadramento da invasão de Goa e do início da guerra contra os movimentos independentistas em Angola?
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Reedição do arquivo de podcasts do Expresso. Publicado originalmente em 2019, nos 50 anos da chegada do Homem à Lua, "Magnífica Desolação" é um podcast narrativo sobre uma das maiores aventuras da história da Humanidade.
“Esta é a nossa prioridade, de outra forma não devíamos estar a gastar esta quantidade de dinheiro, porque eu não estou assim tão interessado no Espaço”. Em setembro de 1962, numa reunião na Casa Branca, o Presidente John F. Kennedy teve de convencer o administrador da NASA de que era preciso ir à Lua custasse o que custasse. Os Estados Unidos não poderiam voltar a ser humilhados pela União Soviética na corrida ao Espaço.
Nesse mesmo ano, Neil Armstrong entrou no programa de astronautas da NASA. O primeiro episódio de “Magnífica Desolação” acompanha as histórias de vida de John F. Kennedy e Neil Armstrong, duas figuras decisivas para a missão Apollo 11, que levou o Homem à Lua pela primeira vez.
“Magnífica Desolação”, afirmou o astronauta Buzz Aldrin ao ver a superfície lunar pela primeira vez a 20 de julho de 1969. Aldrin foi o segundo homem a pisar a Lua e fez parte da histórica tripulação da Apollo 11, juntamente com Neil Armstrong e Michael Collins. Meio século depois, o Expresso entra novamente a bordo da Apollo e segue, dia após dia, a maior aventura da história da Humanidade. Acompanhamos as comunicações entre os astronautas e Houston, ouvimos o testemunho de quem viveu de perto aqueles momentos, a explicação de especialistas e entusiastas do Espaço, mas também histórias menos conhecidas da viagem que marcou o século XXSee omnystudio.com/listener for privacy information.
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Zijn er afleveringen die ontbreken?
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Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com o historiador Joaquim Boiça e relembram o audacioso desembarque das tropas de Filipe II, no final de Julho de 1580, a norte do Cabo Raso. Para o sucesso desta delicada operação foram fundamentais as informações enviadas para Espanha pelos espiões do Duque de Alba e o apoio assumido de D. António de Castro, senhor de Cascais, que acompanhava as tropas espanholas. Numa operação que séculos mais tarde — mal comparando – se assemelharia ao desembarque da Normandia, o Duque de Alba e o Marquês de Santa Cruz usariam uma manobra de diversão para enganar as tropas portuguesas chefiadas por D. Diogo de Menezes, indo depois desembarcar em praias improváveis e de difícil acesso. A rapidez com que tudo se passou, a conquista de Cascais e de S. Julião da Barra e a derrota do Prior do Crato em Alcântara abriram as portas do reino a Filipe II. A facilidade com que o exército espanhol chegou a Lisboa mostrou como a capital estava pouco fortificada — Francisco De Holanda já tinha alertado D. Sebastião na sua obra “Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa”. Consciente dessa fragilidade e temendo, com razão, ataques ingleses dos aliados do Prior do Crato, Filipe II vai dedicar especial importância à defesa da Barra do Tejo. Seria, no entanto, só após a Restauração que, por vontade de D. João VI, se reforça de modo consistente a Barra do Tejo e o litoral português.
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Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com a professora e investigadora Manuela Niza, autora do livro “Terra de Ninguém”, sobre os caminhos do contrabando na raia portuguesa. Perdida a sua razão de existência com a abertura das fronteiras, em 1995, o contrabando foi, durante séculos, uma forma de subsistir em terras madrastas onde baixos salários e uma agricultura pobre levavam famílias inteiras a enfrentar de noite caminhos ínvios, intempéries e a Guarda Fiscal que, de bastão sempre pronto, podia vergastar aqueles, novos ou velhos que conseguisse apanhar. Para além de transportarem mercadorias, nos dois sentidos da fronteira, os contrabandistas e os seus trilhos auxiliaram muita gente nos seus caminhos de fuga: republicanos que tentavam escapar à sanha franquista, refugiados europeus que fugiam ao nazismo e, no sentido inverso, a emigração clandestina e exilados políticos. Como se sabe, a partir dos anos 50 intensificou-se um fluxo migratório das aldeias do interior em direção a França, Alemanha e Luxemburgo. O começo da Guerra Colonial e o endurecimento do regime, na década seguinte, também fariam sair do país muita gente, sobretudo jovens que se recusavam a combater em África. Tanto uns como os outros usariam os caminhos e as “manhas” dos contrabandistas. Mais de trinta anos passados sobre o fim do contrabando, as suas rotas e as suas aventuras tornaram-se, em muitos municípios da raia, atração turística através da oferta (de Norte a Sul do país) de Rotas dos Contrabandistas ou espaços museológicos. Pese embora as diversas motivações de quem escolheu viver com um pé fora da lei, a história do contrabando é um dos aspectos mais evidentes da história lunar do país que, ainda hoje, não conseguiu inverter as assimetrias entre o Interior e o Litoral.
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Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida de Magalhães Ramalho conversam com o professor Henrique Leitão sobre os importantes contributos para a Ciência europeia das navegações portuguesas e de como estas desfizeram mitos e medos. Até ao século XV, o mundo medieval tinha os pés sobretudo bem assentes na terra. O mar que navegavam tinha de ser o que estava ao alcance do olhar. O longínquo, aquele que se perdia para além do horizonte, era, pensava-se, povoado de fábulas terríveis e monstros assustadores. As viagens marítimas dos séculos XV e XVI, contudo, vieram mostrar como estavam errados. E pela primeira vez na história do Ocidente o mar oceânico torna-se a estrada de circulação e transporte que unia continentes e oceanos a uma escala planetária. Também o conhecimento trazido dessas viagens acabaria por ter repercussões na Cartografia, Antropologia, Botânica, Zoologia, Medicina, Farmacopeia, Astronomia etc. Do esforço conjunto de matemáticos e astrónomos com os que navegavam sairia a navegação astronómica, estudos sobre a variação magnética da terra, o aperfeiçoamento de instrumentos científicos e uma construção naval adaptada a uma nova realidade. Esse conhecimento não ficaria confinado a Portugal, sendo reconhecido em toda a Europa. Sobre ele escreveria Tomé Cano, em 1611, no seu livro “Arte para Fabricar y Aparejar Naos”: “o que sabem o devem aos Portugueses que os instruíram e ensinaram a navegar no alto mar e em províncias remotas […] lhes deve não apenas a Espanha, mas toda a Europa, Franceses, Ingleses, Holandeses.”
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Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho viajam pela milenar e singular História da Escócia. Qual a importância da influência Celta? E que inimigo comum motivou as tribos dos highlands a unirem-se? Qual o impacto na Escócia da invasão normanda da Inglaterra? Como funcionavam os clãs escoceses e que papel desempenharam nas guerras de independência contra a Inglaterra? Como foi a reforma protestante na Escócia? E como foi o processo que culminou com a união de Escócia e Inglaterra no reino da Grã-Bretanha (1707) e, depois, no Reino Unido de Inglaterra, Escócia e Irlanda (1800)? Por fim, como evoluiu a Escócia até à atualidade e o que se preserva da sua cultura milenar?
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Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a escritora Isabel Machado, autora de “D. Pedro V — o bem-amado”, para falar deste rei de Portugal, considerado o último que foi verdadeiramente querido pelos portugueses. De personalidade austera, D. Pedro V dedicou a sua vida à causa pública e ao seu papel de rei, com o objectivo de fomentar o desenvolvimento material e moral de Portugal. As suas qualidades intelectuais e morais, a sua capacidade de trabalho e o seu espírito pragmático (apesar da sua sensibilidade “romântica”) faziam dele, à partida, o exemplo de rei constitucional. Contudo, estas qualidades tinham um reverso, e a sua inflexibilidade, bem como a sua intolerância com falhas práticas e morais, tornaram difícil a sua relação com os seus ministros e demais personalidades. Como foi a sua infância e como caracterizar a sua personalidade complexa? Qual a importância do príncipe Alberto, marido da rainha Vitória, no seu reinado? Como interpretou o seu papel de rei constitucional? O que pretendia para Portugal? Por fim, quais as tragédias que marcaram a sua vida?
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No alto da Penaventosa, com vista desafogada sobre o Douro, ergue-se a primeira sede de poder do Porto. A Sé Catedral, iniciada por um bispo de origem francesa de nome D. Hugo, foi, durante 286 anos, o símbolo maior do governo da cidade. Portugal ainda não era nação quando D. Teresa, mãe de Afonso Henriques, doou o burgo e o couto portucalense à Igreja. As relações dos bispos com a coroa e com a burguesia emergente da cidade sempre foram conturbadas. Coube a D. João I, o "de boa Memória", romper com o poder da Igreja e iniciar um novo período de expansão do Porto para fora das muralhas.
Neste episódio das "Histórias do Porto", o jornalista Carlos Rico conversa com Luís Amaral, especialista em povoamento e organização do território do noroeste da Península Ibérica da Universidade do Porto.
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Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista Rui Cardoso para conversar sobre a chamada “crise do Suez” de 1956, situação complexa cuja causa imediata foi a nacionalização pelo presidente do Egipto, Gamal Abdel Nasser, da Companhia Universal do Canal Marítimo do Suez, de capitais franceses e britânicos. Esta crise provocou uma situação inusitada, com Estados Unidos e a URSS a concertarem posições contra a intervenção da aliança entre o Reino Unido, França e Israel. A crise revelou também a importância da ONU e marcou um ponto de viragem nas relações de força no Médio Oriente. Quais as causas próximas e remotas da crise do Suez de 1956? Porque motivo os Estados Unidos se opunham à intervenção de França e Reino Unido? E quais os objectivos do Egipto e de Israel? Em que medida a ONU foi crucial durante e após esta crise? Por fim, como ficou o Médio Oriente depois de 1956?
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Num mundo em mudança, a direita está a transformar-se e a fragmentar-se. Em À Direita, Teresa Nogueira Pinto conduz uma série de entrevistas para perceber que causas unem e que clivagens dividem as várias direitas, que ideias defendem e como pensam o futuro. A reflexão sobre um campo político cada vez mais determinante. De quinze em quinze dias, ao sábado de manhã, no Expresso e em todas as apps de podcast.
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Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho, a propósito do Dia Mundial da Criança, recebem em estúdio dois alunos: Duarte, de 12 anos, da Escola Básica do Agrupamento de Escola de Cascais; e Carolina, de 18 anos, aluna do 1º ano de Relações Publicas e Comunicação Empresarial, na Escola Superior de Comunicação Social. São alunos brilhantes a História: Duarte tem 100% este ano de respostas certas e Carolina terminou o secundário com 20 valores. O que motiva, nos dias de hoje o estudo do passado? Será apenas pelo gosto das histórias da História ou pressentem que compreender o passado os pode ajudar a encarar o futuro? O que pensam os jovens actuais e como veem o futuro? Este será um episódio de muitas perguntas.
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Quantas histórias cabem no Porto? No episódio de apresentação de Histórias do Porto, abrimos as páginas de uma cidade onde, como escreveu Eugénio de Andrade, “daqui houve nome Portugal” e deixamos o convite para uma viagem pelas suas ruas, memórias e momentos decisivos.
O primeiro episódio sai já na próxima terça-feira, 2 de junho, com o historiador Germano Silva, para um percurso por algumas das ruas que ajudaram a fazer o Porto. O episódio será gravado ao vivo esta sexta-feira, dia 29, no Rivoli. Se quiser assistir, saiba mais aqui.
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O Padre jesuíta António Vieira viveu 89 anos acompanhando quase todo o século XVII. Destemido e desassombrado, os seus sermões atrairiam multidões tanto em Lisboa como no Brasil e mesmo em Roma. Protegido por D. João IV de quem foi amigo e conselheiro desempenhou, por algum tempo, missões diplomáticas. Orador excecional defendeu a igualdade entre cristãos novos e cristãos velhos, a liberdade dos índios e criticou duramente a forma como os escravizados eram tratados. Esteve na origem da criação da Companhia de Comercio do Brasil que opôs o poder real aos interesses do Tribunal do Santo Oficio. No Brasil, tentou por todos os meios subtrair os índios a escravização o que lhe valeu o ódio dos colonos que o perseguiram e expulsaram com os jesuítas que o seguiam. De regresso a Lisboa, e já sem a proteção real é preso por heresia pela Inquisição e condenado ao silêncio. Amnistiado por D. Pedro II parte para Roma onde o papa Clemente X não só anula a sua pena como acaba por encerrar temporariamente o Tribunal do Santo Oficio. Aos 73 anos regressa ao Brasil onde viverá até morrer em 1697. Aquando desta viagem terá dito «Embarquei-me, com esta última viagem, trinta e cinco vezes e sei tão pouco: que farão os que viram o mar só do Cais da Pedra até Sacavém».
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Neste episódio, excepcionalmente sem Margarida de Magalhães Ramalho, Lourenço Pereira Coutinho conversa com o investigador brasileiro Paulo Rezzutti — autor de “D.João VI - A história não contada” — sobre este rei que, literalmente, viveu entre dois mundos, alguém adepto da moderação e equilíbrios, cuja vida e ação vai para além das caricaturas que moldaram a forma como passou à História. Como lidou com os imprevistos e angústias da primeira fase da sua vida: a morte do irmão mais velho e herdeiro do trono; a regência por incapacidade de D. Maria I; e a ameaça de Napoleão? Qual o seu papel no desenvolvimento e progressiva afirmação do Brasil? Como encarou o regresso a Portugal e o que procurou fazer para manter a relação com o Brasil? Por fim, em que medida a caricatura que dele se fez corresponde à realidade?
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Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com o historiador Joaquim Boiça sobre a história dos faróis portugueses, dos acontecimentos que presenciaram, do perigo do nosso litoral e dos inúmeros naufrágios que aqui ocorreram. Apesar de sempre ter havido sistemas mais ou mesmos básicos para iluminar pontos críticos da costa, o desenvolvimento do comércio marítimo ditou, no início do século XVI, o aparecimento dos primeiros faróis portugueses edificados. Um deles, o de Nª Sª da Guia de Cascais, está desde 1528 em funcionamento interrupto. Se a Guia e o seu ermitão foram testemunhas privilegiadas do desembarque, em 1580, do exército do Duque de Alba, a guarnição que estava no Bugio, em 1755, também assistiu em pânico à subida das águas provocadas pelo tsunami que acompanhou o terramoto que destruiu meio país. Estas e muitas outras histórias vão animar a conversa de hoje sem esquecer as aventuras e desventuras que acompanharam o alumiamento da costa portuguesa.
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Neste episódio de “A História repete se”, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a História de Navarra, um pequeno reino com origens no século IX e que, de forma surpreendente, se prolongou até 1841.
Quais as origens de Navarra e de que forma se relacionou com os estados muçulmanos e cristãos peninsulares? Por que motivo foi governado por dinastias de origem francesa durante mais de dois séculos? Como foi integrado em Espanha no princípio do século XVI? Por fim, qual a explicação para ter durado como reino até 1841 e qual a sua evolução daí até ao presente?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Vem aí o primeiro podcast do Expresso dedicado à Filosofia. O Príncipio da Inquietação é um podcast onde pensar é um verbo que se exercita a sós e em conversa.
Filósofos nacionais e internacionais refletem em voz alta sobre o medo, enquanto Catarina G. Barosa, fundadora do Festival Internacional de Filosofia, Espanto, e David Erlich, professor e escritor, recebem convidados de várias áreas para diálogos sem rede. Aqui, as certezas são questionadas e a dúvida ganha estatuto de virtude. O objetivo é praticar a nobre arte de pensar, mesmo que isso conduza não a respostas, mas a novas perguntas.
Pode ouvir o novo podcast em Expresso.pt ou em qualquer aplicação de podcasts, onde consegue subscrevê-lo, comentar e enviar sugestões.
Todas as quintas-feiras um novo episódio, uma nova inquietação. A primeira é já a 7 de maio.
A edição áudio e vídeo deste podcast é assegurada pela Tale House, com identidade sonora a partir da interpretação do músico e produtor Pedro Luís, da obra Inquietação, da autoria de José Mário Branco, inspirada na versão interpretada pelo grupo A Naifa. A capa é de Tiago Pereira Santos, com fotografia de Matilde Fieschi e logo do Expresso e do Festival Espanto. A coordenação está a cargo de Joana Beleza e a direção é de João Vieira Pereira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Nuno Ennes, presidente da International Churchill Society de Portugal, para falar sobre a vida e personalidade singular de Winston Spencer Churchill, que passou à História como o principal responsável pela derrota do terror nazi. Para além deste momento capital, Winston Churchill foi uma figura fascinante e multifacetada: militar, político, escritor e também pintor amador, deixou uma marca única no século XX. Quais as origens de Winston Churchill e qual o seu percurso político? Qual o seu pensamento político? Será que este foi coerente com a sua prática? E como era a sua personalidade singular? Por fim, quais as suas grandes vitórias e como se recompôs das suas derrotas?
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Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam sobre Catarina de Áustria, uma infanta de Espanha, criada em condições singulares, que viria a ser rainha de Portugal. Depois de dezoito anos de quase isolamento do mundo, — num enclausuramento forçado, em Tordesilhas, com sua mãe, a rainha Joana, a Louca — D. Catarina seria finalmente libertada ao casar com D. João III, rei de Portugal. Inteligente e determinada conseguiria conquistar o respeito do marido que, ao arrepio do que era habitual, lhe dá assento no Conselho régio, que passa a reunir nos aposentos da rainha. Devido porventura a extrema consanguinidade dos casamentos peninsulares, os nove filhos do casal vão morrer todos antes dos pais, bem como a maior parte dos irmãos de D. João III, criando uma ansiedade generalizada no que diz respeito à sucessão dinástica. Quando D. João III morre, em 1557, o herdeiro do trono é o seu neto D. Sebastião, uma criança enfermiça de três anos. Contrariando a vontade de muitos, D. Catarina assume a Regência. Seria um período de grande crispação. Enquanto regente e avó, as suas principais inquietações estavam relacionadas com o neto: por um lado a influência nefasta do seu director espiritual, a quem alguns atribuíam abusos sexuais sobre o jovem monarca, e a saúde do rei: sobreviveria à infância? Conseguiria ultrapassar a sua misoginia e deixar descendência? E quem lhe poderia suceder em caso de morte prematura?
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Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam a propósito do ano de 1826 em Portugal. A 2 de março, o rei D. João VI adoeceu com gravidade. Circularam então notícias desencontradas sobre os motivos da sua enfermidade e, depois, se o rei terá morrido de facto a 10 de março, ou dias antes, tendo a sua morte ficado em segredo. Certo é que, a partir de então, correram rumores de que D. João VI terá sido envenenado. Com os seus dois filhos — D. Pedro e D. Miguel — fora de Portugal (respetivamente, no Brasil e no império austríaco), D. João VI terá partido ainda com a esperança de que os laços entre Portugal e o Brasil não fossem definitivamente cortados. O que estava então politicamente em causa e quais os partidos que se combatiam na corte portuguesa? O que se passou na semana em que D. João VI adoeceu fatalmente? Quem podia ter interesse na morte do rei? Por fim, qual o grande objectivo que D. João VI pretendia preservar e que justificou muitas das suas atitudes?
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