Afleveringen
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Este episĂłdio Ă© uma homenagem aos mĂșsicos e intĂ©rpretes que utilizaram a canção como forma de denĂșncia e protesto Ă cruel ditadura brasileira e da AmĂ©rica Latina.
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O programa de hoje conta uma histĂłria simples, rarĂssima e linda. Ă sobre dona Zulma Stroeter, que nem sei se ainda estĂĄ viva. Se estiver, terĂĄ por volta de 100 anos. Uma senhora que nunca exerceu a profissĂŁo artĂstica, mas que, em 2012, aos 86 anos, gravou seu primeiro e Ășnico disco.
Ă deste Cd de 2012 que selecionamos as duas faixas do programa de hoje: o bolero âDesesperadamenteâ, de Gabriel Ruiz e Ricardo LĂłpez MĂ©ndez, cantado em dueto, com Milton Nascimento, e o samba-canção âPonto finalâ, de JosĂ© Maria de Abreu e Jair Amorim. Ouçamos.
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Zijn er afleveringen die ontbreken?
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O tema de nosso programa de hoje Ă© o CD gravado em 2016 em Cuba, celebrando os 50 anos de existĂȘncia do grupo Los Fakires, originĂĄrio da cidade de Santa Clara. Los Fakires, por mais de uma oportunidade, jĂĄ foram tema do Compasso Latino e hoje voltam de uma maneira diferente, acompanhando a voz de Angela Cervantes, exceto na primeira faixa, apenas instrumental.
Abriremos o programa com âOjos malignosâ, de Juan Pichardo e o encerraremos com âAquellos ojos verdesâ, de Nilo Menendez e Adolfo Utrera.
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O programa de hoje Ă© dedicado a um LP, gravado em 1966, com diferentes intĂ©rpretes e acompanhantes. Seus 13 temas, mĂșsica e letra, sĂŁo da autoria de RenĂ© Touzet, pianista, diretor de orquestra e compositor, nascido em Havana, em 1916, e falecido em Miami, em 2003.
Abriremos com âAsĂ soy yoâ, a canção que dĂĄ tĂtulo ao LP, na interpretação da Orquestra de RenĂ© Touzet, seguiremos com âAsĂ como tu eresâ, na interpretação da Orquestra de Chucho Ferrer, e encerraremos com âBonitaâ, na interpretação do conjunto de Mario Armengol, com Touzet ao piano.
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Maria Graña, nascida em 1953, Ă© uma destacada intĂ©rprete do tango da atualidade. Portenha, Maria começou a estudar canto aos 12 anos e iniciou cedo sua vida profissional, aos 17 anos. Curiosamente sua presença em discos Ă© menor que a que se poderia esperar, tendo em vista o destaque da sua carreira e os prĂȘmios que seus discos obtiveram.
Na audição de hoje ouviremos duas cançÔes do disco âCualquiera de estas nochesâ, de 2008.
Ouçamos, com MarĂa Graña, de Luis Salinas, Martina Iñiguez e dela, âUn valsâ e, de Saul Cosentino e Eladia BlĂĄzquez, âSin tu mitadâ.
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A barcelonesa Alba Armengou, nascida em 2001, começou a estudar mĂșsica muito criança, aos 3 anos. Aos cinco, optou pelo trompete como o instrumento de sua preferĂȘncia. Alba chegaria ao disco aos 16 anos, como solista do grupo de Joan Chamorro. No ĂĄlbum, ela cantava e tocava trompete. 11 faixas, sete das quais sĂŁo mĂșsicas brasileira, de diferentes Ă©pocas e autores. Este ĂĄlbum Ă© o nosso tema de hoje.
Selecionamos para a audição de hoje suas interpretaçÔes de âPrĂĄ muchucar meu coraçãoâ, de Ary Barroso, de 1943, e âDiz que fui por aĂâ, de ZĂ© Keti, de 1964. Ouçamos.
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NĂŁo hĂĄ como falar das mulheres da AmĂ©rica Latina pioneiras na composição de cançÔes sem mencionar a peruana MarĂa Isabel Gandra, conhecida como Chabuca Gandra. Ela Ă© o mais destacado nome dos compositores peruanos e sua obra tem reconhecimento internacional nĂŁo alcançado por outro compatriota.
Escutaremos a seguir, de Chabuca Gandra, com a espanhola MarĂa Dolores Pradera, âFina estampaâ, gravação de 2012; com a argentina LĂgia Piro, âLas flores buenas de javierâ, gravação de 2011, e, com a prĂłpria Chabuca âMarĂa LandĂłâ, da Ă©poca de sua criação.
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Curiosa a histĂłria da presença de compositoras na canção popular argentina. Em toda a primeira metade do sĂ©culo XX, ela foi rara e pontual. TrĂȘs nomes deixaram uma marca a se considerar. A pianista uruguaia, Rosita Melo e as cantoras argentinas Azucena Maizani e Mercedes Simone.
Ouçamo-as nas cançÔes do programa de hoje começando com Rosita Melo, interpretada por Adriana Varela, âDesde el almaâ, posteriormente com Azucena Maizani, na voz de Cristina Banegas, âPero yo sĂ©â, e, finalmente Mercedes Simone, com Maria VolontĂ©, âCantandoâ.
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MarĂa Teresa Vera, nascida em 1895 e falecida em 1965, cantora e compositora, foi a precursora feminina na arte de criar cançÔes em Cuba. Ainda que sua obra autoral tenha sido pequena e seu impacto no exterior resumase a poucas cançÔes, ela foi a pioneira. Seu destaque como cantora supera em muito ao de compositora.
Ouçamos as cançÔes de hoje de MarĂa Teresa Vera e Guilhermina Aramburu, com Burçin Cingoz, âVeinte añosâ e, com MartĂrio, âPor quĂ© me siento triste?â
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MarĂa Grever compĂŽs praticamente toda a sua obra nos EUA, mas nĂŁo hĂĄ dĂșvida: a mĂșsica de MarĂa Grever Ă© mexicana e ela foi a precursora das mexicanas nesse afazer. Ouçamos suas cançÔes do programa de hoje, que sĂŁo: âTe quiero, dijĂsteâ, com Nana Caymmi, e, âCuando vuelva a tu ladoâ, com Natalie Cole.
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Vamos dedicar alguns programas a compositoras que foram pioneiras na canção popular na LatinoamĂ©rica. Selecionamos uma compositora para cada paĂs contemplado, considerando a qualidade, quantidade e permanĂȘncia de sua obra. Abrimos a sĂ©rie com o Brasil e com Chiquinha Gonzaga,
Ouçamos, com OlĂvia Hime, de Chiquinha Gonzaga e HermĂnio Bello, âAtraenteâ e, com Lysia Conde, de Chiquinha Gozaga e Machado Careca, âCorta Jacaâ.
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Gumersindo Garay, nascido em 1867 e falecido em 1968, conhecido como Sindo, foi um dos primeiros criadores do bolero. à muito provåvel que ele tenha começado a criar boleros jå no século XIX, ainda que esses seus primeiros boleros não tenham sobrevivido.
Suas primeiras cançÔes que sobreviveram ao tempo sĂŁo do inĂcio do sĂ©culo XX, em que se destacam âLa tardeâ, de 1907, e âPerla Marinaâ, de 1912.
CançÔes que ouviremos em gravaçÔes do sĂ©culo XXI, na interpretação da consagrada cantora catalĂŁ SĂlvia Perez Cruz e da cubana Miriam Ramos, de 2019, respectivamente.
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Criadoras e criadores de cançÔes raramente expĂ”em em seus versos os momentos de vida que vivem ou viveram. O caso da mexicana Consuelo VelĂĄzquez, tema do programa de hoje, Ă© diferente. Seu maior ĂȘxito, âBĂ©same muchoâ, foi composto aos 19 anos, quando ela ainda nĂŁo tinha experimentado o beijo de amor sensual. Mas, algumas de suas cançÔes refletem seus momentos de vida. TrĂȘs delas escutaremos hoje.
Ouçamos as cançÔes de hoje de Consuelo VelĂĄsquez, âAmar y vivirâ, com CecĂlia Touissant, âCachitoâ, com Lisa Ono, e âQue seas felizâ, com CecĂlia Touissant.
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Cantora e compositora, a uruguaia Malena Muyala, nascida em 1971, Ă© atualmente uma das figuras mais destacadas do cenĂĄrio musical de seu paĂs.
Ouçamos, com Malena Muyala, de Gardel e Le Pera, âGuitarra, guitarra mĂaâ, e, dela prĂłpria, âAquĂâ.
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O segundo ĂĄlbum de Soledad GimĂ©nez dedicado a cançÔes criadas por mulheres veio em 2021, 2 anos depois do primeiro, com o mesmo tĂtulo: Mujeres de MĂșsica, apenas acrescentando-se 2 ao tĂtulo. Seu repertĂłrio repete o roteiro do primeiro: um passeio pela mĂșsica dos paĂses hispĂąnicos, com uma janela para a mĂșsica brasileira.
Ouçamos, com Soledad GimĂ©nes, âLa nocheâ, melodia dela e versos de Gabriela Mistral, e âDepois de ter vocĂȘâ, de Adriana Calcanhoto.
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CidadĂŁ espanhola nascida em Paris, em 1963, a cantora e compositora Soledad GimĂ©nez, referenciada como Sole GimĂ©nez, iniciou-se na mĂșsica profissional aos 20 anos, como vocalista da Banda Presuntos Implicados. Sole tem se destacado por iniciativas voltadas para o reconhecimento dos trabalhos femininos, tendo sido laureada com a Medalha de Ouro da Cruz Roja Española. Escutaremos duas interpretaçÔes de Sole de caçÔes escritas por mulheres.
A primeira de Rosana Arbelo, âTalismanâ e, de Isabel Chabuca Granda, âLa flor de la canelaâ
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Não são muitas as cançÔes latinas que celebram uma união amorosa duradoura. Os versos de nossos ritmos falam muito do encantamento, da paixão, das desilusÔes, dos rompimentos, amigåveis ou que deixam marcas profundas e, às vezes, até de reconciliaçÔes. Mas, cançÔes que falam de amores que duram e duram, sobrevivendo a todas as tempestades são raras. Falaremos e ouviremos duas delas hoje.
A primeira Ă© âComo han pasado los añosâ, com Lucho Gattica, de Roberto Livi e Rafael Ferro GarcĂa e a segunda, com Inma Cuesta e Javier LimĂłn, âUna de esas noches sin finalâ, de Javier LimĂłn.
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Falaremos novamente das cançÔes que celebram o ritmo a que pertencem. Hoje o tema Ă© o danzĂłn, gĂȘnero seminal na canção cubana. De suas costelas nasceram, dĂ©cadas depois, o mambo e o chachachĂĄ. E nĂŁo Ă© de se descartar que algo de seu dna tenha tambĂ©m influenciado o son e o bolero, gĂȘneros originĂĄrios de Santiago de Cuba.
Ouçamos, com a Orquestra AragĂłn, de Arturo Alonso, âSu majestad el danzĂłnâ e, com Cachao e seu conjunto, de CorĂĄlia LĂłpez, âIsora Clubâ.
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O samba nasce em 1917, com âPelo telefoneâ, de Donga e Mauro de Almeida. Ao longo de sua trajetĂłria, os criadores de sambas compuseram diversas cançÔes que fazem homenagem ao samba, duas das quais ouviremos hoje.
Ouçamos, com SĂlvio Caldas, de Billy Blanco, âViva meu sambaâ, e, com Cartola, dele e Carlos Cachaça, âTempos idosâ.
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Um tema habitual nas relaçÔes afetivas, em especial à época das cançÔes que apresentaremos hoje: o triùngulo amoroso. Não nos referimos a uma ou vårias escapadas habituais, de um ou de ambos os cÎnjuges, mas ao caso em que um dos cÎnjuges mantém relação usual com uma terceira pessoa.
Ouviremos 2 boleros em intrepretaçÔes, respectivamente, de Antonio Machin, de 1941, e em um dueto de Caetano Veloso com a mexicana Natalia Lafourcade, de 2021.
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