Afleveringen
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No EP39, Ale, Clara e Lipe investigam o boato: do boca a boca analógico até o WhatsApp. Usando a diferença geracional dos três como eixo, o episódio percorre um arco histórico com uma tese de Clara: "Nenhum boato nasce inocente. É sempre alguma maledicência".
No primeiro bloco, as lendas urbanas da infância: o chiclete que gruda nas tripas, o parafuso que amolece na Coca-Cola, a Loira do Banheiro (Lipe descobre a origem no lugar mais inesperado possível), o Fofão e a estaca, Xuxa com pacto satânico e disco ao contrário. De onde vieram essas histórias? Quem inventou? Por quê?
No segundo bloco: "Nenhum boato nasce inocente". Clara pesquisa as origens: a Pepsi adoçada com fetos abortados, o McDonald's com carne de minhoca, e a suposta cidade superavançada escondida sob a Amazônia. Em todos os casos, tem um nome por trás. Tem sempre.
Depois vem o corredor dos armários arrombados à força: Gugu, Xuxa, Marília Gabriela, Cláudia Raia, Miguel Falabella e a sorofobia dos anos 80, quando um boato era suficiente para esvaziar um teatro ou destruir uma carreira.
Fecha com o Satanic Panic: como um livro americano de 1980 virou manual de acusações no Brasil e dois casos reais em que boatos resultaram em prisão, tortura e décadas de injustiça.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag, Clara Averbuck e Lipe Basilio.
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No EP38, Clara, Ale e Lipe abriram a Copa do Mundo pelo lado que ninguém cobre: o escândalo do presidente da CBF Samir Xaud, que prometia transparência, inclusão e modernização. Incluiu a amante, modernizou o esquema, mas a transparência ficou de fora. Suíte master no Hyatt Regency em Nova York, de 2 a 10 de junho, quase R$ 60 mil na conta da CBF. A esposa foi mandada pro México. Você vai entender por quê.
Tem também: Virgínia como repórter oficial da Copa no programa do Luciano Huck ("é isso aí, Lu, vamo pra cima"); por que vaiar Virgínia no estádio é misoginia — mas há vários motivos legítimos pra criticá-la e a diferença importa; Karol Vilas Boas na Times Square com o cartaz certo e as fake news que vieram depois; Lipe e uma amiga quase sendo expulsos de um bar hétero de bairro quando o AJ e o Howie dos Backstreet Boys apareceram na transmissão; e porque o Ronaldo Fenômeno cortou o cabelo daquele jeito absurdo em 2002.
No segundo bloco: 30 milhões de animais abandonados no Brasil. A gente fala de fetiche por raça versus amor a bicho, o ciclo de modas que lota abrigo (dálmata, husky, pug e agora o dachshund cinza que tão chamando de "salsicha mofado"), porque 68% dos cachorros abandonados têm mais de um ano, e porque o Brasil é o quarto maior mercado pet do mundo com 30 milhões de bichos na rua.
A situação da Ale é urgente: ela ficou com 15 gatos depois da perda do marido Cesar. Todos castrados, todos testados. Se puder adotar ou ajudar financeiramente, manda mensagem no Instagram do podcast ou no dela.
Fecha com o link da plataforma do Governo Federal para autoexclusão de Bets e a recomendação de que você use agora:
https://autoexclusaoapostas.fazenda.gov.br/Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag, Clara Averbuck e Lipe Basilio.
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Zijn er afleveringen die ontbreken?
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No EP37, o assunto principal foi a "Pequena Amanda" — a menina que apareceu numa igreja em Santa Catarina dizendo ter 12 anos (ou 19), fugindo de torturas, e que na verdade tem uns 37, 38, talvez 55. Foi desmascarada no melhor estilo CSI de quintal: uma tia com acesso ao Google cruzou os dados. Golpe aplicado em Goiás, Minas, Ceará, Rio, Paraná e Rio Grande do Sul, 200 agulhas espalhadas pelo corpo, e a tese de que ela só queria mamar, ser cuidada e nutrida — exatamente como o menino Neymar, mas esse, o povo passa pano.
Tem ainda o paralelo com Natalia Grace (o caso real por trás de A Órfã, americano desgraçado da cabeça), a sugestão de presente de Dia das Crianças — mamadeira com whey e Mounjaro — e o veredito de que, no fim, é óbvio que tem algum transtorno: o que ela precisa é da doutora Gisela, não de deboche.
No bloco do Mês do Orgulho, com a Ale de hétero de estimação pendurada: porque carro elétrico é coisa de gay (não faz barulho, carrega na tomada, aperta o botão e faz "ain"), o ódio à "mulher viado" que chega trejeitando e falando pajubá performado, a tese da Clara de que não tem ninguém mais afetado que homem hétero na Copa do Mundo, e o desabafo do Lipe sobre o peso de ser o "amigo viado chaveirinho" que precisa performar stand-up em todo churrasco.
Fecha com indicações de leitura e de ONGs: Amara Moira, Maria Clara Araújo dos Passos (Pedagogia das Travestilidades), Casa 1 e Casa Florescer.
Ninguém resolve nada. Todo mundo ri muito. A boneca convence mais.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag, Clara Averbuck e Lipe Basilio.
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No EP36, estreou o quadro "Segue o Fio" e o assunto começou no cinema: a primeira cinebiografia ficcional do Brasil — o filme do Bolsonaro, ainda sem nome definido (Dark Horse? Pangaré Noturno? Pangaré Sombrio?), que provavelmente nem estreia porque ignoraram os trâmites da Ancine.
A produção é uma framboesa de ouro garantida: roteiro escrito por um americano que recebeu links do Brasil Paralelo como se fossem notícia verdadeira, peruca de baile de carnaval num orçamento de 163 milhões, e a página um do roteiro vazado descrevendo o personagem como "alto, bonito, sorriso fácil, raciocínio rápido, fogoso e engraçado". A produtora se chama G.O.U.P. — leia em voz alta. Tudo remete a golpe.
Tem ainda a carreira televisiva completa de Mário Frias destrinchada — de Malhação a rei de novela bíblica com nome de antibiótico — e a fonte do dinheiro: Daniel Vorcaro, do Banco Master, preso pelo maior escândalo financeiro do país, que bancou mais de 90% do filme.
No segundo bloco, a tese mais urgente do ano: como os evangélicos estão adaptando a festa junina à própria realidade. A Festa do Não João (ou Seu João, pra não responsabilizarem o Seu João da esquina), com milho ungido, Pé de Varão (não é moleque, é homem), feito com "Amén-doim", sanduíche de Carne de Eva, buraco santificado, Correio Edificante e pescaria com varão: "cai, cai varão, aqui na redenção".
Ninguém resolve nada. Todo mundo ri muito. Leiam em voz alta, por favor.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag, Clara Averbuck e Lipe Basilio.
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No EP35, o assunto foi bets — com dossiê, dados e nomes.
No primeiro semestre de 2025, as bets autorizadas faturaram R$ 17,4 bilhões. Em 2024, R$ 103 bilhões deixaram de ir pro varejo. Mais de cinco milhões de beneficiários do Bolsa Família mandaram três bilhões para bets em um único mês. E seguir quem divulga também é fazer parte do esquema — 248 contatos da Ale seguem a Virgínia Fonseca, 214 do Lipe também. A conta é simples: quanto mais seguidor, mais alcance, mais gente se fode.
A lista de quem recebeu dinheiro foi lida com o devido carinho: Neymar que postou propaganda no primeiro dia de volta à seleção e apagou em seguida, Carlinhos Maia com R$ 40 milhões anuais de contrato e empregadas jogando na câmera de propósito, Luciano Huck que fala mal de Bolsa Família mas bet é legal, Cauã Reymond que diz ter parado — e que devolva os 22 milhões então. E o Thiago Leifert: disponível para contratos.
No segundo bloco, a Ale entrou nos aplicativos de namoro como pesquisa de campo — Tinder, Bumble, OkCupid e Inner Circle. O Tinder é tóxico e ela girou pra direita sem saber que era sim. O Bumble é mais habitável. O OkCupid virou uma merda. O Inner Circle caiu na Faria Lima e, na versão do Lipe, no Sírio-Libanês inteiro — até o doutor Rafael disse que ele era pobre.
Ainda tem: homem de franja que demorou pra entender tanto quanto neve na Itália, foto de homem com peixe como símbolo fálico do provedor, foto de CrossFit, óculos de sol em todas as fotos sem mostrar os olhos, e a proposta de quadro Blindadas — a viúva e a solteira entrando nos portões do inferno juntas.
Ninguém resolve nada. Todo mundo desinstala. Para de seguir essa gente.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag, Clara Averbuck e Lipe Basilio.
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No EP34, o assunto começou onde sempre começa no inverno: carência térmica. A teoria é simples — o frio faz gente burra. A cura? Uma curadoria da Temu: almofada de abraço com braço e colo embutidos, capinha de bolsa d'água com encaixe pra pé, e o cobertor com mangas e capuz que ainda está na alfândega. Não caiam na tábua de frios do Pão de Açúcar, gente. Ninguém merece aquele patê de azeitona.
No meio do caminho: skin hunger — a fome da pele que viúvas americanas nomeiam e a Ale reconhece no próprio corpo, o predador que estuda mulheres saindo de relacionamentos pra fazer o bonzão, e o Idalmo que tentou se instalar na casa da avó da Clara até a voz tocar. A avó já sabia: não bota homem pra dentro de casa.
Depois, a turma foi para o território do Neymar — ou Neyafetividade, como ficou batizado o fenômeno do homem apaixonado por um cara que cai há anos, pagou a fiança de um estuprador, foi ungido nas águas e ainda tem 34 anos sendo chamado de menino. A Bruna Marquezine desabrochando. A Luana Piovani chamando de ignóbil. A pichação que a Clara mandou pra editora: Neymar é um sapatênis de chuteira.
Ainda tem: o Oscar Maroni que queria ser o Larry Flint brasileiro, a Clara que quase escreveu a biografia dele, lubrificante não é óleo de coco nem cuspe, e o detergente que não mata bactéria — e o latim que teria ajudado.
Ninguém resolve nada. Todo mundo ri muito. Chega de Neyafetividade neste País.
Exextrico é apresentado por Alessandra Siedschlag, Clara Averbuck e Lipe Basilio.
🐾 Projeto Salvacão — desde 2011 resgatando cães em situação de maus-tratos e abandono. Qualquer valor ajuda. Pix: [email protected]. Tem cachorros mais velhos esperando adoção também.
✍️ Mentoria de escrita com Clara Averbuck — presencial ou online. Fala com ela no Instagram.
Escreva pro Cantão do Coracinho: [email protected]
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Neste episódio, Ale, Clara e Lipe destrincham as três notícias que paralisaram o Brasil — e a economia nacional agradece. Na pauta: Malévola vai ao cabeleireiro, sai com o cabelo lindo, a conta de R$ 6 mil e um espírito de justiça que só um helicóptero sobrevoando condomínio alheio consegue expressar. Jojo Todinho entra na briga, MC Paiva toma um tapa que merecia, e a gente ainda discute se tem roteirista por trás de tudo isso. No bloco 2, Ed Motta joga uma cadeira num restaurante porque não queria pagar a taxa de rolha — e a Clara decreta que ele morreu pra ela, como Morrissey e Lobão antes dele. Tem ainda uma análise profunda da Virginia, da cultura do "tô pagando!", das músicas bonitinhas com letra horrível e da melhor sentença judicial que você vai ouvir esse ano. Fecha com o Projeto Salvacão, porque cachorro velho merece amor e R$ 2,00 por mês.
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No EP32, mais um Cantão do Coracinho — o quadro em que Ale e Lipe respondem cartas de amor enviadas pelo email do programa.
Antes da carta, dois causos: Ale que foi ao Poupatempo tirar segunda via de RG, começou a paquerar um cara gato na fila — e chegou a polícia para prendê-lo. E Lipe que ficou meses levando presente de fim de ano e chamando de Cássia a gerente de um restaurante português que frequentava, até o dia em que a polícia apareceu e a Cássia se entregou — foragida há anos, especialista em arrombar apartamentos de luxo, havia se infiltrado no bairro via emprego no restaurante. "A Cássia nunca existiu."
A carta é de alguém que se apaixonou pelo orientador acadêmico desde 2022. Coração acelerado, atenção excessiva a cada gesto, vergonha crescente. Ele sempre manteve postura séria e nunca deu brecha concreta — o que só intensificava a ambiguidade. Quando mudou de cidade, o sentimento amenizou. Mas ainda hoje, quando o vê por tela, o coração dispara.
O diagnóstico de Ale e Lipe: libido em dia. Ale contou que já se apaixonou por analista, foi até o divã, falou que o amava — e na hora em que disse, passou. Ele respondeu que não. Era casado com outro cara. Lipe contou do professor substituto recém-formado em ciências sociais que andava de skate e usava moletom, e que ele confrontava de propósito em sala de aula só para receber bronca.
Fecha com a dica: tenta paquerar in loco. Se a pessoa não prestar, talvez vá presa — e aí a fantasia se encerra de vez.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag e Lipe Basilio.
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No EP31, Ale assistiu ao Age of Attraction (Paixão Sem Idade) na Netflix — "bem ruim mesmo, bem ruim pra c*****, esse aí não assiste, não" — e trouxe o relatório.
O reality junta desconhecidos num resort para speed dating sem que ninguém possa revelar a idade. Quando o casal vai pro chalé e troca anéis, aí sim: a revelação. Uma mulher de 54 anos, linda e segura, se apaixona por um cara a cara do Príncipe Harry com 25 anos. Os filhos dela acharam ótimo. Ela não aguentou o julgamento e desistiu — e foi embora sem o namorado, sem o reality e sem nada.
Tem também: o cara de 60 anos com olhar de gente morta que arrumou uma menina bem nova ("me deu um negócio"), o expose do participante que uma ex-funcionária revelou ter passado a vida pegando meninas quase ilegais, e Clara lembrando que saiu com um menino enorme e bonito que não sabia que Tina Turner tinha morrido — e confundiu com Whitney Houston.
O programa deriva para outros realities: De Férias com o Ex (Ale e Lipe assistiram, Clara recusa por princípio), o reality onde Brenda e Matheus transaram cinco vezes em uma noite e perderam R$200 mil da casa, Ilhados com a Sogra com Fernanda Souza, e a sogra de Clara que apareceu com um perfume igual ao seu de presente — e que sentiu no cheiro que ela estava grávida antes de qualquer teste.
Fecha com a proposta de novo reality: Traindo às Cegas, como reparação histórica.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag, Clara Averbuck e Lipe Basilio.
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No EP30 estreia o Giro de Notícias — o quadro em que Lipe pega as notícias mais esdrúxulas da semana e joga de surpresa nas apresentadoras.
Na primeira rodada: ex-jogador de futebol expulso de condomínio na Barra da Tijuca após mais de 50 ocorrências (orgias na varanda, ameaças de disparo e urina no corredor — "jogador de futebol, acaba, não precisa nem de predicado"); o Elon Musk brasileiro, suspeito de esquema de pirâmide com venda antecipada de carros elétricos no Espírito Santo; Eliezer, que descobriu que contratou uma funcionária procurada por dez crimes — e ligou para a Viih Tube mandar trancar a porta; moradia social nos Jardins com entrada de R$191 mil; Guta Stresser e a briga com Pedro Cardoso; padre Fábio de Melo processando companhia aérea; e Virgínia, que tomou uma decisão importante sobre os stories — vai mudar o horário de publicação por causa do fuso.
Tem também: o ex-psiquiatra de Clara encontrado num podcast de OVNIs como especialista em contatos alienígenas ("por isso que não me diagnosticava"), a cantora gospel que agradeceu pela prisão e anunciou que virou mulher renovada ("dou quatro dias pra dar outro golpe"), e Ale sendo impedida de entrar no elevador junto com uma funcionária num prédio nos Jardins.
Fecha com a promessa de uma edição especial do Fuxico Gospel.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag, Clara Averbuck e Lipe Basilio.
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No EP29, Clara, Ale e Lipe fizeram um levantamento da machosfera brasileira — com ajuda do ChatGPT para não ter que assistir mais do que o necessário, porque "todo mundo é a mesma pessoa usando muito b****** ao mesmo tempo."
No cardápio: Raiam Santos, que foi à Rússia, ficou com mulheres dentro do padrão eurocêntrico e voltou transformado; o cara que bebeu o leite materno do filho porque "fede a t******"; Gabriel Breier, que provou que fome biológica e mapa da fome são a mesma coisa; Breno Faria (o "café com teu pai"), que dá consultoria de comportamento feminino e foi processado por misoginia — e respondeu dizendo que estavam atacando "um pai de família cristão"; e o Sedutor Afro, que explica que a mãe solteira "entregou o útero" para outro homem. Ale, que fez histerectomia há dois anos, ficou com dúvidas sobre o paradeiro do seu.
Tem também: a distorção do conceito de red pill (que no Matrix era para encarar a realidade e construir coisas novas, não para falar mal de mulher), Chad e Stacy como o Ken e a Barbie da machosfera, macho alfa em excesso sem espaço para o Betinho, e Clara desenvolvendo a tese de que homens que só falam de homem, só admiram homem e só lambem homem são homoafetivos — e não há nada de errado nisso, só que eles deveriam admitir.
Fecha com uma dica prática: verifique se você tem pessoas em comum que seguem esses perfis e escolha o que fazer com essa informação.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag, Clara Averbuck e Lipe Basilio.
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No EP28, Clara chegou com cervical retificada — pescoço de galinha, dor de cabeça, sensação de morte — e o médico sugeriu yoga. Ela disse que não. O programa saiu daí.
O papo é sobre o que acontece quando práticas orientais chegam ao Ocidente e viram produto: hot yoga (yoga dentro de sauna, "você vai passar mal, é isso que vai acontecer"), academia para bebês com flor de lótus na logo, massagem tântrica aplicada por quem "aperta dois negócios nas suas costas", e o yoga Kundalini vendido como o yoga verdadeiro — aquele da evolução espiritual — por apenas um milhão de reais.
Tem também: o documentário Wild Wild Country e o Osho (seita disfarçada de comunidade evoluída, trabalho sujo delegado para a mulher); a senhora do documentário da HBO que tomou prata coloidal, ficou azul, ficou doida e morreu acreditando que Robin Williams e a Princesa Diana eram galácticos; a religião à la carte e onde mora o perigo quando ela vira seita; e Clara explicando por que não aguenta mais ter que dizer "não estou generalizando" — e com quem ela fica p* quando isso é cobrado.
Fecha com a promessa de um quadro chamado Práticas Arrombadas e um "desculpa, padre."
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Clara Averbuck e Lipe Basilio.
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No EP27, Clara — que odeia BBB, acha insuportável e não entende como alguém aguenta ver gente enlouquecer dentro de uma casa — resolveu falar de BBB. Só porque Ana Paula não enlouqueceu.
O episódio é uma análise da resistência de Ana Paula dentro da casa: a conversa com o Alberto Cowboy, que garantiu que mulheres já não são mais chamadas de bruxas ("com que c****** de conhecimento de causa você está falando?"); o Babu tentando intimidá-la com olhar fixo, ela passando por ele sem piscar; e Jonas, que a Milena chamou de inútil que só sabe limpar piscina — resposta dele: "vai tomar o o*** do seu corpo." Zero pessoas aplaudiram.
Tem também: machulência (o termo, a origem, o perfil), a festa dos líderes com show de sertanejo e desfile de mister, Zé Felipe com chip de testosterona dizendo que "o bicho fica inofensivo", Clara desenvolvendo a tese de que esses machos que se lambem podem estar redirecionando o desejo, e o manifesto final de por que Ana Paula é uma mulher desagradável — e que bom que ela existe.
Fecha com a dialética do Coice, que Clara promete desenvolver em livro.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Clara Averbuck e Lipe Basilio.
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No EP26, chegou um relato pelo Threads: revisora de livros médicos, desde 2023, acumulou quase 80 mil reais em pagamentos atrasados — a editora contratou uma consultoria financeira que nunca entrou em contato com ela, o gestor financeiro visualiza e não responde, e o diagramador que trabalha com ela tem mais de 20 notas fiscais emitidas sem pagamento. Ela ainda assim ficou, com medo de não receber nada se fosse embora.
A palavra que a Clara não aceita: "a responsabilidade também é minha." Não é.
Tem ainda: a prática de 30-para-120 dias que o mercado foi normalizando porque as pessoas precisavam, gestoras esquiando na Suíça enquanto o prestador espera, o perfil do gestor financeiro que herda a sequóia dos outros, e a vez que Clara foi a pé até Pinheiros no dia 23 de dezembro para cobrar um cheque sem cruzar — porque precisava de Natal com a filha.
Lipe também contou da revista que o usava como palhaço sem pagar, esperou atrasar o prazo para sinalizar que precisava do dinheiro, e ouviu: "se não mandar até amanhã, pode parar de escrever." Parou. A revista foi à falência. Ainda bem.
Fecha com um convite para quem trabalhou no Banco Master e tem história bizarra para contar.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Clara Averbuck e Lipe Basilio.
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No EP25, Clara e Lipe assistem ao vivo ao vídeo do promoter que organizava as festas de Daniel Vorcaro — dono do Banco Master, preso pelo maior escândalo financeiro do país — enquanto ele cantarola "e fuma, e cheira, e fuma, e cheira". O que começa como react vira uma análise implacável de tudo que está errado.
Na pauta: o iate de 95 metros com piano branco, piscina de 12 metros e heliporto que custou 9,5 milhões por cinco dias (mais da metade do orçamento anual de políticas para mulheres no estado com mais feminicídios do Brasil), o cabelo ceboso do Vorcaro, os gladiadores de tênis gritando "que comece a guerra!", o clube em Saint-Tropez onde cerveja custa R$ 150,00 e preto entra pela porta de serviço, e o DJ internacional cujo grande hit é um remix de ABBA.
Tem ainda: a filha trans do Elon Musk servindo em evento de moda, a resposta elegante da Alessandra para quem a chamou de feia no Instagram, e a tese final da Clara para quem sonha em ficar bilionário se esforçando.
Fecha com um pedido de delação premiada.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Clara Averbuck e Lipe Basilio.
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No EP24, chegou um e-mail do quadro Meu Emprego de Merda: ouvinte que ama o trabalho, equipe uma bagunça, coordenadora foi defender doutorado e deixou o barco à deriva, colega foi chamada de histérica, nova gestão pede para a equipe "fazer coisas erradas" — e as apresentadoras ficaram desesperadas para saber o que eram essas coisas erradas.
A palavra "histérica" abre uma pausa para a doutora Letícia explicar a origem do termo — que vem do grego para útero, porque histeria era considerada doença de mulher causada pelo útero, não pela opressão. Ale: "Tirei o útero, agora não sou mais histérica." Clara: "Curou!"
Tem ainda: Clara em modo manifesto anticapitalista ("o patrão quer você sem vida"), o conselho clínico mais libertador do episódio ("seja menos competente, pegue o FGTS"), o ex de Clara que faz 15 anos falando mal dela para outras mulheres com o mesmo script — e o desfecho dessas mulheres, e um monólogo sobre falocentrismo que encerra o episódio com classe.
Fecha com uma foice e um martelo.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag e Clara Averbuck, com Letícia Menezes.
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Três semanas antes desta gravação, o César — marido e melhor amigo da Ale — morreu de forma inesperada, com ela presente.
Neste episódio, Ale, Clara e a psicóloga Letícia Menezes sentam juntas para falar sobre o que é o luto de verdade: a culpa constante, os flashes de memória que ficam e os buracos onde a memória some, porque anoitecer é pior, o que as pessoas falam (e não deveriam falar), e a imagem que Ale encontrou e que faz mais sentido do que "o tempo cura" — o luto não diminui, você cresce em volta dele.
Tem também: rituais de despedida que foram encurtados, dois dias de licença nojo, a privatização dos cemitérios, escrita como processo de atravessar o insuportável, e os amigões do César que falavam com ele todo dia e não deram notícias — para quem Ale tem um recado no final.
Fecha com um pedido direto para os homens fazerem exames.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag e Clara Averbuck, com Letícia Menezes.
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No EP22, chegou uma carta: ouvinte de 23 anos, homem de 30 e poucos recém-divorciado, dois meses de relacionamento saudável — e então ele surtou. Faz três meses que terminou, ele manda mensagem toda semana falando de "interesses em comum", e ela ainda não superou. Ale e Lipe têm um diagnóstico, um apelido pra esse tipo de situação e um perfil físico bastante detalhado do suspeito.
Tem ainda histórias pessoais dos dois apresentadores sobre ex que fizeram exatamente isso — e como cada um encontrou o próprio encerramento. Um deles envolveu semáforo.
Ninguém resolve nada. Todo mundo ri muito. Vamos botar esse cavalo pra girar.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag e Lipe Basilio.
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No EP21, sem a Clara (de mudança, com gato doente, exausta de responder homem no Twitter), Ale e Lipe resolveram falar de restaurante — e o que saiu foi um catálogo de crimes culinários de São Paulo.
Tem: batata congelada servida em lugar caro (com garçom confessando mediante promessa de gorjeta), palmito com chuchu e um creminho laranja de origem suspeita, salmão criado em cativeiro, Saiko Katsu Sando por R$ 490,00 com fila e 30 unidades por mês, e um risoto com ovo por cima num restaurante de hotel no aniversário do Lipe. O Cationara — o crime culinário que tem que ser preso.
Tem também: "cozinha afetiva", "comida de verdade" e "dia do lixo" — termos que os dois têm ódio, a portinha secreta que fica na Avenida Liberdade e existe há 50 anos, e a rua de São Paulo que parece querer matar a Ale (Inglês Afetivo, Gelato Agrícola, whey gostoso e saudável, Fechaduras and Bagno — nessa ordem).
Fecha com a única recomendação genuína do episódio e um teaser de padarias arrombadas para o próximo ep.
Ninguém resolve nada. Todo mundo passa fome de raiva. Chama de Oswaldo.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag e Lipe Basilio.
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No EP20, o Lipe Basilio está de volta e o assunto foi BBB26 — com tudo que aconteceu até agora, na ordem que importa.
Primeiro: o Matheus que passou cocô na parede do quarto branco e a Chaiany que não contou pra ninguém. Gente, é a primeira coisa que se conta. Depois: o expulso que derrubou o Jonas e a queda do Jonas ao lado de um padre — que deu muito mais risada do que devia.
A Ana Paula é o programa. Ela já entrou dominando, provocando com precisão cirúrgica, chamando o Jonas de quinta série até ele pirar, e ainda flertou com o Alberto Cowboy — que sacou ela em três minutos e entrou no jogo junto. A Ale já era fã desde o BBB7 e avisou: o embate dos dois vai ser maravilhoso, desde que ninguém tire nenhum dos dois antes da hora.
No meio do caminho: o Jonas que era divertido até a Mari Baianinha ir embora, a menina do macarrãozinho que faz vozinha pra câmera e quer sair do programa pra fazer unboxing de skincare, a Milena cíclica que é igualzinha ao Jajá do Zorra Total, e o Pedro que traiu a mulher — e não, a gente não vai atrás mais.
Ainda tem: a Maíra Cardi e a reforma de Alphaville — mármore mexicano no lugar do romano, sacadas tiradas e colocadas nos lugares errados, armários a 2,30m, e uma arquiteta que disse que tudo dava. Tudo deu, sim. Errado.
Ninguém resolve nada. O embate do século ainda vem. Deixem eles.
Ex-Ex-Tricô é apresentado por Alessandra Siedschlag e Clara Averbuck, com Lipe Basilio.
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