Afleveringen

  • O grupo supremacista Ku Klux Klan nasceu no final da Guerra Civil Americana, como um subproduto. Os Confederados foram derrotados, e junto com sua derrota veio também o fim da escravidão. A União venceu e obrigou todos os estados a acabaram com o regime escravagista. Os derrotados decidem então criar um grupo miliciano que perseguiria os negros dos EUA, com linchamentos, enforcamentos e até incendiando pessoas. Não há uma certeza sobre a origem do nome do grupo, mas acredita-se que a origem é das palavras "Ku Klux" grega “kyklos”, que significa “círculo” e que transmite a ideia de uma sociedade secreta e “Klan” deriva de “clan", em inglês, que é clã pra remeter a clãs familiares. O grupo teve três fases, sendo a primeira fase de 1865 até 1871, a segunda iniciou-se em 1915 a 1945 e a terceira iniciou-se a partir da década de 1950. Acredita-se que a terceira fase nunca acabou, por mais que o movimento tenha enfraquecido. Hoje em dia a A Southern Poverty Law Center (SPLC) investiga esses grupos terroristas e racistas, e estima que existam 8 mil pessoas vinculadas pelos EUA com instituições que se auto intitulem continuações do movimento. Se por um lado a descentralização é um ponto positivo pois mostra uma falta de unidade e consequentemente de poder do grupo, por outro, dificulta as formas de acabar com o movimento racista.

  • Não precisa conhecer muito a história de Rube Wadell pra saber que ele era uma pessoa diferente.

    De acordo com seu biógrafo Alan Levy, ele sempre foi uma criança excêntrica. Aos 3 anos de idade, ele foi pra um estação de corpo de bombeiros próximo, se escondeu lá e ficou dias desaparecido da família.

    Ele não ia muito pra escola, ele exercitava seus braços jogando pedras em aves enquanto trabalhava nas terras dos pais. pode ter sido aí que nasceu o amor pelo arremesso. Aos 19 anos começou a carreira no Baseball. E claramente o seu desempenho era excepcional.

    O problema é que ele não sabia muito bem as regras do baseball e no começo passou um bom tempo sendo um problema no time, mas o treinador acreditava que bastava ele entender o baseball que ele seria incrível. Ele tinha um desempenho tão bem que suas excentricidades eram perdoadas.

    Certa vez, numa offseason, ele ficou meses desaparecido, e depois de meses procurando encontraram ele num circo lutando luta livre com jacarés. Além disso, os torcedores dos times inimigos tinham uma estratégia muito curiosa quando jogavam contra ele. Eles levavam cachorrinhos filhotes pra arquibancada e ele algumas vezes largou o jogo no meio pra ir fazer carinho neles. Infelizmente ele também tinha um lado sombrio. Seu problema com álcool gerou situações onde ele bateu na família de sua esposa.

    De acordo com o historiador se baseball Lee Allen:

    "Waddell começou a temporada de 1903 dormindo num quartel do corpo de bombeiros em Nova Jersey, e terminou num bar em Virginia. Entre esses dois eventos, ele gannhou 22 jogos pelo Philadelphia Athletics, participou de uma peça de teatro de rua chamada A Marca da Culpa. Cortejou uma mulher, se casou com ela, se separou dessa mulher, salvou uma mulher de se afogar, acidentalmente atirou um amigo na mão e foi mordido por um leão".

  • Zijn er afleveringen die ontbreken?

    Klik hier om de feed te vernieuwen.

  • Quem nunca ouviu a famigerada frase: "antigamente que era melhor"?

     

    Pois HOJE definiremos de fato, sem subjetividade, de maneira indiscutível e clara, o que era melhor: o passado ou o presente.

    E após anos de pesquisa nos preparando pra responder uma pergunta tão antiga, descobrimos um método objetivo e científico, que é encontrando a superioridade local em cada um dos temas abaixo, e após a soma dos resultados individuais, poderemos definir se os tempos antigos são ou não melhores que hoje. Os temas são:

    1 - Banheiro

    2 - Acordar

    3 - Testes de gravidez

    4 - Dor de cabeça

    5 - Médicos

    6 - Radioatividade nas coisas

    7 - Camisinha

    8 - Bebidas energéticas

    9 - Lavar roupa

     

    E aí, o que você achou? O que é melhor? O passado ou o presente?

  • "falta uma banda q una todas as tribos.Como foi o Norvana"
    - Black Gold Little Dee

    Quando os boicotes internacionais e a luta interna da população negra sul-africana conseguiram derrubar o regime racista do Apartheid, Nelson Mandela, o principal nome do Congresso Nacional Africano, é liberto da prisão após quase três décadas. Mandela se candidatou à presidência e conseguiu vencer.

    Na época, por mais que politicamente o país não estivesse teoricamente dividido, o quesito social não havia se modificado tanto desde o fim do regime segregacionista. As pessoas ainda pensavam e se comportavam como faziam na época do apartheid, poucos anos atrás. Vai ser nesse contexto que Mandela vai ter uma ideia. Ele decidiu levar a Copa do Mundo do Rugby para a África do Sul.

    O Rugby era conhecido como um esporte tipicamente branco e antagonista ao Futebol, tipicamente negro. Mas sabendo do poder do esporte em unir todas as tribos, ele decide mesmo assim fazer a Copa lá. Os jogos dos Springboks, Seleção Sul-Africana de Rugby, foram envoltos de muita emoção.

    A cada vitória da seleção, mais pessoas, independentemente de cor, vibravam mais com o time. No final, o estádio lotado, e a vitória é dos Springboks. O clima de que aquele momento unia a todos eram notório. Todos entenderam o que Mandela queria fazer - e havia conseguido.

    Claro que o racismo infelizmente está longe de acabar, mas a página da história para o seu fim terá um capítulo longo e emocionante contando os feitos de Mandela, Springboks e o Rugby.

  • É comum ver membros do movimento LGBTQIA+ considerando como um dos momentos que mais inspirou a sua luta e à organização desse movimento, a Revolta de Stonewall. Em 69, frequentadores do bar Stonewall Inn, na cidade de Nova Iorque, decidiram se revoltar contra a opressão da polícia que frequentemente caía em cima do público do lugar. Na década de 60, muitos estados dos EUA ainda criminalizavam a relação entre pessoas do mesmo gênero. E por mais que em 69 muitos estados já tivessem derrubado essa lei, em Nova York ela estava firme. Além disso, a State Liquor Authority (SLA) proibia a venda de bebidas alcoólicas para estabelecimentos considerados gays. Entretanto, o dono do Stonewall Inn era um mafioso, que pagava uma quantia agradável para os policiais ignorarem o lugar e não fiscalizarem de forma adequada de acordo com a lei. Mas o esqueminha não durou pra sempre. No dia dia 28 de junho de 1969 os policiais apareceram num horário não acordado, e prendeu várias pessoas por estarem “violando o estatuto de vestuário", já que a lei exigia que as pessoas usassem pelo menos três peças de roupas consideradas apropriadas ao seu gênero. Enquanto as prisões eram feitas, uma multidão se cansou do abuso policial com algo inofensivo, se juntou na frente do bar e começaram tacar garrafas, cadeiras e tudo que estivesse em sua volta nos policiais. "A dor, a raiva, a frustração, a humilhação, a constante insistência, a constante agitação que causaram em nossas vidas: agora era a hora de se livrar disso tudo. (...) Não precisava machucar um policial, não precisava machucar ninguém, só precisava gritar.” disse Martin Boyce ao The New York Times, que frequentava o Stonewall. Esse movimento inspirou muitos outros a se rebelarem contra leis que perseguiam pessoas LGBTQIA+ e até hoje é relembrado constantemente. No ano seguinte após a Revolta de Stonewall, pessoas se encontraram na frente do bar no aniversário do caso para comemorar um ano da revolta e, desde então, o aniversário da Revolta são as modernas paradas LGBTQIA+.

  • Em 1977, Valmor Santos decide criar algo completamente inédito no Brasil. Ele era gerente da boate Coliseu, mas mais do que isso: ele era gremista. Vendo o time do coração passando por dificuldades no campo de futebol, ele vai fundar a Coligay. A Coligay (junção das palavras Coliseu e Gay) foi a primeira torcida organizada gay no país. Se hoje a homofobia ainda é latente na sociedade, na década de 70 as coisas eram ainda piores. O preconceito sofrido pelos torcedores da Coligay foi algo monstruoso, mas o pior é que não era esse o único desafio para os torcedores. A Coligay existiu dentro do período que uma Ditadura Militar estava vigente no país. Por isso, além da homofobia sofrida por civis, militares agentes do Estado também perseguiam a torcida, sobretudo através da vigilância da Delegacia de Costumes. Mas mesmo com uma página muito triste em sua história, pode-se dizer que a Coligay cumpriu o que de comprometeu. Em uma entrevista pra um jornal, Valmor Santos disse: "A Coligay era uma ideia muito antiga, eu já pensava nisto há muito tempo. Eu sou gremista fanático desde que nasci e sempre tive vontade de organizar uma torcida. Achava que os torcedores do Grêmio eram muito parados, que não sabiam incentivar o time. Então, no início deste ano, quando eu senti o Grêmio realmente iria ser o campeão, decidi formar o grupo". E sim: a torcida funcionou. O time gaúcho que não vencia um campeonato regional desde 68, terminou o ano de 83 com a vitória do Mundial em Tóquio. Entre 77 a 83, era comum ver em campo uma torcida animada cantando o seu hino e ajudando a trazer vitórias inesquecíveis para o time do coração: "Nós somos da Coligay; com o Grêmio eu sempre estarei. É bola pra frente, campeão novamente. É Grêmio, força e tradição. Sou tricolor pra valer, pra vibrar e vencer, para o que der e vier. Nós, Coligay de pé-quente, estaremos presentes onde o Grêmio estiver".

  • O rei Henrique II da Inglaterra era um rei excêntrico. Certa vez ele foi à cidadezinha de Winchester e permitiu que a plebe “realizasse uma eleição livre”, mas proibiu “de eleger qualquer um que não fosse Ricardo, meu escrivão”. Ele governou a Inglaterra bem no meio das Cruzadas. Período da história onde cristãos foram até o Oriente Médio pra lutar contra muçulmanos. Nessa época, vale ressaltar, os muçulmanos eram vistos como inimigos da cristandade. E justamente nesse período que Henrique II da Inglaterra, que também era o duque da Normandia e da Aquitânia, conde do Maine, Anjou e Touraine, senhor áreas da França, chega a enviar uma carta ao Papa Alexandre III em tom de ameaça, dizendo que ele poderia se converter ao Islamismo. Pois é. É difícil saber as reais intenções de Henrique II. Talvez fosse apenas um blefe ou algo do gênero, mas a verdade é que ele desde criança mostrou-se minimamente interessado pela religião islâmica. Isso porque os pais de Henrique seguiram o conselho de William de Malmesbury: “um rei sem letras é [apenas] um asno com uma coroa". Por isso ele sempre estudou muito, incluindo outras culturas. E desde cedo ele mostrou um interesse especial pelo Islamismo e até pela língua árabe e tudo indica que ele sabia falar muito bem o idioma. As motivações de Henrique II para a conversão do Islã foram basicamente questões familiares. Casos de família. Casos de família real. 

  • "Se eu acreditar que algum homem consegue me vencer, eu não serei o lutador que eu acho que vou ser" - Tyson Fury Tyson Luke Fury é um pugilista britânico que desde 2020 detém os títulos da WBC e The Ring, ao derrotar Deontay Wilder que nunca tinha perdido uma luta em toda a sua carreira. Em 2015 ele venceu o campeão mundial dos pesos pesados Wladimir Klitschko e desde então entrou num período complicado de sua vida. Após chegar no topo, Fury teve dificuldades de ter estímulo pra continuar lutando. A revanche entre Wladimir e Fury nunca se concretizou pois Fury sofria de problemas mentais como ansiedade. Esses problemas psicológicos levavam Fury a descontar no álcool e nas drogas, o que quase o levou à morte. Ele ficou alguns anos parados, mas voltou a lutar quando Deontay Wilder o desafiou em 2020. Mesmo 2 anos fora do ringue, Fury teve um grande desempenho na luta, o que acabou em um empate entre os dois. Foi o primeiro empate da carreira de Fury, que segue sem derrotas e com 20 vitórias. Hoje ele é considerado o maior peso pesado ativo do mundo, de acordo com a Transnational Boxing Rankings Board e o segundo pelo BoxRec.

  • A Bíblia diz que no segundo dia da criação, após deus fazer o dia e a noite, Ele decidiu criar o céu. E foi após a criação do céu que surgiram os anjos. Dentre os anjos, um era impressionante: Lúcifer. A Bíblia alega também que a sua beleza e sua posição alta na hierarquia celestial, acabaram fazendo com que Lúcifer acabasse se achando demais. Ele decide então construir um trono acima de Deus. Alegando que sua superioridade não era suficientemente admirada. Por isso ele decide juntar um terço dos anjos e juntos travaram uma batalha contra o exército de Deus. O exército divino foi liderado pelo arcanjo Miguel, que, em muitas pinturas, é representado com uma lança, uma espada flamejante ou um escudo com a frase latina “Quis ut Deus?” (“Quem é como Deus?”). Lúcifer e seus seguidores perdem a batalha e foram jogados para o inferno. Lúcifer é transformado em Satanás e passa o resto da eternidade ardendo no inferno. Mas isso é uma interpretação da Bíblia. Há muitos estudiosos que alegam que isso foi uma corruptela da versão original. O nome “Lúcifer” teria sido um erro de tradução de “filho da manhã”. Quem caiu na verdade foi o rei Nabucodonosor da Babilônia, onde a “queda” é uma referência à sua morte. Também há uma outra discussão: no século XX foram encontrados os Pergaminhos do Mar Morto. Neles contêm rascunhos da Bíblia e também dedicam uma parte sobre a batalha contra o exército divino. De acordo com essa versão, de fato Miguel liderou o lado do bem, chamado de Filhos da Luz. Entretanto, os Filhos da Escuridão (que na versão tradicional é o exército de Lúcifer), foram na verdade liderados pelo demônio Belial.

  • O nome do jogo é ollamaliztli em nahuatl (a língua asteca) ou poc-ta-tok em Maia Mas a civilização olmeca já tem registros desde 1400 a.C. sobre o jogo. Mesmo não deixando informações claras o suficiente pra que a gente possa compreendê-lo completamente (se bem que é mais provável os espanhóis terem queimado o que os olmecas deixaram). Quadras de jogos de bola foram encontradas pelos invasores europeus e surpreenderam o mundo. Há pelo menos 3 mil anos os mesoamericanos jogam algo que podemos comparar minimamente próximo ao futebol. Para os maias, por exemplo, os jogos eram inspirados no mito dos Gêmeos Heróis (Hun Hunahpu e Vucub Hunahpu) que fizeram muito barulho jogando bola e acabaram incomodando o deus Xibalda. Mas os astecas também viam o esporte como algo grandioso. O Ollamaliztli tem regras parecidas com o Ulama (que inclusive é jogado até hoje), mas essas regras não são tão bem conhecidas em detalhes. Haviam jogos em cerimônias que o time perdedor era sacrificado: por decapitação. Não há comprovação, mas muitos defendem que a cabeça dos adversários seriam revestidas com uma mistura de borracha de plantas diferentes e se tornava a bola do próximo jogo. É importante entender que, em sua grande maioria, os jogos em cerimônias eram completamente injustos, onde um time de elite jogava contra um time de escravos - que já eram previamente destinados a serem sacrificados. O esporte, de alguma forma, apenas servia como uma suposta legitimidade para o ato do sacrifício. Afinal, o time perdeu. Mesmo o time adversário tendo dedicado anos da sua vida para estudar o esporte enquanto o time que perdeu... Descobriu como jogava pouco tempo antes da partida.

  • Memento Mori significa, basicamente, "lembre-se da morte".

    Não se sabe ao certo a origem da expressão, mas acredita-se que a expressão memento mori tenha surgido na Roma Antiga, onde os povos tinham a tradição de realizar um desfile de gala em homenagem a um general vitorioso recém-chegado do campo de batalha.

    A cerimônia era tal luxuosa e extraordinária, que muitas vezes o general acabava se sentindo superior. Com o tempo, decidiu-se que haveria sempre um servo que tinha como única função ficar atrás do general dizendo “Respice post te. Hominem te esse memento. Memento mori!” que significa "Olhe para trás. Lembre-se de que você é mortal. Lembre-se que você vai morrer".

    Uma outra possível origem do termo é em algumas ordens católicas, onde os monges, ao se encontrarem nos corredores e nas ruas, costumavam proferir a frase uns aos outros: “Memento mori”. Como uma forma de relembrar o monge que um dia ele morreria, e que não valeria a pena desperdiçar a recompensa divina da vida eterna em troca de uma vida de libertinagens.

    Mas de qualquer forma, a morte é um dos temas mais comuns para a humanidade. O romano Marco Aurélio frequentemente se lembrava do assunto e certa fez proferiu uma de suas frases mais famosas:

    "Não aja como se fosse viver dez mil anos. A morte paira sobre você. Enquanto você viver, enquanto estiver em seu poder, seja bom."

    Outro estoico, Sêneca, disse o seguinte:

    "pensamos que a morte é coisa do futuro, mas parte dela já é coisa do passado. Qualquer tempo que já passou pertence à morte”.

    Epicuro traz uma outra perspectiva extremamente interessante:

    "A morte não significa nada. Porque enquanto eu existo, ela não existe; e quando ela existe, eu já não existo".

    Mas o conceito mais complexo de morte é o de Schopenhauer:

    "No fundo, entretanto, somos uno com o mundo, muito mais do que estamos acostumados a pensar. Para quem pudesse ter clara consciência desse ser-uno, desapareceria a diferença entre a persistência do mundo externo, depois que se está morto, e a própria persistência após a morte."

  • Participação da Thaiz Alvarenga (@thaizescreve) Podcast Calçando Histórias: https://open.spotify.com/show/0khWYGv8Znm3r9nNrGfJX8 Não existe uma foto do primeiro tênis de basquete. Mas sabe-se que a data da sua criação é 1917 e que foi um All-Star Converse. A principal característica desse tênis era o cano alto. Na época, um problema muito comum entre os jogadores de basquete era a lesão, sobretudo no tornozelo. O cano alto então veio como uma forma de resolver esse problema, diminuindo consideravelmente as chances de uma lesão na região. Na década de 20, o jogador Chuck Taylor decide assinar um contrato com a Converse e assim eles iriam criar a primeira linha de tênis de basquete. Os "chucks", como eram chamados os tênis, dominaram o mercado por décadas, fazendo o ato de jogar basquete ser correlacionado ao de usar um Chuck. Até a década de 70 não havia discussão sobre qual tênis um jogador de basquete deveria usar. Até que a Puma entrou em cena e trouxe uma alternativa que mudou o mundo do basquete ao criar a primeira linha de tênis dedicada a um atleta, o Puma Clyde, baseado na lenda do basquete e armador do Knicks, Walt “Clyde” Frazier. Mais tarde a Nike entra em jogo no mercado dos tênis de basquete com o Nike Blazer, mas mais tarde, se no início a Converse monopolizou, nas décadas de 80 e 90 a Nike consegue uma parceria com o jogador Michael Jordan e juntos criam o possível maior tênis de basquete de todos os tempos: o Air Jordan.

  • Houve um período na história do Brasil onde o nosso país (na época, uma colônia) acabou sendo governado por espanhóis, afinal, Portugal havia sido engolido pela Espanha durante o período que conhecemos como União Ibérica (1580 a 1640). Nesse período, o Brasil acabou herdando os inimigos espanhóis. O principal deles era a Holanda, que decide invadir o nordeste brasileiro e faz com que o Brasil Holandês exista por algumas décadas. Nesse período, a região vai conhecer um código moral e ético diferente do que estava acostumada. Com a colonização portuguesa, a liberdade de culto era proibida, fazendo com que os judeus da região fossem obrigados a se converterem e se tornarem cristãos católicos. Eram os "cristão novos", como eram chamados. O que aconteceu é que com o fim do Brasil Holandês, os judeus que estavam aqui tentaram migrar pra outra região. A bordo do navio Valk, em torno de 600 judeus deixaram Recife, em Pernambuco, expulsos pelos portugueses do Brasil. No caminho houve uma tempestade e por isso o navio acabou sendo saqueado por piratas. Foram resgatados por uma fragata francesa e deixados na Jamaica. Acontece que a Jamaica era uma colônia espanhola, então a Inquisição Espanhola acabou prendendo os judeus do navio. Após uma longa negociação do governo holandês, eles foram libertados e, porquestões financeiras, boa parte deles seguiu para a colônia holandesa de Nova Amsterdã, atual Nova York. Na época estava longe de ser uma grande cidade. Não passava de um entreposto comercial. Mas com a primeira comunidade judaica da América do Norte, conseguiram contribuir diretamente pra que a cidade de Nova York se tornasse grandiosa como ela é hoje.

  • Quando falamos de olimpíadas, a gente sempre lembra dos mais rápidos. Mas ninguém pensa nos mais lentos. Shizo Kanakuri é esse cara. Ele oficialmente tem o pior tempo da história das olimpíadas. Ele vai demorar 52 anos pra terminar uma corrida que ele começou em 1912. No japão Shizo Kanakuri é conhecido como o pai da maratona japonesa. Em 1912 ele entrou nas olimpíadas de estocolmo, na suécia. Quando ele foi pra maratona ele era um dos favoritos pra não só ganhar, como também bater o recorde olimpico da época. Apenas dois japoneses foram pra maratona naquele ano. Ele e o corredor Yahiko Mishima. Eles foram os primeiros atletas japoneses a competirem numa olimpíada. A viagem demorou 2 semanas de barco. Eles corriam dentro do navio durante a viagem pra não perderem o ritmo e sempre que o navio parava eles corriam o máximo em terra firme. No dia da corrida estava 32c. Muito mais quente que o normal. Além disso, Kanakuri havia decidido correr com tabi, sapatos tradicionais japoneses. O que é interessante é que ele não bebeu água durante a corrida. Na época dizia-se que o suor deixava a pessoa mais cansada. Pois é. O fato de não beber água somado com o calor do dia, fez com que Kanakuri infartasse na metade da maratona. Ele parou de correr e foi andando até um jardim, deitou lá, e depois ele viu uma galera fazendo uma festa e ele roubou um copo de suco de laranja. Depois de descansar por uma hora, ele pegou um trem em Estocolmo e volto para o hotel até no dia seguinte o navio voltar para o Japão O lance é que naquele dia mais da metade dos competidores tinham abandonado a competição, por causa dos mesmos problemas que Kanakuri. Um português que correu essa maratona chegou a morrer na maratona. um homem chamado Francisco Lázaro, de tanto calor. O corpo dele estava com 42.1c.no dia seguinte ele morreu no hospital e descobriu-se que ele passou cera no corpo pra impedir que suasse. isso o matou pois impediu que o corpo diminuísse a temperatura. Em 1962, 50 anos depois da maratona, um jornalista sueco descobre que ele estava vivo e tinha simplesmente voltado pra casa. 5 anos depois, em 67, o Kanakuri conversou com empresários que queriam levantar fundos pra levarem corredores de maratonas suecos para as olimpíadas no México em 68. Eles tiveram então a ideia de fazer o Kanakuri terminar a maratona de 1912 pra fazer publicidade para juntar dinheiro de patrocínio. Aos 76 anos ele até foi bem correndo 100 metros, com tudo filmado e ele sorrindo durante todo o percurso. Ele então, oficialmente, terminava a corrida com 54 anos, 8 meses, 5 horas e 20.3 segundos. Perguntaram a ele depois se ele queria falar algo no final da corrida e ele disse: "Foi uma longa corrida. Durante o percurso eu me casei, tive 6 filhos e 10 netos".

  • A verdade é que Göbekli Tepe não deveria existir. Pelo menos com base no que conhecemos (ou achávamos conhecer), um lugar tão complexo, com uma arquitetura avançada, claramente construído por centenas ou até milhares de homo sapiens não deveria ter a idade de 12 mil anos, como é o caso de Göbekli Tepe. O conjunto monumental de Göbekli Tepe, no sudeste da Turquia, foi construído quando nós ainda estávamos aprendendo a cultivar plantas e domesticar animais Só o tamanho dos monumentos já são suficientemente surpreendentes. Mas além disso, os detalhes encravados nesses monumentos são ainda mais incríveis. Relevos e gravuras de raposas, touros, leões, grous, patos, serpentes e alguns humanos, talhados na pedra calcária. O arqueólogo turco Devrim Sönmez, do Instituto Arqueológico Alemão, disse o seguinte sobre o lugar: "Até agora, pensava-se que nessa época os humanos conviviam em grupos de cerca de 15 pessoas, sem especialização em ofícios. Mas, para construir Göbekli Tepe, foram necessárias centenas de pessoas bem coordenadas. (...) As pessoas tendem a pensar que os humanos eram primitivos naquela época, mas sua capacidade cerebral era similar à de hoje, eles eram criativos e sabiam resolver problemas muito bem". E o que é mais surpreendente, é que Göbekli Tepe só foi 5% escavada. Ainda há incontáveis peças do quebra-cabeças da humanidade que iremos encontrar nesse lugar incrível. A escavação é lenta porque o valor do lugar faz com que os arqueólogos não queiram arriscar danificar nada em Göbekli Tepe. Desde 2018, a Unesco registrou Göbekli Tepe como Patrimônio Cultural da Humanidade e está aberto a visitação.

     

    Se quiser saber mais sobre Amazon Music, acesse www.amazon.com.br/historiaprosbrother

  • Rubens Pinheiro definitivamente não era uma criança comum. Desde pequeno vivia agitado e dando muito trabalho para os pais. Uma possível criança hiperativa. Mas, felizmente, ele soube usar a sua hiperatividade pra fazer algo incrível. Aos 16 anos, após tentar fugir de casa algumas vezes antes, ele decidiu fazer algo já suficientemente incrível: ele foi andando de Salvador ao Rio de Janeiro. No caminho ele conheceu um pernambucano chamado Mauricio Monteiro, que fazia uma viagem de bicicleta de Recife até Buenos Aires. A tradicional rivalidade entre os dois estados fez com que Mauricio ironizasse a Rubens a falta de coragem dos baianos. E como toda boa criança agitada, Rubens usou isso como combustível pra superar o colega de viagem louca. Rubens Pinheiro havia decidido que iria de bicicleta de Salvador a Nova York. Algo que fez alguns comerciantes acreditarem no rapaz e apoiá-lo fazendo com que Rubens conseguisse juntar dez mil réis, algumas roupas, uma arma e um livro feito para a viagem, com capa de couro de cobra e páginas em branco para serem preenchidas durante a viagem. No dia da sua partida, 15 de março de 1927, ele declarou para um jornal local: "Estou disposto a tudo, inclusive a passar sede e fome, sofrer aborrecimentos, raspar sustos (e que Deus me livre das sussuaranas e das jararacas!), carregar a bicicleta nas costas. Quero conhecer Nova York sem ser em fotografia". Os próximos dois anos da vida de Rubens foram de intensa aventura pelos seus 18 mil km, atravessando a fronteira de 11 países. Após todo esse incrível feito, Rubens deixou inúmeras memórias gravadas em seu livro. Mais tarde, após voltar a Salvador, publicou esse livro com o título "Raid em bicicleta - Herói esquecido". Infelizmente durante o resto de sua vida, Rubens não obteve outros reconhecimentos pela viagem.

  • O evento conhecido como Cruzadas vai ser um divisor de águas na relação entre religião e política. Com as investidas cristãs na tida Terra Santa, a vulnerabilidade que os cristãos sentiram na região de Jerusalém acabou fazendo com que um grupo decida, no de 1118, criar a lendária Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, mais conhecida como Ordem dos Templários. Criada pelos franceses Hugo de Payens, Geoffroy de Saint-Omer e outros, a ideia dos templários era proteger qualquer peregrino cristão que quisesse ir a Jerusalém. Nessa época a região ao em torno de Jerusalém estava dominada pelos muçulmanos, e não ia demorar pra que os muçulmanos retomassem a própria Jerusalém, que na época da criação da Ordem dos Templários, vivia um breve período nas mãos cristãs. O Templário era um monge. Ao entrar na Ordem ele havia feito votos de pobreza, castidade e obediência. A diferença era que ele também era um guerreiro, disposto a usar suas armas para proteger os cristãos e a honra sagrada. Em 1291 os Templários eram os últimos defendendo a dominação Cristã na Terra Santa. Mas foram derrotados e Jerusalém voltada para os muçulmanos. Os Templários então voltariam para a Europa e fariam outros trabalhos para manter a ordem de pé. Muitos nobres pagavam pelos seus serviços como mercenários (obviamente sem desrespeitar os valores cristãos), mas um dos nobres vai ficar devendo uma quantia enorme que ele mesmo julgou nem valer a pena pagar: Filipe IV, rei da França. Em 1312, cairiam numa armadilha do rei Filipe IV da França, que devia a eles uma enorme soma em dinheiro. Em 1314 foram queimados vivos.

     

    Se quiser saber mais sobre Amazon Music acesse www.amazon.com.br/historiaprosbrother

  • Paolo é um cirurgião inteligente e bonito, conhecido por sua capacidade de realizar cirurgias que transformam a vida de seus pacientes. Quando a produtora de televisão Benita o entrevista para uma reportagem, ele transformará sua vida também, mas não da maneira que ela esperava. Como Benita ultrapassa o limite do profissionalismo para estar com ele, ela descobre o quão longe Paolo irá para proteger seus segredos. E em algum lugar do mundo, quatro médicos de um prestigioso instituto médico fazem descobertas chocantes por conta própria que acabam questionando tudo. De Wondery vem a terceira temporada do podcast de sucesso, Dr. Morte HOMEM DE MILAGRES conta a história de um cirurgião viajante que encanta o mundo médico além de seduzir e tirar uma mulher do sério. Apresentado por Laura Beil.

    wondery.fm/DrMorte_Historias

  • A humanidade já produziu coisas inimagináveis. Algumas delas nunca tiveram respostas, até os dias de hoje. Dentre esses mistérios da humanidade, tem o mistério do Manuscrito Voynich. Esse manuscrito foi encontrado na Alemanha e data o século XV ou XVI. Se você tentasse ler esse manuscrito você simplesmente não conseguiria. Ele é completamente escrito em uma idioma ou código que ninguém consegue compreender. As únicas chances que temos de entendê-lo é tentando interpretar as figuras que o compõe juntamente com as palavras (ou pelo menos o que parecem ser palavras). Aparentemente ele fala de de medicina e ciência. Com bastante imagens de plantas, supõe-se que essa língua ou código fala dos benefícios ou malefícios de algumas espécies de plantas. Mas não é só isso que compõe o manuscrito. Há também muitas imagens de figuras femininas, astrologia e astronomia e, talvez, uma parte com receitas gastronômicas. Mas isso tudo não para de pura especulação. O manuscrito de Voynich foi encontrado na corte de uma pessoa fascinada por alquimia e magia: Rodolfo II do Sacro Império Romano-Germânico (1552-1612). Não sabemos como, por que, onde ele comprou. Nada. Mas esse mistério alimenta as inúmeras teorias que sabe-se lá quando conseguiremos encontrar a resposta.