Afleveringen
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Neste episódio, André Arruda propõe uma reflexão urgente sobre o valor de pensar em tempos de respostas prontas, escolhas reduzidas e decisões cada vez mais mediadas por algoritmos e inteligência artificial. A partir da ideia de que o silêncio pode se transformar em consentimento, o episódio conecta pensamento crítico, autonomia intelectual e participação ativa, lembrando que abrir mão de questionar é permitir que outros decidam por nós. Com referências históricas, provocações sobre a falsa paz do silêncio e exemplos do cotidiano, a conversa defende que ler, escrever, imaginar, argumentar e participar são formas de manter o cérebro em movimento e preservar aquilo que nos torna humanos: a capacidade de refletir, discordar, escolher com consciência e agir antes que seja tarde demais.
Bem-vindo ao episódio número 131 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Neste episódio, refletimos sobre o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ como uma data simbólica, histórica, política e profundamente humana. A partir de uma provocação sobre o preconceito enfrentado por homens gays afeminados, o episódio discute como ainda confundimos diferença com estranheza, diversidade com ameaça e singularidade com algo a ser rejeitado.
A conversa também aponta para as resistências que existem dentro e fora da própria comunidade LGBTQIAPN+, lembrando que a desconstrução da intolerância é um exercício diário. Entre barreiras criadas por estereótipos, pré-julgamentos e visões excludentes, o episódio convida à reflexão sobre respeito, convivência e acolhimento da pluralidade.
Mais do que celebrar bandeiras e festas, este episódio propõe celebrar a coragem de existir, reconhecer a humanidade do outro e compreender que o diferente não é ameaça: é parte essencial da vida, da riqueza das relações e da construção de uma sociedade mais justa, harmônica e humana.
Bem-vindo ao episódio número 130 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Zijn er afleveringen die ontbreken?
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Neste episódio, a reflexão parte da expressão “líquido e certo” para mostrar que, em meio às incertezas da vida, nada se torna real enquanto permanece apenas no pensamento, no desejo ou no planejamento. O convite é olhar menos para as variáveis externas e dar mais ênfase às variáveis internas — vontade, esforço, planejamento e ação — como caminhos para transformar intenção em movimento e possibilidade em resultado. Afinal, aquilo que foge ao nosso controle pode mudar a rota, mas é o que fazemos com o que está ao nosso alcance que define nossa autonomia e faz as coisas acontecerem.
Bem-vindo ao episódio número 129 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Neste episódio, uma lembrança da Copa de 2014 se transforma em reflexão sobre esperança, recomeço e coragem diante dos momentos difíceis. A partir de experiências pessoais e do empate do Brasil com Marrocos, o episódio mostra que nem sempre um resultado abaixo do esperado significa fracasso — às vezes, é apenas o começo de um novo caminho possível.
Bem-vindo ao episódio número 128 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Junho chegou — e com ele, o mês do orgulho LGBT. No episódio de hoje, mergulhamos no significado profundo da diversidade e do respeito em uma sociedade que ainda insiste em impor padrões e silenciar existências.
A partir da Parada do Orgulho LGBT em São Paulo, que reuniu milhões de pessoas celebrando quem são e reivindicando dignidade, refletimos sobre dois pilares essenciais: identidade e respeito. Falamos sobre como a pluralidade não ameaça — ela expande. E como o respeito é a base para convivência, solidariedade e construção de um mundo mais justo.
Também discutimos os impactos dos padrões sociais que excluem e ferem, e mostramos como a diversidade, na prática, beneficia toda a sociedade. Um exemplo disso é a recente mudança na legislação trabalhista brasileira, fruto da atuação de pessoas LGBT negras, que trouxe avanços para todos os trabalhadores.
Este episódio é um convite para combater a intolerância, valorizar todas as formas de amor — porque, como já cantou Milton Nascimento, “toda maneira de amor vale a pena” — e reconhecer que uma sociedade só será realmente harmônica quando aprender a celebrar suas diferenças.
Bem-vindo ao episódio número 127 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Neste episódio, André Arruda parte de uma cena simples e reveladora — jovens e crianças trocando figurinhas durante a Copa — para refletir sobre o valor das experiências analógicas em um cotidiano dominado pelas telas. Entre lembranças pessoais, observações do presente e referências à ciência do aprendizado, o roteiro propõe uma redescoberta de atividades presenciais, manuais e compartilhadas que fortalecem a convivência, a atenção e o bem-estar.
Bem-vindo ao episódio número 126 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Neste episódio de Domingo à Noite, a reflexão parte do Dia do Gari e da paisagem de lixo acumulado nas ruas para ampliar o olhar sobre os resíduos que produzimos todos os dias. Mais do que falar sobre o descarte físico, o episódio propõe pensar também nos resíduos emocionais, psicológicos e relacionais que deixamos pelo caminho em nossas convivências. Entre gestos, palavras e atitudes, surge um convite à consciência coletiva, à reavaliação das trocas que construímos com os outros e à transformação daquilo que pesa em aprendizado. Um episódio sobre responsabilidade, humanidade e o tipo de marca que escolhemos deixar no mundo e nas pessoas.
Bem-vindo ao episódio número 125 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Neste episódio, André Arruda reflete sobre a arte de transformar dificuldades em possibilidades. A partir de um bloqueio criativo vivido durante a preparação de outro roteiro, o episódio explora como frustrações, atrasos, inseguranças e até as ferramentas que deixamos de usar podem se tornar ponto de partida para algo melhor. Em uma conversa sobre coragem, discernimento e ação, este episódio propõe uma pergunta simples e poderosa: o que você pode fazer com aquilo que a vida te entrega?
Bem-vindo ao episódio número 124 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Neste episódio especial de Dia das Mães, André Arruda reflete sobre a presença materna como um eixo fundamental na formação de quem somos. Entre memórias, ausências, aprendizados e afetos, o texto aborda a maternidade para além dos laços biológicos, reconhecendo também mães adotivas, de coração e todas as pessoas que exerceram o papel de cuidar, proteger e amar. Uma homenagem sensível à força do amor materno, à importância da presença e à necessidade de transformar a data em um momento de gratidão, consciência e humanidade.
Bem-vindo ao episódio número 123 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Neste episódio especial do Kazzttor e seus isCaps, André Arruda propõe uma reflexão profunda sobre o mundo do trabalho, partindo de uma pergunta simples e provocadora: o que, afinal, é trabalho?
A partir de um olhar histórico, social e político, o episódio percorre temas centrais da vida de milhões de trabalhadores e trabalhadoras:
🔹 o sentido histórico do trabalho e sua associação ao sofrimento🔹 a diferença entre trabalho e ofício🔹 o impacto da tecnologia e da inteligência artificial nas relações trabalhistas🔹 a jornada de trabalho real, para além do cartão de ponto🔹 as condições de trabalho e a necessidade de relações mais humanas e justas🔹 o papel dos sindicatos e da organização coletiva🔹 e, por fim, como imaginar o futuro do trabalho em um mundo em constante transformação
Sem discursos apocalípticos, mas também sem ingenuidade, o episódio defende que trabalhar deve ser um meio para viver melhor — e não viver em função do trabalho.
🎙️ Um episódio feito para ouvir com calma, refletir e repensar o lugar que o trabalho ocupa nas nossas vidas.
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A gente sempre ouve aquela frase, fazer do limão uma limonada. E curiosamente, enquanto eu preparava o roteiro de outro episódio, me deparei exatamente com isso. E por causa desse medo, deixamos de usar ferramentas que poderiam facilitar a nossa vida.
Bem-vindo ao episódio número 122 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Por isso, reciprocidade não é uma regra rígida que precisa ser aplicado o tempo todo. Às vezes, responder de forma diferente é mais sábio do que devolver na mesma moeda. Além disso, é essencial ter bom senso ao lidar com as pessoas.
Bem-vindo ao episódio número 121 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Hoje é dia 19 de Abril, uma data que foi ressignificada porque era considerado o dia do índio, um termo pejorativo relacionado aos nossos povos originários, que já estavam no solo brasileiro quando houve a ocupação Portuguesa e Europeia no século XIV. E por isso, entender a importância da história ancestral dos povos originários, e a importância atual dos povos originários na preservação ambiental se faz plenamente necessária justamente um período crítico que estamos vivendo da nossa humanidade de mudanças climáticas extremas causadas pela ação do homem de forma predatória.
Os povos originários também conhecidos como os povos indígenas são povos que carregam em si uma enorme sabedoria em relação a relação do homem com o ambiente, entendem da importância da preservação ambiental por meio do uso e manejo não destrutivo dos recursos naturais. Essa forma de uso dos recursos naturais é uma tecnologia que é mais avançada do que muitas tecnologias que consideramos ser de altíssimo nível porque entende a necessidade de que a utilização dos recursos naturais disponíveis seja equilibrada e que Garanta que esses recursos estejam sempre disponíveis. O extrativismo caça e pesca, sem ser predatórias, são importantes aprendizados que os povos originários nos trazem, porque dar a oportunidade da natureza se regenerar é uma importante garantia de auto sobrevivência.
Os povos originários são cada vez mais ameaçados não Por uma questão meramente política como alguns grupos que têm interesse em destruir o meio ambiente costumam propagar. O intuito dos que se opõe a questão indígena é justamente aniquilar qualquer barreira que impeça a destruição predatória e sistemática do meio ambiente, sem medir as consequências, que hoje estão sendo sentidas na forma de eventos climáticos extremos. O alerta que a sabedoria originária sempre fez não pode ser ignorada, e hoje, dia dos povos indígenas, dia dos povos originários tem que ser um dia de luta e de conscientização a preservação dos povos originários que já foram em mais de 500 anos de história praticamente dizimados pela cobiça e ganância que se instauraram nessa terra.
Bem-vindo ao episódio número 120 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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É incrível como a gente está num período tão paradoxal desse mundo, enquanto nós vemos pela primeira vez ao vivo pela internet seres humanos indo longe no espaço em missão lunar em nosso solo vemos absurdos como guerras e ações de ódio contra quem deveríamos amar. Falar sobre céus e trevas, entre a claridade e a escuridão, beira a uma filosofia que muita gente até está cansado de ouvir, mas colocar a cabeça para funcionar e tentar ir além do que a gente vê como rotina pode ser um alívio diante de um mundo que está permanentemente sobre pressão nas nossas rotinas diárias, nas tarefas que temos a cumprir, nas notícias de jornais revistas e internet as mídias sociais, notificações a torto e a direito, e as coisas que acontecem a nossa volta.
Para isso, é preciso colocar algumas funções a mais em nossa caixa de ferramentas vital: o primeiro é o nosso conjunto de crenças, é ajustar a nossa crença em nós mesmos, seja diretamente ou por meio de alguma forma de espiritualidade, como por exemplo a prática de alguma religião. Quando a gente ajusta o nosso conjunto de crenças, a gente pode alimentar em nós a autoconfiança que nos permite agir quando necessário e quando preciso. Um segundo ponto ao uso correto de nosso foco, entendendo o que é prioridade e o que não é prioridade, pois somos torpedeados o tempo todo por infinitas notificações, por incontáveis estímulos que tiram o nosso foco, tão a nossa vida um senso de urgência que muitas vezes não é correto, que isso faz com que nós nos perdemos em nossas atividades. Por fim, é muito importante a gente também ter em nós a alto compaixão, a capacidade de se compreender, e de se perdoar quando falha, porque quando você mesmo deixa de se tolerar, você passa a ser inimigo de si mesmo, e começa a se auto sabotar, então a gente precisa ser amigo e companheiro de si mesmo, porque já basta outras pessoas julgarem os seus atos, você precisa entender o que está acontecendo, se perdoar, para poder se corrigir com calma, paciência, humildade e sabedoria.
Quando a gente corrige a nossa própria casa, o nosso próprio corpo, o nosso próprio espírito e a nossa própria mentalidade, nós conseguimos, de forma mais equilibrada, enxergar o mundo de uma maneira melhor e mais aderente à nossa realidade de vida. A gente consegue fazer com que as coisas que acontecem no mundo nos mobilizem, quando estas são importantes para nós, e quando deixam de ser importantes, liberamos essas coisas que não mais nos agregam. Com isso também nos blindamos de discursos que só servem para chamar a nossa atenção para interesses que não são nossos, como falsos moralismos, como situações de pânico moral, falsas intrigas que nos querem chamar para conflitos que não nos pertencem.
Bem-vindo ao episódio número 119 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Mais uma Páscoa de Domingo a noite. A terceira Páscoa. E hoje é preciso lembrar, se é que já disse antes nos outros dois episódios especiais de Páscoa sobre o simbolismo da Páscoa como um tempo de renascimento. Pois diferente do Natal em que se celebra o nascimento de Cristo, a Páscoa é a celebração da vitória da vida sobre a morte. É a resistência que temos para não se render ao fim e a derrota. De realimentar em nós a esperança de tempos melhores, por mais desafiadores que sejam.
É possível um sim depois de vários nãos. É possível algo dar certo depois de tantas tentativas fracassadas. Pois insistência e crença no resultado é um legado que a Páscoa pode trazer pra nós.
Ovos e coelhos são símbolos de vida, fertilidade e abundância. E pode ser que tudo isso tenhamos dentro de nós, mas deixamos de dar valor por comparação aos outros. A Páscoa pode trazer luz a essa reflexão de que somos vivos, abundantes e com valor.
Temos que ir além da troca de presentes e ovos de chocolate. Temos que aproveitar a data para renovar a vida que existe em nós, muitas vezes combalida pelas nossas rotinas e obrigações.
Bem-vindo ao episódio número 118 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Estamos literalmente afogados e sufocados de tantas coisas a fazer e tantos estímulos que recebemos. Seja uma notificação no telefone, chamadas e mensagens do trabalho da família e de amigos, fora os compromissos que firmamos, que a gente se esquece de uma coisa simples e fundamental: respirar, oxigenar o cérebro, colocar as ideias no lugar para seguir adiante.
Uma pausa, mesmo que seja uma pequena pausa, uma micropausa que seja, ajuda a calibrar o foco de nossa mente. Pois tem momentos que a gente fica tão focado no detalhe sem conseguir resolver, e acaba não percebendo que a solução está perto, mas fora do seu foco de atenção.
É importante ver novos ares, quebrar de vez em quando a rotina quando estamos nos dando conta que estamos mergulhados demais em uma tarefa ou projeto. É difícil fazer coisas novas tendo poucos instrumentos a mão. E descansar a mente é um jeito de fazer nossa cabeça funcionar melhor. Se afastar do problema, mudar a perspectiva pensar novos caminhos. E isso é bom até pra fazer outras coisas, fazer alguma atividade física, se dedicar a algum hobby ou fazer alguma atividade de lazer.
Sair do foco e da rotina pode ser uma maneira de por nossa mente em ordem. Em tempos de conflitos ferrenhos, uma retirada estratégica pode ser um caminho para a vitória.
Bem-vindo ao episódio número 117 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Uma cena simples do Big Brother Brasil — Ana Paula dançando sozinha ao som de Love Generation, de Bob Sinclar — despertou algo maior do que parecia. A música voltou a tocar por aí e, junto com ela, muitas memórias adormecidas. Neste episódio, eu falo sobre esse poder silencioso que a música tem de nos atravessar, de nos levar de volta a lugares, pessoas e versões de nós mesmos que ficaram guardadas. Cada melodia vira um portal, uma chave delicada que abre cofres emocionais cheios de sentimentos, cheiros, sensações e histórias. Um convite para ouvir com calma, sentir sem pressa e lembrar por que a música mora tão fundo na gente.
Bem-vindo ao episódio número 116 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Quantas vezes nós choramos pela xícara de leite que se derramou, sendo que temos uma leiteira inteira? O medo do desapego nos deixa tão malucos que qualquer perda nos faz mover céus e terras em um drama digno de novela mexicana. Mas existe um ditado que diz que "desgraça pouca é bobagem" e realmente são as pequenas perdas, em um mundo em que tudo é resolvido no detalhe, que nos faz desabar como se fossem grandes perdas.
A gente precisa deixar claro uma coisa: não devemos nos sentir culpados com coisas que a gente pode recuperar. Todos nós cometemos erros grandes ou pequenos, mas são os grandes e difíceis que devem ser motivo de preocupação. Erros pequenos e solúveis, ou mesmo que não deu pra resolver (perdi um compromisso, quebrei um copo antigo), a gente aprende, se desculpa e vida que segue.
Nossas energias são sugadas o tempo todo por trabalhos, estímulos, cobranças por todos os lados. Não seja você um carrasco de si mesmo. Precisamos nos proteger de um mundo hostil, nos tratando com carinho e empatia. Nos entender, nos aceitar e nos perdoar são armas importantes para termos em nós uma percepção real e um senso de justiça. quando somos justos e leais a nós mesmos, não toleramos que o mundo seja injusto conosco. E nos permitir errar é nos permitir aprender e nos a tentar de novo.
Bem-vindo ao episódio número 115 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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A questão de gênero é uma coisa que cria abismos tão grandes que até na hora de usar o banheiro se tem simbolismos de superioridade e inferioridade.
Desde crianças os homens são ensinados a urinar em pé e não sentados, quando um homem urina sentado muitas vezes é visto como estranho ou até mesmo como algo afeminado, visto que mulheres urinam sentadas.
Mas preste atenção que isso é um exemplo de uma imposição de superioridade e inferioridade no tocante ao gênero, porque simbolicamente uma pessoa que faz as coisas de pé, está de prontidão e está menos vulnerável do que uma pessoa que está sentada, mostrando de forma simbólica, mas distorcida, de que homens são superiores a mulheres o que não é verdade.
Falar sobre fazer xixi sentado para homens é quase um tabu muito machista, mas dizem que quando se faz desta forma, a bexiga se esvazia por completo, reduz o risco de incontinência urinária, em alguns casos pode ser mais higiênico porque você não vai na sua casa correr o risco de sujar o banheiro com o impacto da urina na água do assento sanitário.
E talvez esse ponto do banheiro seja algo que possa ser um exemplo claro de como a misoginia é algo cultural e arraigada no país. Questiona-se bastante de que banheiros públicos não podem ser banheiros unissex, pelo risco de mulheres serem abusadas por homens, incluindo até mesmo situações transfóbicas de não permitir mulheres trans de usar o banheiro feminino. Mas a separação de gêneros em banheiros públicos tem uma relação muito mais de superioridade masculina do que de defesa e segurança das mulheres. Porque se fossem de certa forma abolidos banheiros com separação de gênero, e fossem de certa forma eliminados os mictórios, incentivando homens e mulheres a usarem as cabines para as suas necessidades fisiológicas, certamente por compartilharem de um ambiente comum homens e mulheres passariam a agir com mais respeito mais tolerância, e melhor conhecimento entre si. Por que o que acontece nos banheiros, salvo algumas exceções, é exatamente a mesma coisa nos banheiros feminino e masculino.
O dia 8 de março, que é a data de hoje que é o dia Internacional da Mulher, mostra claramente que a luta pela equidade de gênero é justa, é digna, e está longe de ser alcançada, porque não é apenas uma questão de mulheres promover a equidade entre gêneros, é uma questão de todos nós, para entendermos que existem privilégios, sobretudo masculinos que não são justos.
Se você é o homem da casa e tem a sua esposa e filhos, ou mesmo uma pessoa só mais que contrata alguém pra limpar a sua casa, comece a ter por hábito fazer xixi sentado. Isso vai ajudar demais até mesmo assim mesmo se for você que for limpar o banheiro a entender o quão um ato simples igual ao de uma mulher pode mudar a sua visão em relação a gênero.
Disclaimer: Esse episódio possui um aparte ao final, acrescentando pontos ao texto original, após avaliação e feedbacks de mulheres amigas que avaliaram o roteiro.
Alerta de gatilho: esse episódio aborda um debate sobre violência contra a Mulher. Se testemunhar algum ato de violência, ligue 180. Uma denúncia pode salvar uma vida.
Bem-vindo ao episódio número 114 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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Fala-se muito que tempo é dinheiro, mas qual o valor que damos ao nosso tempo? Como que o nosso tempo é "vendido", e se temos como reservar um pouco desse tempo pra nós?
Tempo é fonte de vida, é o que corre enquanto nós corremos atrás das coisas que queremos, é como o oxigênio de nossas ações, sem tempo a gente não consegue agir, a gente não consegue se desenvolver, a gente não consegue criar, a gente não consegue fazer a nossa vida seguir um curso ao qual nós queremos. E no mundo de hoje a gente vende o nosso tempo em troca de um salário, em troca de um compromisso que a gente tem com alguém, para fazer aquilo que nos é determinado seja pela lei, seja pelos nossos costumes, seja por moda, ou para consumir algo que nos é dado. E no fim a gente nota de que tanto que a gente entrega ao nosso tempo pras outras pessoas, para outras coisas que não são nossas, sobra pouco ou nenhum tempo pra gente, tempo pra gente descansar, tempo pra gente estudar, aprender coisas novas, tempo pra gente desenvolver coisas que a gente gosta como a música, arte e escrita, e até mesmo o tempo que a gente precisa nos preparar para os compromissos que a gente tem acaba pesando em nossas vidas. Quantas vezes a gente teve que nos arrumar, nos preparar, nos deslocar para ir ao trabalho ou para ir a algum compromisso? E diante disso a gente entende que tempo sendo vida, nós não podemos desperdiçar o nosso tempo com coisas que não nos agregam, assim como não devemos abusar do tempo alheio fazendo com que essas pessoas percam o tempo com coisas que poderiam estar fazendo elas melhores em algum aspecto.
O fim da escala seis por um é um exemplo disso, lutar para reduzir o tempo laboral das pessoas não é apenas uma comodidade que se é oferecida a quem vai trabalhar menos, é dar a oportunidade dessas pessoas usarem esse tempo livre pra coisas que as engrandecem, que elas possam ter mais tempo pra descansar, que possam ter mais tempo pra estudar, que possam ter mais tempo pra fazer coisas que sejam de benefício delas. Escalas extenuantes de trabalho fazem com que empresas que impõem essa jornada, comprem das pessoas um tempo maior do que o justo, e como nós temos uma tecnologia muito grande a qual nós hoje temos tanta comodidade, não seria adequado se as pessoas deixassem de fazer uso dessa modernidade toda criada, pois são tratadas como máquinas ou têm que disputar trabalho com máquinas.
Voltando pra questão do tempo, o tempo é vida porque é no tempo que a gente vive, e por isso cada segundo é importantíssimo que não seja desperdiçado, e que não seja entregue de qualquer jeito a quem não dá o devido valor ao seu tempo, valorize o tempo que você tem, e também valorize o tempo que as pessoas entregam pra você.
Bem-vindo ao episódio número 113 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.
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