Afleveringen
-
O que pode a resistência estética em contextos ditatoriais? Já distante da “nova vaga romena” do início dos anos 2000, Rádio Metronom (Alexandru Belc, 2022) dá-nos a pulsação adequada para interpretarmos a perda da inocência (nos seus múltiplos sentidos) na Roménia comunista e sinistra de Ceaușescu de 1972; já Divina Comédia (Ali Asgari, 2025), mais uma pérola do sempre estimulante cinema iraniano, acompanha a epopeia de um realizador contemporâneo em busca do simples paraíso de poder projetar o seu último filme em Teerão. A conversa espraia-se ainda por Nino (Pauline Loquès, 2025), pelo livro de entrevistas “Fellini Por Fellini”, o restauro e exibição de […]
-
Num episódio especial, as Noites de Cabíria acontecem pela primeira vez ao vivo: no âmbito do ciclo de cinema Quem és tu, Norma Jeane? 100 anos de Marilyn Monroe, programado por Francisco Noronha, que decorreu em junho de 2026 na Casa Comum da U.Porto, parte-se de um dos filmes do ciclo, Bus Stop (Paragem de Autocarro, Joshua Logan, 1956), para debater o percurso artístico e biográfico (se é que eles se distinguem) daquele que é porventura o maior ícone popular do século XX. Bem-vindos ao inesgotável mundo de Marilyn Monroe.
-
Zijn er afleveringen die ontbreken?
-
A maresia (atlântica e mediterrânica) enche as Noites de Cabíria: em Romaria, Carla Simón acompanha a busca de uma estudante de cinema pela história dos pais biológicos, o que lhe permite conhecer o lado menos luminoso da movida espanhola, na sua declinação especificamente galega. Já o esplendor luminoso e luxuriante prometido no grande projeto meridional (em Sète, na Ocitânia francesa) de Abdellatif Kechiche deixa, neste segundo volume de Mektoub, My Love, um travo de frustração. Conversa-se ainda sobre Isabelle Huppert no Teatro Nacional S. João (Bérénice) e vários outros títulos da atualidade cinematográfica (Os Domingos, Entroncamento, Projecto Global).
-
Começamos nos anos 1930, na Argélia sob o jugo colonial francês, com O Estrangeiro (2025), de François Ozon; daí seguimos para a Alemanha hitleriana de Riefenstahl (2024), onde Leni Riefenstahl, mulher corajosa e cobarde, intrépida e mitómana, celebrou, com a sua câmara, o III Reich, para depois passar o resto da vida a negar o seu nazismo. Conversa-se ainda sobre Histórias do Vale Bom, de José Luis Guerín (2025); a edição de Flores Silvestres, livro de poesia de Abbas Kiarostami; e o fenómeno da imitação na pintura e no cinema. Por fim, dá-se nota do ciclo de cinema e debates Quem és tu, […]
-
No terceiro episódio, viajamos por diferentes latitudes: primeiramente, fechamo-nos, em Blue Moon (Richard Linklater), com Lorenz Hart (Ethan Hawke) no Sardi’s, histórico restaurante nova-iorquino, na noite de estreia (31 de março de 1943) de Oklahoma!, musical de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II; já em Balane 3, seguimos a câmara do português Ico Costa por um bairro moçambicano de Inhambane e o seu vibrante quotidiano, no qual o sexo é assunto de (quase) todas as conversas. Há ainda tempo para um olhar sobre o (esquizofrénico) fenómeno “Óscares”, o “affair Timothée Chalamet” e a iconografia cristã de… Verónica de Jerusalém.
-
O olhar demora-se por Marty Supreme, o primeiro filme “pós-separação” de Josh Safdie (irmão de Benny Safdie), e A Cronologia da Água, estreia na longa-metragem de Kristen Stewart a partir do livro de memórias da escritora americana Lidia Yuknavitch. E ainda: Die My Love, Miroirs No. 3 e O Bolo do Presidente.
-
No episódio inaugural das Noites de Cabíria, os filmes em foco são a família e suas vicissitudes de Valor Sentimental (Joachim Trier, 2025), bem como a vida, obra e legado de George Orwell em Orwell: 2+2=5 (2025, Raoul Peck). O olhar percorre ainda, de forma mais sintética, Sex e Love (Dag Johan Haugerud, 2025), a cópia restaurada pelo aniversário dos 25 anos de Rasganço (Raquel Freire, 2001), Sinners (Ryan Coogler, 2025) e o resistente e vital cinema iraniano de A Semente do Figo Sagrado (Mohammad Rasoulof, 2025). 15-03-2026