Afleveringen
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Poeta, ensaísta, ficcionista, investigador, professor de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Pedro Eiras lançou recentemente o livro Nevoeiro, uma investigação, Assírio & Alvim.
É um regresso do autor ao universo pessoano, desta vez para perscrutar as relações entre a Literatura e o Poder durante um determinado período do Estado Novo.
As personagens principais deste livro, que reúne documentos e factos reais, mas também elementos ficcionados, são Fernando Pessoa, António Oliveira Salazar e António Ferro, mas também o nevoeiro. O daquela altura e aquele que o autor reconhece nos tempos de hoje.
Chamada de atenção especial para as belíssimas e comoventes leituras deste episódio.
Poemas:
Camilo Pessanha, Vida
Mário de Sá-Carneiro – O Recreio
Álvaro de Campos/ Fernando Pessoa - Mestre, meu mestre querido!
Sophia de Mello Breyner Andresen, O Poema
Luiza Neto Jorge, A porta aporta
Herberto Helder, Sopa Superlativa
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O podcast O Poema Ensina a Cair começou este mês um ciclo de gravações ao vivo na Biblioteca Municipal de Matosinhos, Chamámos-lhe Alguns Gostam de Poesia, em homenagem à poeta Wislawa Szymborska.
A primeira gravação deste ciclo, que decorrerá a cada 2 meses, foi com a poeta Filipa Leal.
Nasceu no Porto em 1979. Tem 16 livros publicados (desde 2003), entre os quais "Vem à Quinta-feira” (já na 6ª edição) e “Fósforos e Metal sobre Imitação de Ser Humano” (na 3ª edição), ambos finalistas do Prémio Correntes d’Escritas e semifinalistas do Prémio Oceanos.
A sua obra está editada em Espanha, no Brasil, na Colômbia, em França (com a plaquete “La Ville Oubliée”), na Polónia, noLuxemburgo e na Grécia, e representada em várias antologias em Portugal e no estrangeiro.
É formada em Jornalismo pela Universidade de Westminster (Londres) e Mestre em Estudos Portugueses e Brasileiros pela Faculdade de Letras do Porto, aonde voltou em 2013 para uma formação em escrita de argumento.
Como argumentista, destaque para o guião do filme “Jogo de Damas”, com a realizadora Patrícia Sequeira, que estreou noLeffest em 2015 (Prémio de Melhor Guião nos Festivais de Cinema do Chipre e de Copenhaga); e para a série “Mulheres Assim” (2016), na RTP1.
Há mais de 15 anos que colabora em programas de televisão dedicados à literatura.
Para esta conversa com Raquel Marinho trouxe, como costuma acontecer com todos os convidados, alguns dos poemas de que mais gosta, mas fez, como explicou, uma escolha política. Terão de escutar o episódio para perceber o que isto significa
Trouxe também, o que muito agradecemos, alguns poemas inéditos que sairão no próximo livro.
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Zijn er afleveringen die ontbreken?
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Margarida Balseiro Lopes nasceu na Marinha Grande, em 1989. Pensou seguir os passos do pai e ser jornalista, mas acabaria por estudar Direito, numa altura em que já fazia parte da JSD, partido onde se inscreveu aos 15 anos, depois de uma conversa com uma colega numa aula de Francês.
Foi a mais nova deputada na legislatura em que se estreou, a primeira mulher líder da JSD, e é hoje a mais jovem de sempre no cargo de ministra - atualmente da Cultura, Juventude e Desporto, tendo sido antes Ministra da Juventude eModernização.
Nesta conversa, ancorada nalguns dos poemas de que mais gosta, atravessamos parte da sua biografia, dos seus gostos, e de algumas políticas culturais.
Poemas:
"Porque" - Sophia de Mello Breyner Andresen
"Cântico Negro" - José Régio
"Viver Sempre Também Cansa" - José Gomes Ferreira
"Adeus"- Eugénio de Andrade
"Só gosto de pessoas boas" - Adília Lopes
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Na rubrica Leituras com Pedro Mexia deste mês Pedro Mexia traz-nos dois livros: Quando me Perguntam Porque Escrevo, de Lýdia Davis, com tradução de Maria do Carmo Figueira e edição Zigurate, e Contar uma História, de Susan Sontag e John Berger, com edição de Benoit Bourreau, tradução de Alda Rodrigues e edição Relógio D' Água.
Duas propostas distintas que, no entanto, dialogam.
Como costuma acontecer, várias outras referências aparecem na conversa. Por exemplo, Mary McCarthy, Thomas Mann, Raymond Carver, Gore Vidal, NormanMailer, Wallace Stevens, Samuel Beckett, James Joyce, Seamus Heaney, FrançoisVillon, John Ashbery, Raymond Carver, Dante Alighieri, Karl Ove Knausgård, Knut Hamsun, Gustave Flaubert ou Herman Melville.
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O pretexto para esta conversa é o livro recentemente editado O Poder da Cultura, Questões Permanentes, edição Temas e Debates.
António Pinto Ribeiro guia-nos por algumas dessas questões e reflexões que atravessam o livro, mas também por parte da sua biografia, da sua relação com a arte, com o conhecimento, a Filosofia ou a poesia, que também está presente neste livro.
Ficamos a saber, por exemplo, que ainda na adolescência organizou um recital de poesia na região do Douro, onde passava as férias grandes; ou que escolheu estudar Filosofia porque "tinha de ser".
Poemas:
Luís de Camões, Pode um desejo imenso
Carlos Drummond de Andrade, A bunda, que engraçada
Ana Luísa Amaral, Pequeno Épico
António Cícero, Guardar
Daniel Jonas, O universo é grande
Daniel Jonas, Como mercúrio em frente ao sol
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Acaba de chegar às livrarias A Viagem Inútil, o primeiro livro publicado pela autora argentina Camila Sosa Villada, e o terceiro a estar disponível para os leitores portugueses.
É um livro que acompanha a sua biografia, a sua infância e adolescência. A aprendizagem precoce das letras do alfabeto com o pai, o bom desempenho escolar e as primeiras decepções e traições dos colegas; a descoberta da leitura como lugar de refúgio e de descoberta, e depois a experiência da escrita, o exercício da escrita que, como a autora nos conta ao longo da conversa, não salva.
Começou por publicar poesia, depois ensaio e ficção, e hoje é lida em muitos países e está traduzida para muitas línguas.
Ao longo desta conversa em que também atravessamos a sua biografia, ouvimo-la e vemo-la emocionar-se a dizer poesia de cor, ou a falar da angústia que continua a acompanhá-la até aos dias de hoje.
Oferece-nos também a leitura de um poema seu, inédito e não publicado, e é um dos momentos mais bonitos e delicados do podcast.
Trouxe ainda duas referências: Anna Carson e Estela Figueroa.
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A escritora Siri Hustvedt escreveu um livro que é uma homenagem a Paul Auster, o também escritor e marido com quem partilhou a vida durante 43 anos.
Chama-se Fantasmas, Um Livro de Memórias, tem tradução de Tânia Ganho e edição Dom Quixote.
Ao lê-lo, acompanhamos um processo de luto, mas também um trabalho de memória, reflexões, cartas trocadas entre ambos, a doença de Paul Auster, as cartas que o escritor escreveu ano neto acabado de nascer, quando sabia que viveria poucos meses; o enamoramento inicial entre ambos, o dia em que se conheceram em 1981. Uma história de amor e de perda.
Sobre tudo isso conversamos neste podcast.
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"A poesia serve para sermos humanos, para sermos só alma. Para não sermos aquilo que fazemos. Para quando me perguntam o que é que eu sou, eu não responder com aquilo que eu estudei e aquilo que eu faço, mas responder comos sussurros das montanhas."
Sara Duarte Brandão nasceu no Porto. em 1997. Licenciada em Design de Comunicação e Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes, é Facilitadora em Criação Artística Comunitária e doutoranda em Ciências da Educação com uma bolsa da FCT.
Escreve poesia e ficção, e os seus livros já lhe granjearam alguns prémios literários. O seu romance Quem Tem Medo dos Santos da Casa foi galardoado com o Prémio Literário Cidade de Almada – Romance (2023). Foi a vencedora da 2.ª edição do Prémio Wook Novos Autores (2025) tendo o júri destacado a forma como «revisita e transfigura os lugares-comuns da língua, atribuindo-lhes novos sentidos, com uma destreza reveladora de um invulgar talento literário».
Poemas:
— “Aprendizagens”, Ana Luísa Amaral;
— “outros amaram em mim a mulher”, Mar Becker;
— “XXXVII”, Maria da Graça Varella Cid;
— “Não somos desses que vão pelo caminho é antes ocaminho”, Adonis;
— “Mulher-Bordadora”, Maria Teresa Horta;
— “3.”, Vasco Gato;
— “13”, Alejandra Pizarnik;
— “81”, António Reis;
— “Sara”, Daniel Faria;
— “ir indo”, Joaquim Castro Caldas.
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A nossa convidada de hoje é a mais nova de 4 irmãos, e cresceu numa casa onde tanto havia lugar a conversas sobre ciência, brincadeiras de fazer haikus com o pai, dar explicações a crianças desfavorecidas para aprender a solidariedade, pertencer a um clube de aventuras a imitar os da Enid Blyton.
Cristina Ovídio é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas com uma pós-graduação em Multimédia, foi professora do ensino secundário, coordenadora editorial da Oficina do Livro, trabalhou como editora-executiva naPlaneta e na Clube do Autor, e moderou o programa “Original é a Cultura”, uma parceria SPA e SIC, com a escritora Dulce Maria Cardoso, o físico Carlos Fiolhais e o musicólogo Rui Vieira Nery.
Em 2017, abriu a livraria-bar Menina e Moça, em Lisboa, noCais do Sodré e é lá que leva a cabo várias atividades relacionadas com o livro e com a cultura. O clube de leitura é um exemplo, mas também conversas com autores, leituras de poesia e até, numa base regular, concertos de jazz.
Nesta conversa atravessamos a sua biografia, os seus gostos, as suas influências, as suas memórias, o seu propósito.
Poemas:
Fernando Pessoa, Nesse número do Orpheu que há-deser feito
Quase . Mário de Sá-Carneiro
Ruy Belo – E tudo era possível
Adélia Prado – Amor Feinho
Cesário Verde- Contrariedades
Adília Lopes, Só gosto das pessoas boas
António Franco Alexandre, Na lista dos teus fins venho nofim
Bernardim Ribeiro, Antre mim mesmo e mim
Federico García Lorca, Mamã. Eu quero ser de prata.
William Shakespeare, Soneto 30 (tradução de Vasco GraçaMoura), Quando em meu mudo e doce pensamento
Alexandre O’ Neill, O Poema Pouco Original do Medo
Maria do Rosário Pedreira, Se partires, não me abraces
Sophia de Mello Breyner Andresen, Soror Mariana – Beja
Matsuo Bashô, Quero ainda ver
Quando era pequena ouvia poemas ditos de cor pelo seupai, António Manuel Baptista, físico, escritor, professor e divulgador deciência, mas também um grande leitor de poesia.
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A poeta Patrícia Baltazar deixou-nos prematuramente em 2019, com apenas 41 anos.
Os seus poemas tinham as edições em livro esgotadas há muito tempo.
Agora, a editora Do Lado Esquerdo acaba de publicar a sua obra completa num livro chamado RÉ, que reúne não apenas os 4 livros da autora como alguns dispersos e inéditos.
De sublinhar a beleza e a sensibilidade da introdução deste volume, da autoria da filha da Patrícia, Rita Baptista. Também a ilustração do rosto de Patrícia, da autoria de Hugo Baptista, que reproduzimos na capa deste episódio.
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Maria Luiza Jobim nasceu no Rio de Janeiro, em 1986 mas foi viver para Nova Iorque ainda bebé onde esteve até aos 4 anos. Filha de António Carlos Jobim, cresceu numa casa com música e músicos, ensaios que viravam palco. Demorou a decidir-se a assumir a sua voz musical, mas quando o fez estreou-se com um disco que, precisamente, homenageia essa infância. Casa Branca era também o nome da sua casa de infância, e sobre isso também falamos no podcast.
A primeira vez que visitou Portugal foi para acompanhar o pai, quando Tom Jobim veio tocar ao Mosteiro dos Jerónimos, na década de 90. Mais tarde, a mãe comprou uma casa no Estoril, e também por causa disso a sua relação com o nosso país é próxima há muito tempo. O ano passado mudou-se com a filha, e decidiu ficar.
A família, a infância, o legado e as memórias do pai, a decisão de abandonar a arquitetura para se dedicar apenas à música, a carreira, a relação com Lisboa, são alguns dos temas que atravessam esta conversa.
Poemas:
Trecho de “Ligue os Pontos” Gregório Duvivier
Trecho “Fevereiro”, Matilde Campilho
Allen Ginsberg , My Sad Self
Quedei em altas , Ana Paula Vulcão
Caçada , Ana Martins Marques
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Durs Grünbein e Siri Hustvedt são os dois autores escolhidos por Pedro Mexia para a rubrica de sugestões de leitura deste mês.
Ele, poeta alemão, considerado um dos nomes maiores da poesia alemã contemporânea; ela, escritora norte-americana e viúva do escritor Paul Auster, que morreu em Abril de 2004.
O livro de Durs Grünbein que destacamos chama-se Velas de Ignição, tem tradução de Maria Teresa Dias Furtado e edição Edições do Saguão.
O livro de Siri Hustvedt chama-se Fantasmas, Um Livro de Memórias, tem tradução de Tânia Ganho e edição D. Quixote. É um livro de memórias, mas também um livro sobre o luto, que inclui reflexões, cartas, entradas de diário, notas biográficas, de uma mulher que viveu com Paul Auster durante 43 anos e que, como nos conta, precisou de escrever este livro no processo de luto pelo marido, desaparecido em 2024.
Como costuma acontecer, outros autores surgem na conversa com Pedro Mexia. Por exemplo, Hans Magnus Enzensberger, Paul Celan, Bertolt Brecht, Gottfried Benn, Vasco GraçaMoura, Friedrich Hölderlin, Rainer Maria Rilke, Franz Kafka, Wallace Stevens, T.S. Eliot, E.E.Cummings, Herberto Helder, Joan Didion, C. S. Lewis, Jenny Erpenbeck ou Lydia Davis.
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Três leituras sobre a arte de escrever para começar a semana.
Charles Bukowski, Rainer Maria Rilke e António José Forte.
Livros:
Bukowski: Os Cães Ladram Facas, tradução de Rosalina Marshall, edição Alfaguara
Rilke: Cartas a um Jovem Poeta, tradução de Isabel Castro Silva, edição Quasi
António José Forte, Uma Faca nos Dentes, edição Antígona
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Miguel Gonçalves Mendes é um dos realizadores portugueses mais reconhecidos pelo seu trabalho dentro e fora de portas, e para isso muito contribuíram os filmes que fez com Mário Cesariny, José Saramago e Pilar del Rio ou Eduardo Lourenço.
Daqui a poucas semanas estreia mais um dos seus documentários, desta vez com o escritor Valter Hugo Mãe, que Miguel acompanhou ao longo de vários anos e em distintas geografias, enquanto era escrito o livro A Desumanização.
De Lugar Nenhum é o pretexto para conhecermos melhor Miguel Gonçalves Mendes através dos seus filmes, mas também dos seus livros e dos seus autores.
Ficamos a saber, por exemplo, que mantém um diários desde os 6 anos; que tem medo de voar, mas ainda assim o faz; que se comove com os livros e com os filmes, e que acredita que quem não chora com os livros 'não está a ler bem', que só faz documentários sobre pessoas que admira, e que está há 10 anos a procurar o sentido da vida através de um projeto que inclui vários filmes, onde se inclui este De Lugar Nenhum.
Poemas
Luís de Camões – Amor é fogo que arde sem se ver
Mário Cesariny – Autografia
Mário Cesariny – Em todas as ruas te encontro
Mário Cesariny –You are welcome to Elsinore
Valter Hugo Mãe – Venho para te cortar os dedos
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Ricardo Reis é um dos 3 principais heterónimos de Fernando Pessoa, e são dele os 3 poemas que vos leio para começar(mos) a semana com poesia. São belíssimos.
Bom dia!
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Afonso Borges é programador cultural, jornalista, escritor, poeta, nascido em Belo Horizonte, em 1962.
Criou o projeto Sempre um Papo há 40 anos - um festival literário em Belo Horizonte, por onde passaram e passam muitos autores brasileiros, mas também portugueses. Intimamente ligado à leitura, acredita na possibilidade de transformação através dos livros, mas também dos encontros, e partilha algumas dessas histórias connosco.
Esteve em Portugal para lançar o livro Noites Brancas pela editora Nós, um dos temas da conversa no podcast para onde, como costuma acontecer, trouxe alguns dos poemas de que mais gosta.
Poemas:
"A Máquina do Mundo", Carlos Drummond de Andrade
"Breve Elegia", Mário Faustino
"Chega um dia", Thiago de Mello
"Poema sujo", Ferreira Gullar
"Que país é este?", Affonso Romano de Santanna
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Para assinalar o Dia da Mãe, Raquel Marinho lê o poema Diário de Bordo, de Jorge Sousa Braga, publicado no livro O Poeta Nu, edição Assírio & Alvim.
É um diário, como o nome indica, do que pode ser a viagem do bebé dentro da barriga da mãe.
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Eduardo Quive em 1991, na cidade da Matola, província de Maputo, em Moçambique. É escritor e jornalista, e também curador e produtor de eventos literários, çevando a cabo, por exemplo, oficinas de escrita e leitura em colaboração com várias instituições e organizaçõesComeçou por publicar poesia e contos, e acaba de se estrear no romance com o livro A Cor da Tua Sombra, em Portugal editado pela Desmuro.
Poemas:
Conceição Lima, Quando o Luar
Noémia de Sousa, Poesia, não venhas!
Hirondina Joshua, Os ângulos da casa
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"Tudo isto é muito violento e assustador. Ela escreve sobrerelações que são, à partida, da ordem do afecto entre homens e mulheres, pais e filhos, mas não reprime nada."
No episódio deste mês, que estreia na véspera do 25 de Abril, Pedro Mexia destaca o livro Fado Alexandrino de António Lobo Antunes, considerado um dos grandes romances sobre a revolução de 1974. Naturalmente, são também referidos outros livros do escritor que nos deixou recentemente.
O segundo destaque vai para a escritora argentina Ariana Harwicz, e o seu mais recente livro publicado em Portugal pela Elsine, Perder o Juízo.
Como costuma acontecer, muitos outros autores são referidos ou lembrados durante a conversa. Por exemplo, Almeida Faria, José Cardoso Pires, Agustina Bessa-Luís, José Saramago, Louis-Ferdinand Céline, William Faulkner, Bruno Vieira Amaral, Michel Houellebecq, Eduarda Dionísio, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, António Franco Alexandre, Herberto Helder, Fernando Pessoa, Ruy Belo, Samanta Schweblin, Mariana Enríquez, Ruben A. ou Júlio Cortázar.
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É uma das caras da Snob, uma livraria independente de Lisboa, que publica livros fora do mainstream e do circuito comercial, e também muita poesia.
É agente cultural, organizadora de ciclos, cursos ou conferências sobre os mais variados temas literários, livreira, leitora e mãe.
Formou-se na área das letras, não porque quisesse ser professora ou trabalhar numa área específica, mas porque queria ler.
Com os pais e os avós conheceu os clássicos, mas cedo se aventurou nos autores a que viria a chamar seus.
Gosta muito da ideia de dar a conhecer autores e livros a novos leitores, mostrar-lhes coisas que ainda não conhecem: "tens de ir habituando as pessoas a gostar do desconhecido. Eisso é um risco, mas também é um gosto."
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