Afleveringen
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Clara Ferreira Alves, escritora, cronista, jornalista, é a entrevistada desta edição do podcast a propósito dos 250 anos da declaração da Independência dos Estados Unidos.
Considera que J.D. Vance “é mais perigoso do que Trump” e é muito crítica desta decisão de rearmamento da Europa. “Então a Europa destrói o Estado Social para comprar armas aos americanos?”, aponta, considerando que “se esta insanidade for para a frente, a extrema-direita não vai alinhar nisto”. E será uma das razões “porque provavelmente sairá vencedora” no futuro.
Ouça os episódios anteriores do podcast:
Alexandra Leitão: “Uma revisão constitucional PSD/Chega deve ser a linha vermelha do PS”
Henrique Raposo: “Serei sempre da classe operária”
Inocência Mata: “O racista não é uma pessoa má. O racismo é uma ideologia”
João Marecos: “Os homens ainda hoje reprimem os sentimentos de uma forma penosa”
Bárbara Bulhosa: “É possível que o livro volte a ser um produto das elites”
Carmen Garcia: “Entre um velho e um cão, a esmagadora maioria escolhe o cão”
Ana Bárbara Pedrosa: “A autodeterminação de género engaveta as pessoas”
Miguel Poiares Maduro: o autoritarismo “pode, claramente, acontecer em Portugal”
Leonor Caldeira: “Numa sociedade patriarcal, a capacidade de seduzir os homens é o que dita o nosso valor”
Ricardo Araújo Pereira: “A minha avó estabeleceu parâmetros que fazem com que eu tenha uma auto-estima bastante baixa”
Jorge Moreira da Silva: “Vamos ser todos julgados sobre o que fizemos ou não fizemos em Gaza”
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Alexandra Leitão, vereadora do PS na Câmara Municipal de Lisboa, é a convidada desta semana. Em discussão esteve a crise da social-democracia na Europa e também o futuro do PS.
Alexandra Leitão defende que o PS deve fazer entendimentos com o Governo e mostrar-se disponível para negociar “não abdicando de medidas social-democratas”, mas afirma que o PS deve ter uma “linha vermelha”: se o PSD decidir fazer a revisão constitucional com o Chega, torna o diálogo com os socialistas impossível.
“Estamos a falar de uma mudança de regime e essa deve ser mesmo a linha vermelha para o Partido Socialista”, diz Alexandra Leitão.
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Zijn er afleveringen die ontbreken?
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O escritor e cronista Henrique Raposo é o convidado do episódio desta segunda-feira do podcast O que fazer quando tudo arde.
O seu primeiro romance, As Três Mortes de Lucas Andrade, venceu o prémio Camilo Castelo Branco. Está na forja um segundo, sendo que a sua primeira obra, Alentejo Prometido, era um quase romance.
Nascido numa família operária, Henrique Raposo diz que será “sempre da classe operária” e que isso o colocou ou à esquerda ou à direita, “dependendo dos momentos históricos”. Pai de duas filhas, está preocupado com o facto de os jovens que têm agora 20 anos serem mais “reaccionários” do que “os da sua geração”.
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Inocência Mata continua a ser a única professora negra na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi muitas vezes vítima de racismo “interpessoal” – havia colegas que lhe corrigiam o português – mas isso actualmente já não acontece.
Inocência critica o que chama de “racismo sistémico” que faz com que as literaturas africanas e os estudos pós-coloniais sejam menorizados na faculdade. Nesta conversa no podcast O que fazer quando tudo arde, Inocência Mata diz que o racismo em Portugal é mais profundo do que no Brasil: “No Brasil nenhum negro é mandado para a sua terra”.
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João Marecos, advogado, está a coordenar um livro sobre masculinidades. Convidado do podcast O que fazer quando tudo arde, Marecos considera que “falta um modelo alternativo de masculinidade”, que permita aos homens expressar emoções e que não os obrigue a estar continuamente “a provar que é homem”.
João Marecos diz que “há um grande controlo dos homens sobre os outros homens” e que na verdade “não é diferente daquela dinâmica que a Leonor Caldeira também identificou aqui há umas semanas, que acontece nas mulheres”. E esse “controle é um policiamento total sobre as normas da masculinidade, sendo que a grande sanção para o homem é deixar de ser homem”.
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A editora da Tinta da China Bárbara Bulhosa é a convidada deste semana do podcast O que fazer quando tudo arde.
Em plena Feira do Livro de Lisboa, conversamos sobre o futuro do livro que, acredita Bárbara, não desaparecerá nunca mas pode voltar a ser – como foi no passado – um produto de elites.
A Tinta da China faz agora 20 anos, é uma editora independente que vive exclusivamente da venda dos livros e que, diz Bárbara Bulhosa, “não faz cedências ao mercado”.
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Carmen Garcia é a convidada deste episódio do podcast O que fazer quando tudo arde. Com Carmen, enfermeira com uma enorme experiência em geriatria, falamos de como a sociedade actual trata as pessoas mais velhas.
“A velhice não é sexy”, diz Carmen, que considera que o Estado está mais focado em arranjar “mais camas” em lares, em vez de proporcionar condições para o envelhecimento dentro de casa, que é o que a maioria dos mais velhos prefere. Carmen Garcia trabalha há muitos anos em lares de idosos e não tem dúvidas: “A entrada no lar é sinónimo de saída da sociedade”.
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A escritora Ana Bárbara Pedrosa é a convidada do novo episódio do podcast O que fazer quando tudo arde.
Quis inscrever-se no Bloco de Esquerda aos 13 anos, mas como o BE não tinha organização juvenil e não aceitavam menores de idade teve que esperar pelos 18 anos. Neste episódio, falámos da catástrofe eleitoral e da “crise de identidade da esquerda”. E também sobre a identidade de género.
Ana Bárbara Pedrosa acha que não tem sentido continuar a falar-se de “género”: “O género é simplesmente um conjunto de expectativas sociais em torno de um indivíduo a partir do momento em que nasce, não é outra coisa. Não tem sentido nós encaixotarmos as pessoas desta forma”, afirma Ana Bárbara, para quem esta também acaba por ser “uma visão conservadora e sexista”. “Sempre que falamos de questões trans, estamos a falar de género e de autodeterminação, eu acho que devíamos estar a falar simplesmente de acesso ao Serviço Nacional de Saúde”, diz.
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Miguel Poiares Maduro, cientista político, ex-ministro no Governo liderado por Passos Coelho, é o convidado desta semana do podcast O que fazer quando tudo arde.
Para Miguel Poiares Maduro, a ditadura recente não constitui nenhuma “vacina” contra a ascensão do autoritarismo em Portugal: “O trauma da ditadura não é garantia suficiente para não existir atracção por regimes autoritários”, diz Poiares Maduro, dando como exemplo regimes que alcançaram a democracia muito mais tardiamente que Portugal, como a Hungria e a Polónia, onde o autoritarismo se instalou.
O estado da democracia nunca esteve tão baixo no mundo e o pior dos sinais vem dos jovens: apenas 45% na Europa e 30% nos Estados Unidos considera a democracia um regime fundamental. Para os nascidos no pós-guerra, esse valor andava nos 75%.
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Leonor Caldeira, advogada, feminista, é a convidada do terceiro episódio do podcast O que fazer quando tudo arde. Com Leonor, debatemos a opressão da beleza que as mulheres jovens de hoje vivem com muito maior peso do que as suas avós. O aumento da indústria das cirurgias estéticas, das dietas, dos suplementos em mulheres muito novas mostra que também no feminismo estamos perante uma regressão. Ou estamos no mesmo ponto, como diz Leonor Caldeira, em que “a capacidade de seduzir os homens é aquilo que dita o valor da mulher”. O capitalismo encontrou aí um nicho ainda pouco explorado nos anos 80.
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Jorge Moreira da Silva, subsecretário-geral das Nações Unidas e director de uma agência da ONU chamada UNOPTS, foi agora nomeado por António Guterres para negociar a passagem de fertilizantes no estreito de Ormuz. É o segundo convidado do podcast do PÚBLICO O que fazer quando tudo arde”e afirma que se não for possível resolver a curto prazo o problema da passagem de fertilizantes “haverá fome” e assistiremos a “uma crise alimentar de enormes dimensões”.
O antigo candidato a presidente do PSD esteve três vezes em Gaza, um lugar que “é muito pior do que um campo de refugiados”. “Nós vamos ser todos julgados por aquilo que fizemos ou não fizemos em Gaza. Gaza é um conflito que não tem paralelo. Não há jornalistas, os que havia tiveram que sair ou foram mortos. São as Nações Unidas que vão contando o que vêem”.
Jorge Moreira da Silva, que defrontou Luís Montenegro nas directas do PSD há quatro anos, não exclui o regresso à política nacional. Tendo sido nessas eleições ferozmente contra acordos do PSD com o Chega, se fosse Moreira da Silva primeiro-ministro a lei da nacionalidade não teria sido aprovada com o partido de Ventura. “As pessoas sabem exactamente o que penso”.
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Ricardo Araújo Pereira é o primeiro convidado do novo podcast “O Que Fazer Quando Tudo Arde”, uma conversa sobre os tempos que correm.
Neste episódio. Ricardo Araújo Pereira descreve Donald Trump como uma “criança bêbada” e estávamos ainda em Março quando gravámos, ainda Trump não se tinha mascarado de Jesus Cristo. Falámos do riso e do Chega e da liberdade de expressão.
Há um mês, Ricardo Araújo Pereira estava a preparar o guião do seu espectáculo de stand-up comedy que estreia sexta-feira e sábado, no Porto. Na altura, o texto estava a ser “dolorosamente composto”. Ricardo diz que não é homem de palco, que é inseguro, e que tem uma auto-estima baixa: “A minha avó estabeleceu uns parâmetros que fazem com que eu tenha uma auto-estima bastante baixa”. Mas ter auto-estima baixa talvez seja o segredo do seu sucesso: “Tenho que me esforçar mais”.
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Num mundo em ebulição, a jornalista Ana Sá Lopes conversa com protagonistas da vida pública para tentar decifrar as crises da democracia, o recuo dos direitos e a desumanidade dos novos tempos.
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