Afleveringen
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“Crime no Copan” é a obra de estreia do escritor e jornalista Victor Bonini na Companhia das Letras. O romance policial parte de uma noite trágica, quando dois crimes acontecem em meio ao aniversário de 60 anos do edifício mais emblemático de São Paulo, e revela uma rede de segredos que atravessa gerações.
Neste episódio, Victor conta sobre o processo de escrita do livro, além de refletir sobre como se tornou um escritor. Ele também revela suas principais referências literárias em um jogo rápido de perguntas e respostas.
Confira os livros e autores mencionados neste episódio:
Crime e castigo – Fiódor Dostoiévski
Crime no Copan – Victor Bonini
E não sobrou nenhum – Agatha Christie
Harry Potter – J.K. Rowling
Manhunt – Gretchen Felker-Martin
Mariana Enríquez
O casamento – Victor Bonini
Quando ela desaparecer – Victor Bonini
Um crime adormecido – Agatha Christie
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Entre duas gerações, dois polos, o inverno e o mar. Neste episódio, Stéphanie Roque entrevista pai e filha: os navegadores Amyr e Tamara Klink.
Aos 29 anos, Amyr Klink fez a primeira travessia solitária a remo do Atlântico Sul. Um ano depois, publicou “Cem dias entre céu e mar” – best-seller que será reeditado em julho pela Companhia das Letras, com novo projeto gráfico.
Mas a mais longa das viagens de Amyr Klink aconteceu em 1989, quando passou um inverno na Antártica, aprisionado no gelo. Na mesma viagem, ele decidiu também conhecer o Ártico – e, assim, escreveu o livro “Paratii entre dois pólos”.
Foi justamente o Ártico que, décadas depois, recebeu sua filha. Entre 2023 e 2024, aos 27 anos, Tamara Klink tornou-se a primeira mulher a passar o inverno sozinha no Ártico – invernagem que ela descreveu no lançamento da Companhia das Letras, “Bom dia, inverno". Antes disso, aos 24 anos, ela já tinha se tornado a brasileira mais jovem a atravessar o Atlântico sozinha, travessia que deu origem ao livro “Nós”.
Confira os livros e autores citados no episódio:
A lua vem da Ásia – Campos de Carvalho
Bom dia, inverno – Tamara Klink
Cem dias entre céu e mar – Amyr Klink
Coleção Mer et Aventure
Desventuras em série – Lemony Snicket
Dom Quixote – Miguel de Cervantes
Férias na Antártica – Laura, Tamara e Marininha Klink
Grande sertão: veredas – João Guimarães Rosa
La longue route – Bernard Moitessier
Linha d’água – Amyr Klink
Nós – Tamara Klink
Odisseia – Homero
O mundo de Sofia – Jostein Gaarder
Paratii entre dois polos – Amyr Klink
Tamata et l’alliance – Bernard Moitessier
Terrapreta – Rita Carelli
The Strange Last Voyage of Donald Crowhurst – Nicholas Tomalin e Ron Hall
Unverfügbarkeit – Hartmut Rosa
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Zijn er afleveringen die ontbreken?
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“O dono e o mal” é o primeiro romance do escritor, tradutor e roteirista Bruno Ribeiro publicado pelo Grupo Companhia das Letras. O lançamento da Alfaguara conta a saga de uma família negra que tenta sobreviver no Brasil da ditadura militar até a atualidade. É uma história multifacetada, que transita entre a realidade, o sobrenatural e o caos.
Bruno também fala sobre o processo de elaboração e descoberta do livro, além da sua necessidade de ter uma “obsessão” pelo processo literário para viabilizar a escrita. Por fim, ele participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revela suas principais referências literárias.
Confira os livros e as obras mencionados neste episódio:
A metamorfose – Franz Kafka
A montanha mágica – Thomas Mann
Amada – Toni Morrison
Dom Casmurro – Machado de Assis
Fiódor Dostoiévski (obra)
Frankenstein – Mary Shelley
Grande sertão: veredas – João Guimarães Rosa
O dono e o mal – Bruno Ribeiro
O elefante desaparece – Haruki Murakami
O mestre e Margarida – Mikhail Bulgákov
Samanta Schweblin (obra)
Ulysses – James Joyce
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Gregorio Duvivier é fascinado pela língua portuguesa e tem olhado para ela de perto. No livro “Aos pés da letra”, lançado há pouco pela Companhia das Letras, o ator e escritor vai muito além do que está ao pé da letra. Em verbetes, ele revisita palavras do cotidiano de jeitos surpreendentes, com humor e leveza.
Gregorio está em turnê com a peça “O céu da língua” e também é autor de livros como “Sonetos de amor e sacanagem”, “Put some farofa” e “Ligue os pontos”, publicados pela Companhia. Neste episódio da Rádio Companhia, ele demonstra o olhar cuidadoso que tem para a língua e discute sua importância para a construção da identidade nacional.
A apresentação é de Stéphanie Roque.
Confira as obras e os autores citados no episódio:
Ai Se Sesse – Zé da Luz
António Lobo Antunes
Aos pés da letra – Gregorio Duvivier
Apátridas – Alejandro Chacoff
Escrever é humano – Sérgio Rodrigues
Francisco Alvim
Glauco Mattoso
Ilíada – Homero
João Cabral de Melo Neto
José Saramago
Latim em pó – Caetano Galindo
Ligue os pontos – Gregorio Duvivier
Miguel Esteves Cardoso
Na ponta da língua – Caetano Galindo
O idioma materno – Fabio Morábito
Os Lusíadas – Luís de Camões
Paulo Henriques Britto
Pensar com as mãos – Marília Garcia
Poeta chileno – Alejandro Zambra
PT, uma história – Celso Rocha de Barros
Put some farofa – Gregorio Duvivier
Ricardo Araújo Pereira
Romeu e Julieta – William Shakespeare
Sacred Emily – Gertrude Stein
Sócrates
Sonetos de amor e sacanagem – Gregorio Duvivier
Sophia de Mello Breyner Andresen
Te dou minha palavra – Noemi Jaffe
Tem um cabelo na minha terra! – Gary Larson
Uma palavra – Chacal
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“É quase como voltar para casa”, um livro avassalador sobre o peso das ausências, é o primeiro romance da escritora Janaina Abílio publicado pela Companhia das Letras.
Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dela. Janaina conta sobre seu processo de escrita – que é “ancorado” em seu corpo, considerado por ela “um canal para o texto acontecer". Ela também reflete sobre os motivos que a levam à escrita e responde a perguntas rápidas que revelam sobre sua personalidade a partir de referências literárias.
Confira os livros mencionados neste episódio:
Amada – Toni Morrison
É quase como voltar para casa – Janaina Abílio
Mamãe & eu & mamãe – Maya Angelou
O caderno rosa de Lori Lamby – Hilda Hilst
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O que se herda e o que se transforma quando o assunto é família? Essa pergunta é o ponto de partida deste episódio da Rádio Companhia. O podcast recebe duas romancistas contemporâneas, que escrevem sobre as relações entre família, memória e pertencimento.
Eliana Alves Cruz é autora de “Meridiana” – livro sobre uma família negra que ascende socialmente e descobre que subir também pode significar se adaptar, se enquadrar e negociar quem se é.
Juliana Leite é autora de “Humanos exemplares” – obra que conta a história de uma mulher centenária que vive sozinha. É um romance sobre gerações familiares, deslocamentos, envelhecimento e, sobretudo, amor.
A apresentação é de Stéphanie Roque.
Confira os livros mencionados neste episódio:
Amigo e amiga: curso de silêncio de 2004 – Maria Gabriela Llansol
Coisa de gente branca – Langston Hughes
Espírito da intimidade – Sobonfu Somé
Humanos exemplares – Juliana Leite
Identidade – Nella Larsen
Iniciantes – Raymond Carver
Irmãs do Atlântico – Ynaê Lopes dos Santos
Literatura negra: uma poética de nossa afro-brasilidade – Conceição Evaristo
Meridiana – Eliana Alves Cruz
Minha história – Michelle Obama
Por que amamos – Renato Noguera
Recitatif – Toni Morrison
Solitária – Eliana Alves Cruz
Sustentar a nota – David Remnick
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“A linguagem dos desastres”, lançado em abril pela Alfaguara, é o terceiro romance de Fabiane Guimarães publicado pelo grupo Companhia das Letras. A autora de “Apague a luz se for chorar” e “Como se fosse um monstro” conta, agora, a história de Catarina – que, em meio ao colapso ambiental, a laços familiares frágeis e a uma amizade perigosa, tenta decifrar as ruínas e encontrar sentido usando o tarô como uma forma de linguagem.
Neste episódio mais curto do podcast, Fabiane conta sobre o processo de escrita do romance e participa de um jogo rápido de perguntas e respostas sobre suas referências literárias.
Confira os livros e as obras mencionados neste episódio:
Adriana Lisboa (obra)
Alice Munro (obra)
Alice Ruiz (poema)
Ana Maria Gonçalves (obra)
Apague a luz se for chorar – Fabiane Guimarães
Como se fosse um monstro – Fabiane Guimarães
Esaú e Jacó – Machado de Assis
Harry Potter – J.K. Rowling
Isabel Allende (obra)
Jennifer Egan (obra)
A linguagem dos desastres – Fabiane Guimarães
Machado de Assis (obra)
Memorial de Aires – Machado de Assis
Orgulho e preconceito – Jane Austen
Sally Rooney (obra)
Viva o povo brasileiro – João Ubaldo Ribeiro
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Como um leitor torna-se escritor? Ler é o começo de tudo, mas escrever nos coloca em outra posição. Para o tradutor, jornalista e escritor Roberto Taddei, “se narramos e escrevemos pouco, não vivemos à altura das nossas experiências”. Já a poeta e tradutora Marília Garcia fala que “escrever é olhar com as mãos” – um processo de criação que pode misturar sentidos e se inspirar em outras formas de arte.
Neste episódio, Stéphanie Roque recebe os dois escritores – que também são professores – para uma conversa sobre esse ofício. Marília é autora do recente “Pensar com as mãos”, livro de ensaios sobre a escrita poética. Roberto é autor de “Ser Escritor”, lançado em abril pela Companhia das Letras.
Confira os livros e obras citados no episódio:
A geração que esbanjou seus poetas – Roman Jakobson
A história do amor – Nicole Krauss
A música do mundo – Tarso de Melo
A praia dos tasabis [diários da paternidade, 2018 - 2021] – Aníbal Cristobo
A segunda morte – Roberto Taddei
Câmera lenta – Marília Garcia
Coworking e outros poemas – Heitor Ferraz Mello
Expedição: nebulosa – Marília Garcia
László Krasznahorkai (obra)
Léxico familiar – Natalia Ginzburg
Pensar com as mãos – Marília Garcia
Ser escritor – Roberto Taddei
Um Exu em Nova York – Cidinha da Silva
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“Vida doçura” é o novo romance de Natércia Pontes, lançado em março pela Companhia das Letras. Autora de outros dois livros publicados pela editora, “Os tais caquinhos” e “Copacabana dreams”, ela agora escreve uma história de suspense em torno de duas personagens antagônicas, que se cruzam em uma trama comovente e tragicômica sobre luto, infância, memória e solidão.
Natércia também conta sobre o processo rápido e doloroso de escrita de “Vida doçura", que envolveu a elaboração do luto de sua mãe após mais de três décadas. Além disso, ela fala sobre referências literárias marcantes da sua trajetória a partir de um jogo rápido de perguntas e respostas.
Confira os livros e obras mencionados neste episódio:
A empregada – Freida McFadden
Arquivo das crianças perdidas – Valeria Luiselli
Beginning middle end – Valeria Luiselli
Copacabana dreams – Natércia Pontes
Ilhas suspensas – Fabiane Secches
Meu ano de descanso e relaxamento – Ottessa Moshfegh
Noite devorada – Mar Becker
Oblómov – Ivan Gontcharóv
Oração para desaparecer – Socorro Acioli
Os tais caquinhos – Natércia Pontes
Toda caixa preta é laranja – Jeovanna Vieira
Vida doçura – Natércia Pontes
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Em 2025, a edição da Penguin do livro “Noites brancas", escrito por Fiódor Dostoiévski em 1848, teve um aumento de vendas de 168% em relação ao ano anterior – um efeito da viralização da obra no TikTok. Na rede social, a fama de difícil do escritor russo não impediu que jovens fizessem resenhas, performances e leituras dramáticas da obra.
Dostoiévski, autor de clássicos como “Crime e castigo” e “Os irmãos Karamázov”, é conhecido por abordar contradições humanas profundas, com uma complexidade filosófica e psicológica ímpar.
Para entender como suas obras se reinventam conforme o tempo passa, a Rádio Companhia recebe Cecília Rosas, tradutora do russo, professora e pesquisadora, e Raquel Toledo, gerente editorial da Cosac, mestre em literatura russa, editora e crítica literária. A apresentação é de Stéphanie Roque.
Confira os livros mencionados neste episódio:
A dócil – Fiódor Dostoiévski
A queda do céu – Bruce Albert e Davi Kopenawa
A sociedade da neve – Pablo Vierci
Crime e castigo – Fiódor Dostoiévski
Dostoiévski escrevia mal? – Fátima Bianchi
Ferida – Oksana Vassiákina
Mandíbula – Mónica Ojeda
Memórias de subsolo – Fiódor Dostoiévski
No mar – Toine Heijmans
Noites brancas – Fiódor Dostoiévski
O adversário – Emmanuel Carrère
O crocodilo – Fiódor Dostoiévski
O diabo – Marina Tsvetáieva
O duplo – Fiódor Dostoiévski
O idiota – Fiódor Dostoiévski
O sonho de um homem ridículo – Fiódor Dostoiévski
Os demônios – Fiódor Dostoiévski
Os irmãos Karamázov – Fiódor Dostoiévski
Voladoras – Mónica Ojeda
Xamãs elétricos na festa do sol – Mónica Ojeda
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“Ilhas suspensas” é o romance de estreia da tradutora, pesquisadora e escritora Fabiane Secches. Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dela, que conta sobre esse lançamento da Companhia das Letras – um livro sobre lutos e recomeços, que mistura ensaio e ficção.
Fabiane também fala sobre seu processo de escrita e reflete sobre os motivos que a levaram a escrever “Ilhas suspensas”. E, por fim, ela participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revelam sobre sua personalidade e suas preferências literárias.
Confira os livros e obras mencionados neste episódio:
A corneta – Leonora Carrington
A mais recôndita memória dos homens – Mohamed Mbougar Sarr
Annie Ernaux (obra)
Ilhas suspensas – Fabiane Secches
Madame Bovary – Gustave Flaubert
Monstros – Claire Dederer
O livro das semelhanças – Ana Martins Marques
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Ao longo de uma década, Patti Smith dedicou-se a escrever sobre as oito que já viveu.
Em “Pão dos Anjos”, lançado em março pela Companhia das Letras, a escritora, compositora e cantora fala sobre sua infância humilde, saúde frágil e natureza imaginativa. Ela também conta dos seus primeiros contatos com a arte e da trajetória que a levou à consagração artística.
No livro mais pessoal que já escreveu, Patti Smith descreve momentos de vulnerabilidade, relata os anos que passou longe dos holofotes com a família e fala sobre o luto que sucedeu diversas perdas, como a do marido, Fred “Sonic” Smith.
Nesta homenagem à artista, a Rádio Companhia recebe a escritora Aline Bei e o jornalista, músico, editor e escritor Cadão Volpato. A apresentação é de Stéphanie Roque.
Confira os livros mencionados neste episódio:
As pequenas virtudes – Natalia Ginzburg
À sombra dos viadutos em flor – Cadão Volpato
As vozes da noite – Natalia Ginzburg
Caro Michele – Natalia Ginzburg
Devoção – Patti Smith
Enterrem seus mortos – Ana Paula Maia
Lázár – Nelio Biedermann
Linha M – Patti Smith
Manoel de Barros (obra)
Notícias do trânsito – Cadão Volpato
O peso do pássaro morto – Aline Bei
Pão dos anjos – Patti Smith
Pequena coreografia do adeus – Aline Bei
Só garotos – Patti Smith
Space invaders – Nona Fernández
Sustentar a nota – David Remnick
Uma delicada coleção de ausências – Aline Bei
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“A solidão das aranhas” é o primeiro livro escrito pelo jornalista e escritor Diogo Bercito lançado pela Companhia das Letras. Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dele, que conta sobre esse romance sensível e sutil sobre perdas.
Bercito também fala sobre seu processo de escrita e reflete sobre os porquês que o levam a escrever. E, por fim, ele participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revelam sobre sua personalidade e suas preferências literárias.
Confira os livros e obras mencionados neste episódio:
A solidão das aranhas – Diogo Bercito
Chiquinha Gonzaga: Uma história de vida – Edinha Diniz
À procura do tempo perdido – Marcel Proust
Me chame pelo seu nome – André Aciman
O problema dos três corpos – Cixin Liu
O Senhor dos Anéis (trilogia) – J. R. R. Tolkien
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Na França, Gisèle Pelicot mostrou que “a vergonha precisa mudar de lado” ao escrever a autobiografia “Um Hino à Vida”, na qual narra a descoberta dos abusos sistemáticos aos quais foi submetida pelo marido e mais de 50 outros homens durante uma década. Já os Estados Unidos é o cenário de “Garota de Ninguém”, a autobiografia de Virginia Roberts Giuffre – uma das principais mulheres a denunciar o esquema de abuso sexual infantil e tráfico humano operado pelo financista americano Jeffrey Epstein. Na Noruega, o romance “Nada Nasce ao Luar”, de Torborg Nedreeas, é narrado por uma mulher que resolve contar do relacionamento conturbado que viveu com seu professor aos 17 anos.
Os três lançamentos da Companhia das Letras têm o corpo feminino como centro: um corpo que é violado e objetificado, mas do qual as mulheres se reapropriam ao contar suas histórias e nomear seus algozes. O episódio discute o tema e faz pontes com a realidade brasileira com a jornalista Cristina Fibe e a socióloga Flavia Rios. A apresentação é de Stéphanie Roque.
Confira os livros e obras mencionados neste episódio:
As estruturas elementares da violência - Rita Segato
Estela sem Deus - Jeferson Tenório
Eu nunca mais vou te chamar de pai - Caroline Darian
Garota de ninguém - Virginia Roberts Giuffre
João de Deus: O abuso da fé - Cristina Fibe
Mata doce - Luciany Aparecida
Missoula - Jon Krakauer
Nada nasce ao luar - Torborg Nedreaas
Pela bandeira do paraíso - Jon Krakauer
Por um feminismo afro-latino americano - Lélia González (org. Flávia Rios e Márcia Lima)
Triste tigre - Neige Sinno
Trilogia de Copenhagen - Tove Ditlevsen
Um hino à vida - Gisèle Pelicot
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“Mano a Mano” se tornou um marco na cena cultural brasileira. Conduzido por Mano Brown e Semayat Oliveira, o podcast original do Spotify se consolidou como uma referência, levando ao ar entrevistas antológicas com grandes nomes do pensamento social, da política, da comunicação, das artes, da música e do esporte, como Marina Silva, Sueli Carneiro, Glória Maria, Conceição Evaristo, Emicida e Ronaldo Fenômeno.
Agora, a Companhia das Letras eterniza essas conversas com a publicação de um livro que reúne vinte entrevistas e trechos selecionados de todas as personalidades que passaram pelas quatro primeiras temporadas do programa. Para celebrar o lançamento do livro “Mano a Mano”, disponibilizamos, em vídeo, o bate-papo entre os apresentadores Mano Brown e Semayat Oliveira sobre os caminhos, histórias e bastidores ao redor do podcast e da publicação.
O evento aconteceu no dia 13 de novembro de 2025, com mediação de Fernando Baldraia, editor da Companhia das Letras, no Sesc 14 Bis, em São Paulo. Acompanhe no vídeo!
“Mano a Mano” já está disponível em edição física limitada e e-book. Garanta o seu exemplar: https://www.amazon.com.br/Mano-Edi%C3%A7%C3%A3o-exclusiva-Brown/dp/8535942351/?&tag=companhiadasl-20
Captação e edição: Diogo de Nazaré -
No sétimo e último episódio de “As narradoras”, te convidamos a conhecer as obras de Tove Ditlevsen e Montserrat Roig. Duas autoras intensas e densas, que deixaram marcas na literatura com a força do relato dos seus livros e transformaram suas próprias experiências e contextos históricos em narrativa.
A dinamarquesa Tove se tornou conhecida mundialmente pela “Trilogia de Copenhagen”, em que narra sua infância, juventude e o período marcado pela dependência química. Já Montserrat, escritora catalã, publicou romances e reportagens que registram a vida política e social da Catalunha do século XX. Entre eles, “O tempo das cerejas”, lançado no Brasil em 2025.
Com participações da escritora Simone AZ e da psicanalista e autora Vera Iaconelli.
Obras citadas no episódio:
Trilogia de Copenhagen, de Tove Ditlevsen (trad. por Heloisa Jahn e Kristin Lie Garrubo)
O tempo das cerejas, de Montserrat Roig (trad. por be rgb e Meritxell Hernando Marsal)
Dakota Blues, de Simone AZ
Análise, de Vera Iaconelli
Um quarto todo seu, de Virginia Woolf
Este episódio teve apoio do Institut Ramon Llull, instituição pública responsável por promover a língua e cultura catalã internacionalmente.
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Editar um livro é um privilégio para quem ama literatura, mas também uma grande responsabilidade. Um trabalho que é capaz de transformar a cena literária de uma época.
No sexto episódio de “As narradoras”, Stéphanie Roque conta a história de duas mulheres que viveram uma vida dupla: Natalia Ginzburg e Toni Morrison. Ambas escreveram obras fundamentais e, ao mesmo tempo, trabalharam nos bastidores para que outras vozes chegassem aos leitores.
Ginzburg, autora de “Léxico familiar” e “As pequenas virtudes”, foi peça-chave da editora Einaudi no pós-guerra italiano. Já Morrison, Nobel de Literatura, editou livros por mais de quinze anos na Random House, abrindo espaço para autores negros e mudando para sempre o mercado editorial norte-americano.
Com participação de Alice Sant’Anna, editora e poeta, e Luciany Aparecida, escritora, pesquisadora e professora.
Obras citadas no episódio:
As pequenas virtudes, de Natalia Ginzburg (trad. Maurício Santana Dias)Caro Michele, de Natalia Ginzburg (trad. Homero Freitas de Andrade )Léxico familiar, de Natalia Ginzburg (trad. Homero Freitas de Andrade )O caminho da cidade, de Natalia Ginzburg (trad. Anna Alba Caruso)Amada, de Toni Morrison (trad. José Rubens Siqueira)O olho mais azul, de Toni Morrison (trad. Manoel Paulo Ferreira)A fonte da autoestima, de Toni Morrison (trad. Odorico Leal)Corregidora, de Gayl Jones (trad. Nina Rizzi)Mata doce, de Luciany AparecidaContemporary African Literature, organizado por Toni MorrisonThe Black Book, organizado por Toni MorrisonToni at Random, de Dana Williams -
E quando quem escreve o diário nem sempre pôde escrever?
No quinto episódio de “As narradoras”, abrimos os cadernos de duas autoras brasileiras fundamentais: Carolina Maria de Jesus e Maura Lopes Cançado. Em seus diários, páginas escritas em segredo, Carolina conta a vida na favela do Canindé, enquanto Maura registra a experiência da loucura e das internações psiquiátricas.
Com participações de Fernanda Silva e Souza, editora na Companhia das Letras, da escritora Eliana Alves Cruz e da escritora e psiquiatra Natalia Timerman.
Obras citadas no episódio:
Quarto de despejo, de Carolina Maria de JesusCasa de alvenaria, de Carolina Maria de JesusHospício é Deus, de Maura Lopes CançadoO sofredor do ver, de Maura Lopes CançadoAs pequenas chances, de Natalia TimermanCopo vazio, de Natalia Timerman -
No quarto episódio de “As narradoras”, Stéphanie Roque apresenta duas autoras que fogem do óbvio ao escrever sobre família: a japonesa Yuko Tsushima e a inglesa Doris Lessing. As duas exploram o que muitas vezes permanece invisível: a experiência de ser mãe e o que acontece dentro das casas, na intimidade das famílias.
Ambas construíram retratos de mulheres que enfrentam a culpa, o desejo e a busca por autonomia. Escritoras ousadas na literatura e na vida, que registraram formas singulares de maternidade.
Com participações de Rita Kohl, tradutora de “Território da Luz”, e da escritora Aline Bei.
Obras citadas no episódio:
Território da luz, de Yuko Tsushima (trad. Rita Khol)As avós, de Doris Lessing (trad. Beth Vieira)Um casamento sem amor, de Doris Lessing (trad. Tati de Moraes)O caderno dourado, de Doris LessingO quinto filho, de Doris LessingQuarto 19, de Doris LessingEm louvor da sombra, de Junichiro Tanizaki (trad. Leiko Gotoda)As abandonadoras, de Begoña Gómez Urzaiz (trad. Eliana Aguiar)Uma delicada coleção de ausências, de Aline Bei -
Nesse episódio de “As narradoras”, Stéphanie Roque apresenta a obra da norte-americana Gwendolyn Brooks e da ítalo-cubana Alba de Céspedes, duas observadoras do cotidiano. Ambas partem de pequenos gestos e cenas domésticas para revelar conflitos íntimos e tensões sociais.
De Bronzeville, em Chicago, à Roma do pós-guerra, suas personagens são mulheres que enfrentam descobertas, rotinas e contradições.
Com a participação da escritora Marcela Dantés, que comenta as obras de Alba e Gwendolyn e reflete sobre a relação entre vida, cotidiano e criação.
Obras citadas no episódio:
Vento vazio, de Marcela DantésCaderno proibido, de Alba de Céspedes (trad. de Joana Angélica D´Ávila Melo)Na voz dela, de Alba de Céspedes (trad. de Joana Angélica D´Ávila Melo)Maud Martha, de Gwendolyn Brooks (trad. de floresta)Annie Allen, de Gwendolyn BrooksReport from part one, de Gwendolyn Brooks - Laat meer zien