Afleveringen
-
Há uns meses, Vasco Peso ganhou a medalha de ouro, em tumbling masculino sénior, nos campeonatos europeus de trampolins, tornando-se o primeiro campeão da Europa da modalidade. Rapidamente o vídeo da sua prova, com uma série de sete piruetas, viralizou. O que muita gente não saberá é que o Vasco é dos poucos atletas de alta competição que não esconde a sua homossexualidade.
Muito se fala da homossexualidade entre os desportistas, mas são muito poucos atletas a darem a cara. Podemos lembrar-nos de Tom Daley, mas também temos na memória o caso recente de Pascal Kaizer, árbitro alemão, barbaramente agredido em sua casa, após ter pedido o namorado em casamento, à frente de toda a gente, num estádio de futebol.
Por que passam estas pessoas, cuja exposição da sua orientação sexual os pode levar de bestiais a bestas, aos olhos de tanta gente? Como se defendem? É também sobre isso que falámos e ficámos a conhecer como é que o Vasco faz frente às ofensas e onde foi buscar forças para, em determinada altura da sua vida, se reforçar em tudo o que o poderia devastar.
Esta é mais uma história imperdível de um ginasta campeão europeu, orgulhosamente gay, com vitórias, desgostos, sonhos e receios, aqui, no Ultravioleta, o teu podcast, além do visível.
-
A 28 de junho de 1997 aconteceu a primeira edição da Parada LGBT de São Paulo (na altura, ainda Movimento), que juntou 2000 pessoas. Com exceção da primeira, Márcio Xavier, o meu convidado deste episódio, participou em todas elas e conta, na primeira pessoa, como tem sido testemunhar a evolução de um dos eventos mais importantes da cidade de São Paulo e do impacto que o mesmo tem tido na sociedade e na comunidade LGBT+.
Como é fácil de adivinhar, o impacto não foi só no aumento do número de participantes, que chegou a quatro milhões de pessoas em 2022, as dimensões económica, social e política não são de descurar. E é admirável como a organização tem em atenção os mais pequenos detalhes, para que corra tudo bem.
A Fórmula 1 pode trazer mais dinheiro à cidade mas, sendo a Parada LGBT gratuita, acessível a todos, acaba por ser um evento público, uma festa democrática. Contudo, o Márcio não deixa de referir também os pontos que lhe parecem estar a evoluir menos bem, como a elitização de algumas festas.
Se tiveres oportunidade, não deixes de ir a uma destas grandes festas que é a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo e, para saberes mais detalhes e quais eram as “piadas” que se ouviam na rua, após a primeira edição, terás que ouvir este episódio do Ultravioleta, o teu podcast, além do visível.
-
Zijn er afleveringen die ontbreken?
-
Aproveitando a proximidade do mês do orgulho, “fomos” a Viseu falar com Ana Ferreira, a convidada deste episódio, sobre a Associação LGBTI Viseu, da qual ela é fundadora e presidente da direção. São vários anos de história numa região normalmente considerada conservadora.
Ao longo da nossa conversa, a Ana conta a história da associação, explica os motivos para o preconceito ter vindo a diminuir e porque é que a descentralização das associações e coletividades com este pendor é extremamente positiva, por ser necessário equilibrar o “país LGBT”.
Um dos trabalhos que realizam é a medição da discriminação contra a população LGBT, para se ter uma percepção da realidade, que ajude à definição de políticas públicas. Por outro lado, já no próximo dia 2 de junho, vai realizar-se, em Viseu, a conferência “O poder das palavras - conferência sobre cyberbullying contra pessoas LGBTQI+” e aproveitamos para falar um pouco do que aí se vai passar.
Não deixes de ouvir esta conversa, cheia de palavras que verbalizam muitas ideias e projetos, que, como sempre, passou num instante! Por isso, não percas mais este episódio do Ultravioleta, o teu podcast, além do visível.
-
A Associação MINHO ARCO-ÍRIS: Direitos Humanos, Diversidade & Inclusão LGBT é uma ONG fundada em Portugal em 2026. Neste episódio, o seu Fundador e Presidente Carluz Belo conta-nos o que o inspirou a juntar-se a um grupo de amigos para criarem a MINHO ARCO-ÍRIS, sediada na Cidade de Esposende.
Troquei várias ideias com o Carluz e constatámos como, apesar de Portugal estar a assistir a um espalhar geográfico de associações deste género, muito ainda falta para se pintar todo o país, regiões autónomas incluídas, com as cores que nos unem. Incluindo as instituições públicas, onde são essenciais a consciencialização da existência e formas de tratamento adequadas a toda a População LGBT.
Apesar de ter tido como objetivo inicial, a organização da Marcha do Orgulho LGBT+ de Esposende, a MINHO ARCO-ÍRIS vai muito além desse importante evento anual, promovendo tertúlias, oficinas de trabalhos manuais, documentários, caminhadas, piqueniques, entre outros encontros abertos a toda a população.
Como vês, há coisas que vão acontecendo pelo território nacional, fora dos grandes centros e, para estares a par de muitas delas, nada como ouvires mais este episódio do Ultravioleta, o teu podcast, além do visível.
-
O recém-lançado livro ‘Queering Public Policy” de Diego Galego, o meu convidado neste episódio, serviu de base para conversarmos sobre o que de mais avançado se pensa, ao nível das políticas públicas. Foi uma espécie de missão impossível, trazer para o mundo não académico, um tema complexo, sem perder a densidade que lhe confere a necessária sustentação. E, tudo isto, em cerca de trinta minutos.
Acho que valeu a pena, por nos permitir olhar para os temas que se vão investigando na Academia e que, mais tarde, ou mais cedo, terão um impacto positivo em todos nós. Claro que muito ficou por falar, mas o Diego não deixou de ir largando, ao longo de toda a conversa, muitas dicas e sugestões, para quem gosta de investigar e navegar fora da caixa.
O Diego é professor assistente na School of Public Affairs and Administration da Universidade do Estado de Nova Jersey, a partir de onde esta conversa foi gravada, e o livro em causa começou a ser idealizado, por ele, na sequência da defesa da sua tese de doutoramento.
Este não é um episódio para quem não gosta de termos como “Feminismo”, “Queer” ou “Não binário”. Aos restantes, estudiosos ou simplesmente curiosos, sugiro que se sentem com a mente aberta e que venham explorar connosco as novas fronteiras do “Queering”, só possível no Ultravioleta, o teu podcast, além do visível.
-
Começou a trabalhar na noite aos 16 anos, a carregar colunas da banda que, mais tarde, se chamaria Táxi. Trabalhou com os GNR e Xutos & Pontapés, geriu a Indústria, uma referência da noite portuense, o Plano B e reformou o Pérola Negra. Mas é o seu incontornável Café Lusitano, o mítico espaço LGBT, que nos traz Mário Carvalho a este episódio.
“Não terás coragem nunca para abrir um espaço para gays”, foi o desafio que um ex-sócio lhe lançou. “E eu, que sempre disse que coragem é uma coisa que não me falta, a única coisa que eu achava é que teria que arranjar um local que dignificasse a ‘classe’”.
De escorraçado do Algarve, por interesses conflitantes com o governador civil à data, a transformador de uma casa de sexo ao vivo em discoteca “retro”, a vida Mário é um livro de histórias. Nestes cerca de trinta minutos ouvimos algumas delas, mas também ficámos a saber a sua opinião sobre algumas generalizações: o público gays é mais exigente? Há mais confusão na “noite hétero”?
Sem tabus, falámos dos vícios, de como a pandemia mudou a noite, de como a Geração Z a frequenta, tudo motivos para ouvires mais um episódio do Ultravioleta, o teu Podcast, além do visível.
-
O motivo que levou Pedro Pais a sair de casa, ainda novo, foi o facto de a sua família não concordar com a sua orientação social. Em Lisboa, através da associação ILGA Portugal envolveu-se em diversas atividades, a favor da comunidade LGBT, mas foi o trabalho feito, enquanto voluntário da rede ex aequo, que mais o marcou. Nomeadamente participando no Projeto Educação LGBTI.
Foi neste projeto que teve a oportunidade de viajar para dezenas de diferentes escolas em diversas regiões de Portugal e, durante as sessões, interagir com os alunos, de diferentes níveis escolares, sempre com o objetivo de sensibilizar e desconstruir preconceitos.
Os episódios foram muitos, alguns constrangedores, mas, à medida que as sessões foram acontecendo, a experiência foi aumentando e a forma de abordar, quebrar o gelo e apoiar os alunos foi sendo melhorada. São muitas destas passagens, juntamente com reflexões sobre o que tem vindo a acontecer, que o Pedro partilhou neste episódio.
Se quiseres saber mais e, acima de tudo, se as coisas estão hoje melhores do que quando ele começou o seu trabalho de voluntariado, não percas mais este episódio do Ultravioleta, o teu Podcast, além do visível.
-
Convidei Laura Venâncio, mulher trans, bancária, de São Paulo, para, neste episódio, nos ajudar a refletir e eventualmente ajudar-nos a perceber um pouco melhor como se distinguem todos os T(rans) que aparecem agregados num único T, na famosa sigla LGBT: Transexual, Transgénero, Travesti e, há quem diga que, também, Transformista (isso ainda se usa?).
É sempre difícil falar de temas complexos mantendo-nos “pela rama”, de forma a encontrarmos termos e conceitos compreensíveis por toda a gente. Mas acho que a Laura venceu o desafio, ainda que, por vezes, tenha tido a necessidade de aprofundar um pouco as ideias, porque o tema, para ser devidamente esclarecido, a isso obrigava.
Inovadora na forma de olhar para algumas questões, também elas novas para a sociedade em geral, não se demite de apresentar a sua visão, com a consciência de que a mesma pode ser polémica e, por vezes, não definitiva. É um trabalho evolutivo em curso.
Se pensavas que havia só um T em LGBT, vem ouvir este episódio do Ultravioleta, o teu podcast, além do visível.
-
Neste episódio, João Paulo conta-nos como um daqueles acasos da vida o levou a conhecer o atual marido e como daí à abertura do mítico site portugalgay.pt, foi um passo. Também nos leva às origens da Marcha LGBT da cidade do Porto (Portugal).
São várias as memórias, histórias e reflexões que o João Paulo nos traz neste episódio, sempre contadas na primeira pessoa, com os detalhes e a emoção de quem as viveu, sentindo-se, facilmente, como tudo o que passou ainda lhe enche o coração.
Para quem não o conhece pode parecer curioso, mas nunca deixa de frisar o quão privilegiado foi por ter condições para ser ativista. É preciso ter-se condições para se ser ativista? Fica a provocação.
Por fim, para saberem o impacto que uma sobremesa de profiteroles teve em tudo isto, terão que ouvir este episódio do Ultravioleta, o teu Podcast, além do visível.
-
Conheces aquele perfil ‘homem “hétero”, casado e com filhos’? Assim viveu David Ward, o convidado deste terceiro episódio, vários anos da sua vida, até que, certo dia, cansou-se de viver numa realidade falsa e… saiu do armário. Ainda hoje se lembra da frase que o motiva desde então: “Se não estás feliz com a tua vida, a culpa é só tua”.
Este é um tema que é mais comum do que várias pessoas podem pensar e que o David teve a gentileza de partilhar connosco. A conversa, deste episódio, pode ser leve, mas viver tais situações implica, muitas vezes, carregar um peso na consciência bastante considerável. E nem toda a gente consegue dar o passo para serem felizes.
Daí para diante, David cria os seus filhos, demonstrando que a “família” é o modelo que fizer sentido para cada agregado, onde, acima de tudo, tem que haver felicidade e amor. Porque os problemas e a felicidade não têm a ver com o “modelo” de família em que nos integramos. E as reações da maioria das pessoas com quem se davam foram surpreendentes, pela positiva.
Convidamos-te a ouvir mais este episódio, com um sotaque muito especial, do Ultravioleta, o teu podcast, para além do visível.
-
Jean Wyllys, jornalista, professor universitário, ex-deputado federal brasileiro, entre muitas outras coisas, mas, também,escritor, é o convidado do segundo episódio do Ultravioleta, precisamente para falarmos de contar histórias.
Partindo do lançamento do seu livro mais recente “O anonimato dos afetos escondidos”, ficamos a conhecer uma faceta deste importante ativista LGBT brasileiro. Começando por nos ajudar a refletir sobre o que é a escrita e terminando a analisar se há, ou não, uma “literatura LGBT”, passámos por diferentes reflexões sobre a escrita do mundo que nos rodeia.
A magia da escrita permite a criação de universos e situações, habitados por personagens que, podendo ser fictícios, ajudam o escritor a iluminar realidades que, de outra forma, ficariam para sempre na penumbra, por muito feia ou violenta que essas realidades possam ser.
A meia hora “mais ou menos” passou a correr, tendo aindatempo de falar do anonimato das grandes cidades e de como este pode ser procurado por pessoas Queer. E todas estas pessoas são exilados?
Ouve aqui, no Ultravioleta, o teu podcast, além do visível.
-
O convidado do primeiro episódio do Ultravioleta é António Serzedelo, um histórico ativista de Portugal, que alguns dizem ser o mais antigo, pois começou a sua militância a favor da comunidade LGBT em maio de 1974, pouco tempo depois da Revolução de Abril.
Com um vasto currículo, que podes consultar na Wikipedia, convidei-o para falarmos sobre ser gay na 3ª idade, assunto sobre o qual ele tem refletido bastante, desde há algum tempo – diria ter sido a primeira pessoa a quem ouvi tal preocupação.
Entretanto, o assunto tem vindo a tomar uma preponderância crescente, nomeadamente no Brasil, ao ter sido eleito o tema da 29ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, com o tema "Envelhecer LGBT+: Memória, Resistência e Futuro" (2025) ou, em Portugal, com o documentário "Outlasting - Living Archives of Older Queer", apresentado no Festival Queer Porto de 2025, um trabalho que recomendo vivamente.
Foi assim a nossa conversa, entre outros temas ligeiros, tal como se pretende no Ultravioleta, o teu podcast, além do visível.
-
Este é o Episódio Zero do Ultravioleta, 100% gerado por inteligência natural, um podcast alimentado por conversas informais sobre temas Queer.
No Ultravioleta encontrarás histórias de realidades que podiam ser as tuas, ou de alguém teu conhecido, partilhadas por pessoas mais ou menos anónimas.
Envia mensagens, não só com opiniões, mas com propostas de temas que gostarias de ver aqui abordados: [email protected] ou viaInstagram @ultravioleta.pod.