Afleveringen
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Houve quem desse baile e houve quem levasse baile. Mas a pergunta que todos fazem é esta: dançará o país a compasso com a música do bailinho da Madeira? O primeiro-ministro quer ver um cartaz retirado de circulação. E pode? O PCP prometeu accionar meios legais contra a RTP por causa de uma entrevista monotemática. E pode? No Bloco de Esquerda a idade volta a ser um posto. Os fundadores vão regressar ao activo nas eleições de 18 de Maio. Como o mundo, reguila, não pára de nos surpreender, uma história que até parece mentira mas é verdade: os mais altos responsáveis da Casa Branca convidaram inadvertidamente um jornalista para o grupo, numa rede social, em que estavam a discutir os planos para bombardear o Iémen. Hilary Clinton resumiu tudo numa frase curta: “This is just dumb” (isto é simplesmente estúpido). Talvez seja também perigoso.
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Na estante desta semana temos “Luto Sem Bússola”, o ensaio para uma despedida da viúva do escritor Javier Marías, Carme López Mercader; “Destroçados”, de Hanif Kureishi, o escritor tetraplégico que tem de ditar os seus textos; a “Singela Proposta e Outros Textos Satíricos”, de Jonathan Swift, na edição da Antígona, como forma de homenagem a Luís Oliveira, que morreu esta semana e que fundou uma das editoras de referência do panorama editorial português; e “Mania”, de Lionel Schriver, uma sátira às guerras culturais em curso.
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Zijn er afleveringen die ontbreken?
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Neste episódio sobre a revolução cultural chinesa, Miguel Góis, José Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira reflectem sobre um fenómeno chamado caradenabismo. Com coragem, denunciam casos de reles aldrabice nutricional. Revelam ao grande público interessantes aspectos da sua vida pessoal. Reprovam, com o mais veemente repúdio, a utilização errónea de certas expressões, e logo a seguir reprovam, com o segundo mais veemente repúdio, uma app. No final, recordam as circunstâncias em que gravaram um sketch protagonizado por um gajo de Alfama.
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Miguel Góis, José Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira falam semanalmente sobre assuntos. É possível que, a propósito de qualquer coisa, citem um sketch do Gato Fedorento e recordem o modo como surgiu a ideia e as circunstâncias em que o gravaram.
Estreia-se a 26 de março, no site da SIC, SIC Notícias e Expresso, e em todas as plataformas de podcasts. Oiça e subscreva aqui.
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Esta semana, na estante, encontramos “Humano, Demasiado Humano”, um ensaio sobre inteligência artificial de Neil D. Lawrence; há também um relato, publicado originalmente nos anos 50 do século passado, sobre como o nazismo tomou conta da Alemanha: “Eles Pensavam que Eram Livres”, de Milton Mayer; folheamos a memória de um título já esgotado - Pudor e Dignidade - como forma de homenagem ao escritor norueguês Dag Solstad, falecido esta semana; e, em plenas comemorações do bicentenário camiliano, abrimos o monumental “Vivências de Camilo Castelo Branco a partir da sua correspondência”, um estudo de José Manuel de Oliveira.
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Na semana em que faleceu a mais curta legislatura de sempre, as incógnitas são tantas que o número de indecisos e de não respondentes à sondagem SIC-Expresso não espanta. Na Madeira, o suspense termina já este domingo e não vão faltar leituras a extrapolar para o todo nacional o que vier a acontecer na região autónoma. Sócrates, o sempiterno “animal feroz”, já sabe a data em que será julgado; sabe, mas não aceita.
Trump decidiu acabar com o ministério da educação nos Estados Unidos; qual congresso, qual carapuça: o presidente decidiu, está decidido. O mesmo Trump, que prometera acabar com a guerra na Ucrânia nas primeiras 24 horas do mandato, diz agora que a afirmação era “sarcástica”. Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro israelita, cujo futuro político precisa de uma guerra permanente, rasgou o acordo de cessar-fogo e voltou a atacar Gaza; de uma forma ainda mais sangrenta do que anteriormente. O mundo é um lugar muito mal frequentado.
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Na estante, esta semana, temos “Paz ou Guerra. A Rússia e o Ocidente: uma abordagem”, de Mikhail Shishkin, “Uma História Simples”, de Leonardo Sciascia, “Terapia para Cínicos”, de Jamil Zaki, e “Semper Dolens, história do suicídio no Ocidente”, de Ramón Andrés.
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O governo caiu. O regateio parlamentar tentado pela maioria foi inútil. Vêm aí eleições, precisamente um ano depois das últimas. A campanha eleitoral já começou. Os líderes das duas principais forças políticas foram mostrar-se à Bolsa de Turismo de Lisboa. Quisemos seguir-lhes o exemplo. Também foi lá que estivemos esta semana, no pavilhão do Centro de Portugal. Com Francisco Mendes da Silva no lugar de Pedro Mexia, temporariamente ausente.
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Esta semana, na estante, há uma “Carta Aberta aos animais”, de Frederico Lenoir; uma análise da crise económica alemã, por Wolfgang Münchau, intitulada “Kaput - O fim do milagre alemão”; “Uma história dos bombardeamentos”, de Sven Lindqvist; e o regresso do inspector Pepe Carvalho, a icónica personagem de Manuel Vásquez Montalbán, na reedição de “Assassinato no Comité Central”.
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Está a ser escrita a crónica de uma morte anunciada. Duas moções de censura depois, ambas chumbadas, o governo exige a confiança da oposição. Na terça-feira, se não houver um golpe de teatro de última hora, um ano e um dia, depois das últimas eleições para a Assembleia da República, chega ao fim a legislatura. O Presidente da República, lesto, já antevê eleições legislativas em Maio. Vem aí uma guerra de narrativas: a culpa é tua; não, não, é tua. Enquanto isso, o mundo tenta interpretar Trump, a Europa faz um pé-de-meia para armas e o presidente francês promete activar o escudo nuclear de que dispõe para defender os aliados europeus. Tempos interessantes - uma maldição, de acordo com a milenar sabedoria chinesa.
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A semana começou com notícias de que o governo está convencido da existência de uma cabala para desacreditar o primeiro-ministro. E acabou com uma notícia do Expresso que vai obrigar o executivo a horas extraordinárias durante o fim de semana. O que não é extraordinário é a situação política de Montenegro depois de se ter sabido que a empresa familiar que fundou recebe uma avença mensal da empresa que explora o casino de Espinho. Temos provas, aliás, de que o agora primeiro-ministro veste há muito - desde a infância - a camisola da Solverde. Mas isso fica só para quem puder ver o programa. Nesta emissão, há ainda um influenciador digital destravado, o inevitável boletim das presidenciais e a obscena (pior; pornográfica) Riviera de Trump em Gaza. (O programa foi gravado durante a tarde, ainda antes do sarrabulho na Casa Branca.)
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Na estante desta semana temos “Cultura – uma nova história do mundo”, de Martin Pushner; “Tóquio Express”, de Seichô Matsumoto; “Desconhecido na Morada - a carta no cinema”, de Clara Rowland; e Diálogos com Lídia Jorge, de Carlos Reis.
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Na estante desta semana, temos “Como Deuses entre os Homens – Uma história dos ricos no Ocidente”, de Guido Alfani; “Esperança”, a autobiografia do Papa Francisco, o primeiro Papa que publica a sua história de vida; “Fascismo e Populismo - Mussolini Hoje”, de Antonio Scurati; e “Quincas Borba”, de Machado de Assis.
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Há o dentro e o fora. As pequenas causas e as grandes cousas. Nestas últimas, enfrentamos o “blitzTrump”: um mês de presidência por decreto em que a Casa Branca até já publicou uma fotografia do Presidente com uma coroa de monarca. O mundo mudou e na Europa, por entre calafrios, não há dúvidas de que terá mudado para pior. Trump, ao mesmo tempo que chama ditador a Zelensky, combina visitar Moscovo para um abraço a Putin. Enquanto estas cousas se passam no mundo, o parlamento português debate a primeira moção de censura a Montenegro. Com ela, durante uns dias não se falou de malas roubadas nem de prostituição de menores por 20 euros. Ao mesmo tempo, Marques Mendes revela as suas causas presidenciais e Gouveia e Melo põe por escrito o seu programa de uma candidatura que é o segredo mais mal guardado da política portuguesa.
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Trump não quer continuar com palhinha mole. Voltem as de plástico, clamou ele, esta semana. Enquanto isso, está de olho nas terras raras da Ucrânia e ao telefone com Putin, para as partilhas. Elon Musk, com o X às cavalitas, vai-se dedicando à sua tarefa de demolição. Montenegro remodelou o governo pela primeira vez. Desilusão: só dançaram secretários de estado. Siga. Entre socialistas, Vitorino mantém-se mudo e quedo e Seguro começa a parecer uma inevitabilidade. Já agora, as percepções continuam na ordem do dia. E as percepções sobre as percepções. E as percepções sobre o que se percebe das percepções. E assim sucessivamente, como diria João César Monteiro.
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Na estante desta semana, há um ensaio sobre a nova inteligência: “Artificial – A nova inteligência e a fronteira do humano”, de Mariano Sigman e Santiago Bilinkis”; a reedição de uma tese de doutoramento em História Medieval: “A Concepção Nobiliárquica do Espaço Ibérico”, de Luís Krus; o livro de estreia de um grande inovador literário: “As Coisas”, de Georges Pérec; e há ainda, de um outro George, mas sem ‘s’, George Steiner, um pequeno ensaio sobre a leitura: “O Silêncio dos Livros”.
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Parece uma anedota: um gatuno, um bêbado e um pedófilo entram num partido. Parece uma anedota, mas não é. * Outra: um cidadão foi morto por um polícia porque teria ameaçado o agente com uma faca. Foi o que a PSP tornou público num comunicado. Problema: a PJ investigou e concluiu que o comunicado da polícia mentiu. Assim, é natural que se criem percepções de insegurança. * Mas há mais: o processo Tutti-Frutti produziu, finalmente, resultados. Sessenta acusados. Nenhum deles os mais mediáticos que estiveram na berlinda durante anos. * E o candidato presidencial do PS é… (rufar de tambores)
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Na estante desta semana, assinala-se a reedição simultânea de quatro romances de Clarice Lispector, entre os quais o emblemático “A Paixão segundo G.H.”; temos fotografias para ouvir no álbum “Vinil”, em que Luís Vasconcelos reúne retratos de músicos; reflecte-se sobre a história num livro póstumo de um historiador assassinado pelos nazis: Marc Bloch, em “Apologia da história ou o ofício do historiador”; e há também reflexões sobre a escrita da autoria do escritor colombiano Juan Gabriel Vásquez, em “A Tradução do Mundo”.
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Nos oitenta anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz, chega a poesia de um dos sobreviventes que melhor deu a conhecer o horror: Primo Levi. O livro chama-se “A Uma Hora Incerta”. Há também um monumental “Dicionário Crítico da Revolução Liberal Portuguesa”. Os ensaios de Pierre Alferi reunidos no volume “Breves Discursos”. E “Uma Leitura do Génesis”, de Marylinne Robinson.
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A Governo sofreu a primeira baixa. O deputado das malas meteu baixa. A popularidade do secretário-geral socialista dentro do seu próprio partido está mais baixa. A criminalidade em Lisboa, segundo a PSP, baixou, mas o presidente da Câmara não considera a insegurança mais baixa. Tudo isto enquanto Trump continua em alta. Que baixe sobre todos nós a calma necessária enquanto a maré não sobe.
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