Afleveringen

  • A enxaqueca atinge cerca de 15% da população em Portugal e no mundo. Apesar do enorme impacto pessoal, social e económico, esta condição neurológica continua a ser frequentemente desvalorizada e confundida com uma ‘dor de cabeça comum’.

    No último episódio desta série, a neurologista explica o que é a enxaqueca, por que existem cérebros mais predispostos para a doença e que tipos existem - com aura e sem aura, crónica ou episódica. Entre os principais gatilhos e sintomas associados, a especialista destaca que há tratamento e que é importante intervir precocemente.

    A dupla aborda ainda o que distingue as cefaleias primárias das secundárias, os sinais de alarme que exigem avaliação médica e alerta para a importância de não desvalorizar a enxaqueca nas crianças.

    A terminar a conversa, ficamos a conhecer dois tipos raros de dor de cabeça: a «cefaleia em salvas» - mais frequente nos homens -, e a «nevralgia do trigémeo», ambas descritas como duas das dores mais intensas que o ser humano pode ter.

    Para evitar dores de cabeça maiores quando a cabeça dói, não perca este [IN]Pertinente.

    REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS

    SACKS, Oliver, «Migraine» (Pan MacMillan, 2023)

    MACGREGOR, Anne «Compreender a Enxaqueca e Outras Cefaleias» (Porto Editora, 2006)

    «Gestão das Cefaleias em Portugal: Consenso das Sociedades Portuguesas de Cefaleias e Neurologia», Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e MiGRA»

    «What happens to your brain during a migraine?», Marianne Schwarz (TED Talk)

    «What causes headaches?», Dan Kwartler (TED Talk)

    «Migraine (What Can’t You See)», Rita Red Shoes

    BIOS

    Raquel Gil-Gouveia

    Diretora do serviço de Neurologia do Hospital da Luz Lisboa, professora na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa e investigadora clínica.

    Filipa Galrão

    Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.

  • Como é que podemos identificar uma imagem ou um vídeo criado por IA? Teremos ferramentas para controlar a (des)informação gerada artificialmente? Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os impactos da inteligência artificial na forma como nos relacionamos, e na sociedade que queremos construir.

    Pela primeira vez, as máquinas conseguem imitar capacidades humanas complexas, produzir conteúdos e comunicar de forma cada vez mais convincente. Mas o que significa esta transformação para a sociedade?

    No último episódio dedicado ao tema, Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os desafios da IA, dos fenómenos de desinformação e de «deepfakes» à ineficácia dos sistemas de deteção de conteúdos gerados artificialmente. A partir das limitações que a ciência ainda enfrenta, o especialista explora outras abordagens para lidar com as fragilidades da IA.

    Como combater os usos indevidos das máquinas? Que regulamentação existe atualmente? E como conciliar a necessidade de inovação e competitividade com a proteção das pessoas?

    A conversa aborda ainda a influência da IA na política e na administração pública, e na perda de transparência e confiança nas instituições. Mas, além dos desafios, há também oportunidades para o desenvolvimento, participação e bem-estar dos cidadãos.

    Por fim, a dupla reflete sobre a questão que se impõe: como podemos utilizar a inteligência artificial para construir uma sociedade mais livre, justa e informada?

    Entre riscos reais e questões em aberto, fica uma certeza: este é um episódio [IN]Pertinente a não perder.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    OpenAI «Detetor de texto gerado por IA desligado por baixa fiabilidade» (2023)

    «Democracy, and National Security» (California Law Review, 2019)

    CHESNEY, B. & CITRON, D. «Deep Fakes: A Looming Challenge for Privacy, Democracy, and National Security» (Boston University School of Law, 2019)

    Reuters Institute, «Portugal: confiança nas notícias em 54%» (Digital News Report 2025)

    EU AI Act — Artigo 50.º (marcação de conteúdo gerado por IA)

    KUNNERT, P. «Microsoft admits it 'cannot guarantee' data sovereignty» (The Register, 2025)

    IEA — «Energy and AI» (2025): procura de eletricidade dos data centers

    «Trabalho XXI» — IA e decisões algorítmicas no Código do Trabalho (2026)

    «Air Canada responsabilizada pela informação errada do seu chatbot» (CBC, 2024)

    BIOS

    Bernardo Caldas

    Especialista em inteligência artificial e cofundador da associação «Data Science for Social Good Portugal», uma associação que desenvolve projetos de ciência de dados e inteligência artificial com impacto social positivo.

    Hugo van der Ding

    Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  • Zijn er afleveringen die ontbreken?

    Klik hier om de feed te vernieuwen.

  • Sabia que somos o segundo país mais desconfiado da Europa? O que diz este dado sobre a nossa realidade política e social? Neste episódio, Pedro Magalhães e Luana do Bem exploram o que a (des)confiança social revela sobre o desenvolvimento, a justiça ou a economia em Portugal, e no mundo.

    De acordo com o Estudo Europeu de Valores, 8 em cada 10 portugueses desconfiam de pessoas que não conhecem - um valor ultrapassado apenas pela Albânia. No extremo oposto está a Escandinávia, onde mais de 70% dos inquiridos dizem confiar nos outros.

    O politólogo e a humorista analisam o que acontece quando a desconfiança se instala nas relações entre cidadãos, nas instituições e no espaço público. Será que a fonte é a desigualdade económica? Ou pesa mais a herança histórica de sociedades hierarquizadas e com o poder centralizado? E porque é que a burocracia e a desconfiança andam de mãos dadas?

    A partir da evidência de que os países mais desenvolvidos revelam uma maior confiança social, a dupla aborda ainda possíveis soluções para combater a desconfiança – da implementação de políticas universalistas à distribuição justa e imparcial de recursos.

    Desconfiamos que não vai perder este [IN]Pertinente.

    REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS

    AGHION, P., ALGAN, Y., CAHUC, P., & SHLEIFER, A., «Regulation and distrust» (The Quarterly Journal of Economics, (125(3), 1015-1049 2010)

    PUTNAM, R. D., NANETTI, R. Y., & LEONARDI, R. «Making Democracy Work: Civic Traditions in Modern Italy» (Princeton: Princeton University Press, 1994)

    PASSDA, «Portugal no European Social Survey: Atitudes Sociais nos Últimos 20 Anos» (2022)

    BIOS

    Pedro Magalhães

    Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.

    Luana do Bem

    Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  • O século XXI é o mais produtivo de sempre, mas alguns países são mais produtivos do que outros. Porquê? Como é que se mede a produtividade do nosso trabalho? E de que forma o que produzimos influencia o nosso salário?

    Neste episódio, o economista João Duarte explica porque é que ser produtivo não significa trabalhar mais horas e porque é que tudo começou com a Revolução Industrial – o PIB per capita mundial era quase plano até 1800 e disparou a partir daí.

    Ao longo da conversa, distinguem-se conceitos que são muitas vezes confundidos, tais como, «produtividade do trabalho», «PIB per capita» ou «produtividade total dos fatores», e analisa-se porque é que é difícil medir a produtividade de um médico, ou de um professor, entre outras profissões que não têm preço de mercado.

    A dupla explica ainda a «Regra dos 70» no crescimento económico e mostra como pequenas percentagens têm grande impacto: sabia que, se crescer 1% ao ano, o PIB per capita duplica em 70 anos? E se crescer 2% duplica em apenas 35 anos?

    Por fim, explora-se um dos grandes temas da economia atual: porque é que a produtividade disparou nos EUA e a Europa ficou para trás?

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    OCDE — GDP per hour worked (cross-checked com Wikipedia «List of countries by labour productivity», atualizado a partir dos dados OCDE 2023, USD PPP).

    OCDE — Average annual wages (cross-checked com Wikipedia «List of countries by average wage», dados 2024, USD PPP).

    OECD – «Measuring Productivity» (OECD Manual: Measurement of Aggregate and Industry-level Productivity Growth, OECD Publishing, Paris, 2001)

    BUIATTI, DUARTE, SÁENZ, «Europe Falling Behind: Structural Transformation & Labor Productivity» (Journal of International Economics, 2026)

    LEVINSON, «The Box: How the Shipping Container Made the World Smaller and the World Economy Bigger» (Princeton University Press, (2006)

    DAVID, P., «The Dynamo and the Computer: An Historical Perspective on the Modern Productivity Paradox», (American Economic Review 80(2), 1990)

    BOLT & VAN ZANDEN (2025), «Maddison-style estimates of the evolution of the world economy: A new 2023 update» (Journal of Economic Surveys)

    BIOS

    João Duarte

    Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.

    Manel Rosa

    Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
    Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.

  • Sabia que 45% dos casos de demência podem ser evitados? Será que viver mais anos implica perder capacidades cognitivas? A neurologista Raquel Gil-Gouveia e Filipa Galrão analisam os processos cerebrais – naturais e patológicos - à medida que a idade avança.

    Estima-se que, em 2050, cerca de 90 milhões de pessoas no mundo terão Alzheimer. Numa população cada vez mais envelhecida, o aumento de casos de demência parece inevitável. Mas qual é a fronteira entre o envelhecimento normal e as doenças neurodegenerativas?

    Nesta conversa, a neurologista explora os sinais de alerta dos processos patológicos do cérebro e explica o que distingue a demência das doenças neurodegenerativas.

    Entre fatores genéticos e a influência do estilo de vida, a especialista fala sobre a importância da alimentação, do exercício físico, do controlo cardiovascular e da estimulação cognitiva na redução do risco de demência.

    Além do impacto nos doentes, a dupla aborda também o peso emocional e físico sentido por cuidadores e familiares. São milhares os casos de exaustão e cerca de um terço desenvolve sintomas depressivos.

    Entre conselhos práticos, há ainda espaço para revelar os avanços científicos mais recentes e as novas terapêuticas que estão a transformar o tratamento do Alzheimer, a doença neurodegenerativa mais comum.

    Para saber como proteger a saúde cerebral não perca este episódio [IN]Pertinente.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    «Alzheimer – os avanços da ciência contra a doença do esquecimento» (Segredos do Cérebro, National Geographic, 2024)

    «Annual U.S. Dementia Cases projected to rise to 1 million by 2060» (Scientific American)

    «Dementia prevention, intervention, and care: 2024 report of the Lancet standing Commission» (The Lancet, 2024)

    «Controversial New Alzheimer’s Drugs Offer Hope—But at a High Cost» (Nature, 2025)

    «Still Alice», Filme sobre Alzheimer, de Richard Glatzer

    «Robin’s Wish», Documentário sobre Doença Corpos Lewy, de Tylor Norwood

    Associações de doentes:

    - https://alzheimerportugal.org/

    - https://parkinson.pt/

    BIOS

    Raquel Gil-Gouveia

    Diretora do serviço de Neurologia do Hospital da Luz Lisboa, professora na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa e investigadora clínica.

    Filipa Galrão

    Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.

  • Quais são as profissões mais ameaçadas pela inteligência artificial? E de que forma a IA pode transformar o ensino? Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os sinais da automação no mercado de trabalho e na educação das gerações futuras.

    Nos últimos três anos, as vagas para juniores em áreas mais expostas à IA caíram 30% a 40%, à medida que tarefas repetitivas, analíticas e administrativas são substituídas por algoritmos. Mas estarão apenas os empregos menos qualificados em risco?

    Neste episódio, o especialista em IA e o comunicador observam que também as profissões altamente especializadas estão ameaçadas – a começar, ironicamente, pelos engenheiros tecnológicos, mas atingindo, igualmente, advogados, consultores e médicos, sobretudo em especialidades de diagnóstico.

    Mas nem tudo são más notícias: numa época em que o desemprego se mantém em níveis historicamente baixos, a IA também pode ter impactos positivos na educação, ao democratizar o acesso à informação entre diferentes estratos sociais.

    A dupla discute ainda os desafios e oportunidades desta revolução — e porque é que o pensamento crítico, uma visão integrada do mundo e a «motivação intrínseca» serão competências decisivas no futuro.

    Para acompanhar a velocidade das transformações em curso, não perca este episódio do [IN]Pertinente.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    BASTANI et al., «Generative AI without guardrails can harm learning: Evidence from high school mathematics», (PNAS 122(26), 2025)

    BRYNJOLFSSON, CHANDAR & CHEN, «Canaries in the Coal Mine?» (Stanford Digital Economy Lab, 2025)

    DELL'ACQUA, MOLLICK et al., «Navigating the Jagged Technological Frontier» (Harvard/BCG, 2023)

    KESTIN et al., «AI tutoring outperforms in-class active learning: an RCT», (Scientific Reports, 2025)

    DE SIMONE et al., «From Chalkboards to Chatbots: Evaluating the Impact of Generative AI on Learning Outcomes in Nigeria», (World Bank WPS 11125, 2025)

    ACEMOGLU, Autor & JOHNSON, «The Direction of AI», (NBER WP 34854, 2026)

    GARICANO-RAYO, «AI and the Expertise Leverage Ratio», (CEPR DP 20634, 9/9, 2025)

    LEE et al. (Microsoft + CMU), «The Impact of Generative AI on Critical Thinking», (CHI 2025)

    CAPLAN, «The Case Against Education» (Princeton UP, 2018)

    BJORK & BJORK, «Making things hard on yourself, but in a good way», (Gernsbacher et al., Psychology and the Real World, 2011)

    RYAN & DECI, «Self-Determination Theory», (American Psychologist, 2000)

    RISKO & GILBERT, «Cognitive offloading», (Trends in Cognitive Sciences, 2016)

    MOLLICK & MOLLICK, «Assigning AI: Seven Approaches for Students, with Prompts», (SSRN 4475995, 2023)

    BIOS

    Bernardo Caldas

    Especialista em inteligência artificial e cofundador da associação «Data Science for Social Good Portugal», uma associação que desenvolve projetos de ciência de dados e inteligência artificial com impacto social positivo.

    Hugo van der Ding

    Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  • Será que os partidos, e as pessoas, estão cada vez mais polarizados? Neste episódio, Pedro Magalhães e Luana do Bem analisam a tão debatida «polarização» - das suas várias aceções aos fatores que a explicam e aos efeitos que tem na nossa vida.

    Nos anos 60, os partidos radicais, à esquerda e à direita, somavam na Europa, em média, pouco mais de 10%. Hoje, somam 30%.

    A «polarização» anda nas bocas do mundo e parece não haver dúvidas de que há cada vez mais distância entre pessoas, partidos e grupos. Mas o que diz a evidência científica sobre esta matéria?

    O politólogo Pedro Magalhães distingue cinco tipos de polarização - sim, cinco - da ideológica à partidária, da afetiva à entre elites. Mas, ao contrário do que se julga, nem todas têm aumentado.

    Entre estudos e estatísticas, surgem questões inesperadas: porque é que as redes sociais tendem, cada vez mais, a extremar opiniões? Que impacto tem a polarização nos encontros familiares? Que papel tem a música country na divisão política norte-americana?

    Para uma opinião informada, com contexto e despolarizada, não perca este [IN]Pertinente.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    MCCARTY, N. «Polarization: What everyone needs to know» (New York: Oxford University Press, 2019)

    COMELLAS, J. M., & TORCAL, M. «Ideological identity, issue-based ideology and bipolar affective polarization in multiparty systems: The cases of Argentina, Chile, Italy, Portugal and Spain» (Electoral Studies, 83, 102615, 2023).

    FERREIRA DA SILVA, F. «Polarização afetiva em Portugal» (In Lobo, M. C., & Espírito-Santo, A. (eds.), «O eleitorado português no século XXI» Tinta da China, 2025)

    BIOS

    Pedro Magalhães

    Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.

    Luana do Bem

    Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  • O acesso à água é um direito humano, proclamado pelas Nações Unidas desde 2010. No entanto, a água é também um bem económico, cuja propriedade e valor depende do uso que fazemos dela.

    Neste episódio, a economista Catarina Roseta-Palma e o humorista Manel Rosa exploram as diferenças entre a água como bem privado, bem comum e bem público puro. A propósito da gestão deste recurso, fala-se do que distingue o uso consumptivo do não consumptivo, e o que se entende por «tragédia dos comuns».

    A conversa navega também pelos setores principais do consumo da água, do doméstico ao agrícola e ao industrial – sabia que 70% da água captada, em Portugal e no mundo, é usada na agricultura?

    A dupla analisa ainda as características que conferem à água um valor particular, desde a definição do preço às características específicas deste mercado.

    Por fim, debatem-se questões atuais: que critérios devemos aplicar para otimizar a gestão da água? Devemos defender o interesse económico ou promover o equilíbrio dos ecossistemas?

    Um episódio [IN]Pertinente essencial, claro e transparente – como a água. A não perder.

    Referências úteis

    APA «Estado das massas de água superficiais e subterrâneas», (Portal do Estado de Ambiente, 2024)

    BOCCALETTI, G. «Água: uma biografia» (Ed. Desassossego, 2022)

    BRUNO, E. M., & JESSOE, K. «Using price elasticities of water demand to inform policy» (Annual Review of Resource Economics, 13(1), 427-441, 2021)

    EEA, «Ecological status of surface waters in Europe» (2025)

    ESTEBAN, E., & ALBIAC, J. «The problem of sustainable groundwater management: the case of La Mancha aquifers, Spain» (Hydrogeology journal, 20(5), 851-863, 2012)

    Bios

    Manel Rosa

    Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
    Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024

    Catarina Roseta Palma

    Professora associada de Economia no ISCTE-IUL, onde foi diretora da Sustentabilidade.
    Tem trabalhado na área do ambiente, incluindo a gestão de recursos hídricos, a energia e outros temas da sustentabilidade. Consultora para diversos organismos públicos e membro da Comissão para a Reforma da Fiscalidade Verde. Foi vice-presidente da «European Association of Environmental and Resource Economists». Tem mais de 2000 observações no «iNaturalist»

  • O cérebro está sempre ligado – mesmo quando dormimos, continua ativo e a regular o organismo. No episódio de estreia da neurologista Raquel Gil-Gouveia, a especialista explora as principais funções do cérebro – da memória ao movimento e ao processamento das emoções.

    Sabia que nascemos com cerca de 86 mil milhões de neurónios e morremos com um número idêntico? Perceber estas células singulares passa por conhecer a sua estrutura e a forma como comunicam através de complexas redes de sinais elétricos e químicos.

    Nesta viagem pelo cérebro, Raquel Gil-Gouveia explica também como se formam as memórias e o que distingue as de curto e de longo prazo. Sem esquecer o que é a «memória de trabalho» e porque é que a atenção é importante.

    Ao longo da conversa, analisam-se ainda os fatores que influenciam o bom (e o mau) funcionamento do cérebro e as mudanças que ocorrem ao longo da vida.

    Para pensar, aprender e lembrar – e entender como tudo isto funciona – não perca este episódio [IN]Pertinente.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    EAGLEMAN, David, «O Cérebro – à descoberta de quem somos» (Lua de Papel, 2017)

    Série documental «The Brain with David Eagleman» (BBC, 2016)

    «David Eagleman: O cérebro moldável» (Entrevista FFMS, 2021)

    PARSHALL, Allison, «Brains Remember Stories Differently Based on How They Were Told» (Mind&Brain, Scientific American, 2025)

    HOPKIN, Karen & DELVISCIO, Jeffrey «Trying to Train Your Brain Faster? Knowing This Might Help with That» (Scientific American, 2023)

    Coleção «Segredos do Cérebro» (National Geographic): «A Química do Cérebro»; «A Ciência da Aprendizagem»; «A Idade do Cérebro»

    Filme «Divertida Mente» de Kelsey Mann (Pixar, 2015)

    Documentário «Resumindo: A Mente» (Netflix, 2019)

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    Raquel Gil-Gouveia

    Diretora do serviço de Neurologia do Hospital da Luz Lisboa, professora na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa e investigadora clínica.

    Filipa Galrão

    Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.

  • Até que ponto a inteligência artificial se assemelha à inteligência humana? Será que a IA tem uma verdadeira compreensão do mundo ou tem o mundo ‘decorado’, a partir de milhões de dados?

    Neste episódio, Bernardo Caldas e Hugo van der Ding mergulham no universo da IA para explorar a evolução do machine learning – um processo longo que, nos anos 90, deu o grande salto quando se começou a ensinar a máquina a aprender, em vez de lhe dar apenas informação. A dupla analisa também a revolução da IA Generativa, com modelos capazes de realizar múltiplas tarefas, desde produzir textos a criar imagens ou vídeos.

    Entre o processo de treinar máquinas inteligentes e os mecanismos de resposta que ainda nos escapam, ficamos a conhecer as «três camadas» dos modelos atuais: aprender a completar texto, responder a perguntas e selecionar as melhores respostas.

    Mas permanecem dúvidas fundamentais: será que a IA tem capacidade de abstração e compreende verdadeiramente o mundo físico? Que passos devem ser dados para ensinar a máquina a prever melhor e a ter mais sentido crítico?

    Um episódio [IN]Pertinente para perceber como funcionam os modelos que estão a transformar a sociedade e que evidências científicas sustentam esta revolução.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    Stanford HAI, «AI Index Report 2025»

    KALAI, Nachum, VEMPALA & ZHANG, «Why Language Models Hallucinate» (OpenAI, 2025)

    Yann LeCun – entrevista MIT Technology Review (janeiro 2026)

    LeCun , «A Path Towards Autonomous Machine Intelligence» (2022)

    Anthropic, «Introducing Claude Opus 4.5» (novembro 2025)

    OpenAI, «Introducing GPT-5.2» (dezembro 2025)

    BIOS

    Bernardo Caldas

    Especialista em inteligência artificial e cofundador da associação «Data Science for Social Good Portugal», uma associação que desenvolve projetos de ciência de dados e inteligência artificial com impacto social positivo.

    Hugo van der Ding

    Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  • Será o voto um reflexo de quem somos? Que influência têm o género, a idade ou a instrução na hora de ir às urnas? Neste episódio, o politólogo Pedro Magalhães e a humorista Luana do Bem exploram o que determina «quem vota em quem» em Portugal.

    Se é verdade que as decisões de cada um são individuais, também é certo que há padrões de comportamento que nos unem – e o voto não é exceção. Desde 2002, o Estudo Eleitoral Português mapeia o comportamento eleitoral dos portugueses e há tendências que se mantêm desde então. Mas os perfis eleitorais dos portugueses estão a mudar.

    Se antes homens e mulheres votavam de forma semelhante, hoje, elas tendem a preferir partidos de esquerda. Já os mais jovens são cada vez mais atraídos pelos novos partidos. Porque é que isto acontece?

    Há ainda tempo para falar sobre polarização política e a influência do nível de escolaridade e da geografia nas opiniões dos cidadãos sobre temas como migrações, mercado livre e direitos das minorias.

    Entre dados, perceções e algumas surpresas, saiba como vota o país neste episódio [IN]Pertinente.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    CANCELA, João e MAGALHÃES, Pedro, «As bases sociais do novo sistema partidário português, 2022-2025» (2025)

    MENDES, Mariana S., «Late, but swift: the restructuring of Portugal’s political space in the May 2025 general election. South European Society and Politics» (1-26, 2025)

    HEYNE, Lea, MANUCCI, Luca & COSTA LOBO, Marina, «The young, the radical and the dissatisfied: the transformation of the Portuguese right-wing electorate in the 21st century» (South European Society and Politics, 1-22, (2026)

    BIOS

    Pedro Magalhães

    Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.

    Luana do Bem

    Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  • Por que devemos investir em medidas de adaptação às alterações climáticas? Quais são os custos de não o fazer? Catarina Roseta-Palma e Manel Rosa explicam como reduzir os danos da crise climática e como as soluções de base natural nos podem ajudar.

    As alterações climáticas estão aí, e temos de aprender a lidar com os impactos económicos, sociais e ecológicos que serão cada vez mais intensos e frequentes.

    Da noção de «resiliência climática» às principais medidas de adaptação, a economista explica como podemos evitar os custos da inação, sem esquecer que a adaptação também obriga a investir e tem de ser financiada.

    Ao longo da conversa, a dupla aborda o que tem sido feito em Portugal e na Europa para minimizar os riscos climáticos, e explora os desafios globais de angariar financiamento de adaptação para países em vias de desenvolvimento.

    Por fim, ficamos a saber porque é que as soluções baseadas na natureza podem trazer grandes benefícios para o bem-estar humano, para a biodiversidade e, até, para a economia. Sabia que o castor, o bisonte ou o morcego podem ser ótimos aliados para enfrentar as alterações climáticas?

    Não perca a resposta a esta e outras questões neste episódio do [IN]Pertinente.

    REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS

    EEA «Assessing the costs and benefits of climate change adaptation» (Briefing 23/2022)

    EEA «Overheated and underprepared: Europeans′ experiences of living with climate change» (2026)

    Geneva Association, «Safeguarding Home Insurance: Reducing exposure and vulnerability to extreme weather» (2025)

    IPCC, 2022, «Summary for Policymakers»

    Projeto «Regeneration»

    BIOS

    Catarina Roseta Palma

    Professora associada de Economia no ISCTE-IUL, onde foi diretora da Sustentabilidade. Tem trabalhado na área do ambiente, incluindo a gestão de recursos hídricos, a energia e outros temas da sustentabilidade.

    Manel Rosa

    Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
    Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio.

  • Sabia que o intestino é a base do equilíbrio hormonal da mulher? No quarto e último episódio dedicado à saúde feminina, Ricardo Rangel e Filipa Galrão explicam como a microbiota influencia o equilíbrio hormonal ao longo do ciclo, e nas diferentes fases da vida.

    O endocrinologista e a comunicadora exploram a ligação entre intestino, sistema imunitário e regulação metabólica, mostrando como o equilíbrio entre estrogénios e progesterona depende da função intestinal. O especialista esclarece o que é a «disbiose» – o desequilíbrio entre bactérias «boas» e «más» – e como esta desregulação tem impacto no nosso organismo.

    Ficamos também a saber porque é que o excesso de estrogénio, quando não é devidamente expelido, pode causar patologias como a endometriose, quistos mamários ou a síndrome de ovário poliquístico (SOP).

    Pelo caminho, descobrimos como a alimentação e os nutrientes são determinantes para a saúde intestinal, e o que pode provocar sintomas como o inchaço abdominal ou alterações digestivas em diferentes fases hormonais.

    A dupla partilha ainda pistas práticas para avaliar a saúde intestinal, como o aspeto da língua, e revela por que razão este órgão é muitas vezes chamado de «segundo cérebro».

    Para saber porque é que «tudo começa e acaba no intestino» não perca este episódio [IN]Pertinente.

    REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS

    ATTIA, Peter, «Outlive – A Ciência e a Arte da longevidade» (Marcador Editora, 2023)

    BUETTNER, Dan, «A Solução das Zonas Azuis - comer e viver como as pessoas mais saudáveis do mundo» (Vogais, 2016)

    ENDERS, Giulia, «A Vida Secreta dos Intestinos» (Lua de Papel, 2018)

    FOLCH, Montse, «A Enzima Mediterrânica» (Self PT, 2015)

    MATVEIKOVA, Irina, «O Intestino Feliz» (A Esfera dos Livros, 2015)

    Entrevista: «Dan Buettner: Zonas Azuis não é assim tão simples» (FFMS, 2023)

    BIOS

    Ricardo Rangel

    Médico, licenciado pela Universidade do Porto, especialista em Endocrinologia e Nutrição. Com foco na saúde da mulher, integra nutrição, estilo de vida para restaurar a função endócrina e metabólica: «do intestino às hormonas».

    Filipa Galrão

    Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.

  • Sabia que, em Portugal, a pena de prisão não serve para castigar? Neste episódio, o jurista Marco Ribeiro Henriques e Hugo van der Ding refletem sobre a relação entre a prisão e os direitos humanos – da evolução histórica das cadeias, aos desafios de garantir direitos fundamentais a pessoas privadas da liberdade.

    Ao longo do episódio, destaca-se o papel da justiça enquanto garante dos Direitos Humanos – mas será ela verdadeiramente igual para todos, ricos e pobres? E que desafios enfrenta o direito penal para garantir julgamentos justos e equitativos?

    A dupla explora também o que são as prisões, como evoluíram e qual é hoje o seu principal objetivo: não se pretende castigar quem é detido, mas antes promover uma efetiva reinserção social. Pelo caminho, sistematizam-se os motivos pelos quais as pessoas são presas – desde defender a segurança do próprio à realização da justiça.

    Por fim, analisam-se modelos inovadores da execução da pena prisional, aplicados noutros países, como é o caso das «casas de transição» e de outras soluções criadas para apoiar a adaptação gradual à liberdade e à salutar integração na comunidade.

    Para combater preconceitos e desfazer mitos, não perca este episódio do [IN]Pertinente.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    BECCARIA, Cesare, «Dos Delitos e das Penas» (Fundação Calouste Gulbenkian, 2023)

    FOUCAULT, Michel «Vigiar e Punir» (Edições 70, 2018)

    Relatórios do CPT

    «Sur le Chemin de la Prison» (Documentário)

    «Prison Valley» (Documentário)

    Linha da Frente (RTP): «Quantos anos cabem numa cela» (fev 2026)

    BIOS

    Marco Ribeiro Henriques

    Jurista, especialista externo da Comissão Europeia, com foco na avaliação de programas, análise de impacto e revisão de políticas públicas nos domínios da justiça, inovação social e direitos fundamentais. Professor universitário em Direito da Inclusão Social e Direitos Humanos.

    Hugo van der Ding

    Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  • Será que as sondagens têm, de facto, impacto nas decisões dos eleitores e dos políticos? Porque é que muitos de nós nunca participaram numa? E como é que uma pequena amostra da população pode representar a opinião de milhões de pessoas? Pedro Magalhães e Luana do Bem exploram o universo das sondagens: para que servem, como funcionam e se são benéficas para a democracia.

    Neste episódio, o politólogo explica como a matemática e a estatística permitem, a partir de uma «pequena parte», fazer inferências sobre o todo. E porque é que tudo se complica quando estão em jogo as intenções e os comportamentos de seres humanos.

    Do fenómeno da «não-resposta» dos inquiridos à formulação das perguntas, há muitas formas de enviesar uma sondagem. Mas será que as sondagens também nos influenciam a nós?

    Entre números, perceções e debates públicos, a dupla discute ainda o papel da comunicação social e dos jornalistas na forma como os resultados de sondagens são transmitidos aos cidadãos.

    Para saber como é que também há prognósticos fiáveis no início do jogo, não perca este [IN]Pertinente.

    REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS

    MAGALHÃES, P. «Sondagens, eleições e opinião pública» (Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2016)

    ASHER, H. «Polling and the public: What every citizen should know» (Thousand Oaks: CQ Press)

    EARL, Samuel «The problems with Polls» (The New Yorker Review, 2024)

    BIOS

    Pedro Magalhães

    Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.

    Luana do Bem

    Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  • Qual é o impacto económico das alterações climáticas? E que medidas podem reduzir os seus danos? A economista Catarina Roseta-Palma e o humorista Manel Rosa exploram os custos e vantagens da mitigação e da adaptação – as duas principais dimensões da ação climática.

    A evidência científica mostra que o impacto das alterações climáticas na economia é negativo e tenderá a agravar-se ao longo do século. As estimativas apontam para perdas entre 2% a 3% do PIB mundial, em 2100. No entanto, estudos mais pessimistas admitem quedas que podem atingir 30% a 40% do PIB, à escala global.

    A partir do comboio de tempestades que devastou o país no início de 2026, a dupla reflete sobre os efeitos das alterações climáticas e explica porque é que Portugal é dos países mais interessados em defender políticas climáticas.

    Destacando o que distingue mitigação e adaptação – as duas grandes medidas de ação climática – levanta-se a dúvida: devemos dar prioridade à primeira – que visa reduzir emissões a nível global – ou à segunda – que investe em soluções para evitar danos locais? E de que forma as análises de custo-benefício e de custo-eficácia podem ajudar a decidir?

    Pelo caminho, destacam-se ainda exemplos concretos de mitigação, como a economia circular e a alimentação, e o papel que podem desempenhar numa estratégia sustentável.

    Porque agir localmente e pensar globalmente é um desafio coletivo, não perca este episódio [IN]Pertinente.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    ANTUNES, A., ADÃO, B. e LOURENÇO. N, «Cenários climáticos para a economia portuguesa», Tema em destaque, Boletim Económico (2024)

    BOCKEN, N. et al, «Product design and business model strategies for a circular economy». Journal of Industrial and Production Engineering. 33:5, 308-320 (2016)

    FAO, «Greenhouse gas emissions from agrifood systems» (2024)

    NEWMAN R., NOY I. «The global costs of extreme weather that are attributable to climate change» Nat Commun. Sep 29;14(1):6103. doi: 10.1038/s41467-023-41888-1. PMID: 37775690; PMCID: PMC10541421. (2023)

    SENEVIRATNE, S. et al, «Weather and Climate Extreme Events in a Changing Climate». Cambridge University Press, Cambridge, United Kingdom and New York

    TOL, R. «A meta-analysis of the total economic impact of climate change.» Energy Policy 185, 113922. (2024)

    UNEP Off Target: «Emissions Gap report» (2025)

    WILLETT, W., et al. «Food in the Anthropocene: The EAT–Lancet Commission on healthy diets from sustainable food systems.» The Lancet, 393(10170), 447-492. doi: 10.1016/S0140-6736(18)31788-4. PMID: 30660336. (2019).

    «Drawdown Project»

    BIOS

    Catarina Roseta Palma

    Professora associada de Economia no ISCTE-IUL, onde foi diretora da Sustentabilidade. Tem trabalhado na área do ambiente, incluindo a gestão de recursos hídricos, a energia e outros temas da sustentabilidade.

    Manel Rosa

    Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
    Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio.

  • Sabia que as mulheres devem preparar o seu corpo para a menopausa? E que esta preparação deve começar por volta dos 35 anos? O endocrinologista Ricardo Rangel e Filipa Galrão desmistificam o fim do ciclo fértil.

    Mais do que um conjunto de sinais – dos «calores» às alterações da líbido e do peso –, a menopausa é uma transição fisiológica marcada por profundas mudanças hormonais, na qual a genética e o estilo de vida desempenham um papel significativo na manifestação dos sintomas.

    Nesta conversa, Filipa Galrão e Ricardo Rangel analisam o que acontece ao corpo da mulher com a descida dos níveis de estrogénio e da progesterona e explicam porque é que o desaparecimento deste suporte hormonal – com efeito regulador e anti-inflamatório – pode provocar sintomas mais intensos em alguns organismos.

    Destacando os fatores que podem acelerar ou retardar o início desta fase, a dupla explora ainda as diferenças entre perimenopausa, menopausa e menopausa precoce, o impacto desta transição na saúde feminina e os benefícios e riscos da Terapia Hormonal de Substituição.

    Para descomplicar a menopausa e saber como as mulheres se devem preparar para esta etapa inevitável, assista a este episódio [IN]Pertinente.

    REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS

    HAVER, Mary Claire «A nova menopausa: Viva a fase da mudança hormonal com informação e autonomia» (Intrínseca, 2025)

    VICENTE, Lisa «A Revolução da Menopausa – os sintomas, as mudanças e as soluções» (Planeta, 2025)

    MOSCONI, Lisa «Menopausa – o seu cérebro em mudança» (Ideias de Ler, 2025)

    Podcast: «The Dr Louise Newson Podcast»

    BIOS

    Ricardo Rangel

    Médico, licenciado pela Universidade do Porto, especialista em Endocrinologia e Nutrição. Com foco na saúde da mulher, integra nutrição, estilo de vida para restaurar a função endócrina e metabólica: «do intestino às hormonas».

    Filipa Galrão

    Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.

  • Estaremos a assistir a um retrocesso dos direitos humanos, à escala nacional e global? Se por um lado nunca houve tantos tratados assinados e garantias reconhecidas, por outro, nunca houve tantas pessoas excluídas do acesso real a estes direitos.

    Neste episódio, o jurista Marco Ribeiro Henriques e o comunicador Hugo van der Ding conversam sobre a problemática atual, que não passa pela ausência de direitos, mas pela incapacidade de os concretizar.

    Refletindo sobre a tendência global de limitar os direitos fundamentais, o especialista e o comunicador exploram o impacto das redes sociais na desinformação e na ameaça aos direitos humanos.

    Apontando casos portugueses em que os direitos fundamentais estão comprometidos, a conversa destaca ainda o papel da política, da economia e da participação cívica na defesa dos valores universais que garantem a dignidade humana.

    Porque opiniões informadas e críticas também constroem direitos humanos, este é um episódio [IN]Pertinente que não pode perder.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS

    HUNT, Lynn «A Invenção dos Direitos Humanos»

    MOYN, Samuel «The Last Utopia»

    FREEMAN, Michael «Human Rights»

    Canal Youtube de Yuval Noah Harari

    TED Talk de Mary Robinson «Why climate change is a threat to human rights»

    Relatórios doComité Europeu para a Prevenção da Tortura

    BIOS

    Marco Ribeiro Henriques

    Jurista, especialista externo da Comissão Europeia, com foco na avaliação de programas, análise de impacto e revisão de políticas públicas nos domínios da justiça, inovação social e direitos fundamentais. Professor universitário em Direito da Inclusão Social e Direitos Humanos.

    Hugo van der Ding

    Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.

  • Para que serve, afinal, a Constituição de um país? O politólogo Pedro Magalhães e a humorista Luana do Bem mergulham na lei fundamental dos Estados e conversam sobre a diversidade de práticas constitucionais, de Portugal à Índia.

    A Constituição portuguesa celebra 50 anos. Mas sabia que, antes da democracia, o país já tinha conhecido cinco textos constitucionais? Neste episódio, exploram-se as regras e os direitos que encontramos habitualmente numa Constituição, bem como os seus propósitos e limites.

    Longe de ser um mero exercício técnico, a Constituição reflete um consenso sobre o modo de organização e os valores de uma sociedade. É por isso que na Assembleia Constituinte de 1975 encontramos deputados que são juristas, mas também operários e poetas.

    Num momento em que se volta a falar em revisão constitucional, mais de 20 anos depois da última, Pedro Magalhães e Luana do Bem refletem sobre as vantagens e desvantagens de ter uma lei fundamental permeável à mudança.

    Pelo caminho, ficamos a saber quais são os poderes do Tribunal Constitucional, como são escolhidos os seus juízes e as várias razões pelas quais uma lei pode ser inconstitucional.

    Porque a Constituição é o que dita as regras do jogo democrático, e não um mero texto formal, este é um episódio [IN]Pertinente que não pode perder.

    LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS:

    Constituição da República Portuguesa

    Elkins, Z., Ginsburg, T., & Melton, J. «The endurance of national constitutions» (Cambridge University, 2009)

    Tavares, J. A., Maduro, M.P., Garoupa, N. e Magalhães, P. S. (orgs.) «A Constituição Revista» (FFMS)

    Podcast «Constituições: o último reduto das democracias?» (Programa «Da capa à contracapa», FFMS)

    BIOS

    Pedro Magalhães

    Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.

    Luana do Bem

    Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

  • Para que servem as políticas económicas ambientais? Quais os seus custos e benefícios? A economista Catarina Roseta-Palma e o humorista Manel Rosa exploram as ferramentas de que dispomos para reduzir o impacto da ação humana sobre o planeta.

    Todos nos preocupamos com as alterações climáticas, mas até que ponto estamos dispostos a pagar impostos ambientais? Será que temos noção do valor carbónico incorporado em tudo o que consumimos?

    Neste episódio, a dupla de Economia navega pelos principais instrumentos das políticas ambientais da atualidade – da regulamentação aos incentivos económicos.

    Sabe o que é a neutralidade carbónica? E qual a diferença entre reduzir emissões e remover gases com efeito de estufa?

    Ao longo da conversa, descubra ainda quais os subsídios com impacto ambiental positivo, como funciona o mercado das licenças transacionáveis e porque é que devemos taxar o carbono que consumimos. No fim, acompanhe a reflexão sobre um dos grandes desafios económicos da política climática: a fuga do carbono para países menos regulamentados.

    Para ficar a par da importância das políticas climáticas, não perca este episódio [IN]Pertinente.

    REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS

    Sutton e Saha, «Os riscos e as oportunidades da agenda da UE para o comércio verde» (FFMS, 2025)

    Gouveia e Carvalho, «Climate policy is not fiscal policy: understanding attitudes towards climate action» (WP202513, Banco de Portugal 2025)

    Orçamento Fundo Ambiental para 2025 https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho/5401-2025-917582164

    Stechemesser et al. «Climate policies that achieved major emission reductions: Global evidence from two decades» (Science 385, 884-892, 2024)

    van den Bergh and Botzen, «Assessing Criticisms of Carbon Pricing», International Review of Environmental and Resource Economics: Vol. 18: No. 3, pp 315-384. (2024)

    Programa «Incentiva + TP»

    Agência Portuguesa do Ambiente

    European Commission

    World Bank

    BIOS

    Catarina Roseta Palma

    Professora associada de Economia no ISCTE-IUL, onde foi diretora da Sustentabilidade. Tem trabalhado na área do ambiente, incluindo a gestão de recursos hídricos, a energia e outros temas da sustentabilidade.

    Manel Rosa

    Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
    Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio.