Afleveringen
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Entrevistado: José Henrique Mariante, correspondente da Folha na Europa. Redes elétricas sobrecarregadas, asfalto derretido e transportes paralisados estão entre as consequências das ondas de calor que atingem a Europa desde meados de junho. Apenas na França e na Bélgica, mais de 3.000 mortes além do que se esperava foram registradas por consequência das temperaturas extremas. A sociedade civil aumentou a pressão sobre governos para que as adaptações à crise climática sejam aceleradas. Um estudo do Imperial College de Londres indicou que essa onda é a mais severa de todos os tempos —e mostrou que um evento assim seria impossível há 50 anos. Cientistas dizem que não é possível atribuir a situação apenas ao El Niño. Entre os temas que ocupam debates na Europa sobre soluções está a instalação de ar-condicionado, principalmente em lugares como hospitais, escolas e lares de idosos —no continente, apenas 20% dos imóveis são climatizados para o calor extremo. O impacto ambiental da medida divide a política. O episódio fala da onda de calor na Europa e das causas e consequências dela. De Berlim, o correspondente da Folha José Henrique Mariante conta quais têm sido os efeitos das altíssimas temperaturas no dia a dia e discute o preparo e a resposta de cidades e países para lidar com extremos climáticos. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistadas: Luciana Petersen, jornalista e pastora; e Anna Virginia Balloussier, repórter da Folha. Num país em que as evangélicas somam mais de 26 milhões de pessoas, segundo o IBGE, nenhuma campanha majoritária pode ignorá-las. Mesmo antes do início oficial da corrida eleitoral, políticos e políticas disputam o protagonismo na conversa com essa fatia decisiva do eleitorado brasileiro. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), vista como um ativo do bolsonarismo na busca pelo voto feminino e evangélico, fez um aceno direto a essas eleitoras na semana passada. No vídeo em que critica o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ela falou às mulheres, unindo religião e ideologia conservadora. A reação dentro do mesmo campo político expôs tensões: o influenciador Paulo Figueiredo afirmou que mulheres "votam muito mal", levando Flávio Bolsonaro a repudiar a fala do aliado dias depois. No Café da Manhã desta sexta-feira (3), a jornalista, pastora e diretora do Novas Narrativas Evangélicas conta o que as mulheres representam hoje para as igrejas evangélicas e quais pautas aproximam ou afastam esse grupo diverso. E a repórter da Folha explica como as evangélicas estão sendo disputadas na eleição e como os discursos políticos são calibrados para alcançá-las. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Zijn er afleveringen die ontbreken?
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Entrevistados: Isabella Menon e Victor Lacombe, repórteres da Folha. Acesse as reportagens da série “EUA, 250 anos", pelo tema: Independência Guerra civil Grande depressão Direitos civis Guerra Fria Guerra ao terror Era Trump (será publicada em 3.jul) Os Estados Unidos se preparam para as celebrações dos 250 anos de independência, neste sábado (4), com a certeza de que elas vão celebrar também Donald Trump. O presidente, que fez do culto à personalidade a marca do segundo mandato, deixou claro que esse deve ser o tom dos eventos. Além de dominar o presente, Trump tem liderado um revisionismo do passado dos EUA, que coloca em disputa momentos-chave da história do país, como a própria independência celebrada agora e a guerra ao terror pós-11 de Setembro. Esse contexto é analisado na série de reportagens da Folha “EUA, 250 anos”. No Café da Manhã desta quinta-feira (2), os repórteres da Folha Isabella Menon e Victor Lacombe, autores da série, contam como os EUA vão celebrar os 250 anos e como o governo Trump manipula o evento e a história. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Marta Mendes, cientista política e professora da Universidade Federal de Juiz de Fora. O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), ambos pré-candidatos à Presidência, estiveram em Minas Gerais em junho; as agendas evidenciaram a dificuldade que os dois têm tido para confirmar o palanque no estado —além de ser o segundo maior colégio eleitoral do país, historicamente o mais votado ali ganha também a eleição nacional. Depois da desistência de Rodrigo Pacheco (PSB), Lula indica preferir uma candidatura do PT, mas a mais cotada para isso, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, quer se lançar ao Senado, vem criticando a ideia do presidente e defende se aliar a um partido como MDB ou PSB. Flávio Bolsonaro enfrenta a dubiedade do senador Cleitinho (Republicanos) sobre a possibilidade de concorrer. A 20 dias do começo das convenções partidárias, o quadro em Minas pode ser considerado uma exceção: levantamento da Folha mostrou que, para o PT, todos os outros estados e o DF têm palanques encaminhados; para o PL, há incertezas em locais no Sudeste, no Nordeste e no Norte. O Café da Manhã desta quarta-feira (1º) discute o peso de Minas Gerais na eleição presidencial e analisa o porquê da indefinição, à esquerda e à direita, no estado. O podcast ouve a cientista política Marta Mendes, professora da UFJF e coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Política Local. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Mayara Paixão, enviada da Folha à Venezuela. Um tremor de magnitude 4,6 atingiu Caracas nesta segunda-feira (29), enquanto equipes de resgate continuam as buscas nas áreas afetadas pelos terremotos da semana passada. O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse que nenhum dano foi relatado por consequência do novo sismo. O número de mortes já chega a 1.719, segundo balanço divulgado na tarde desta segunda. Cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas, e as buscas têm se concentrado em La Guaira, estado mais afetado. Na região, as famílias dos desaparecidos assumiram a linha de frente dos trabalhos de resgate. A Venezuela recebeu suprimentos e profissionais de resgate de 24 países. A líder interina Delcy Rodríguez é acusada por críticos de politizar a tragédia, e apoiadores do regime também acusam opositores de explorar a situação. Aliados da líder da oposição, María Corina Machado, afirmam que ela estaria tentando voltar para a Venezuela. O Café da Manhã desta terça-feira (30) conta a situação na Venezuela depois dos terremotos que atingiram o país. A repórter Mayara Paixão, enviada especial da Folha, relata o que encontrou, explica como têm sido os trabalhos de resgate e analisa como a crise política e social agrava a tragédia. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistados: Carolina Terra, professora da ECA/USP; e Mauricio Stycer, colunista da Folha. O governo Lula (PT) deve determinar que propagandas de apostas tenham um anúncio de prejuízo. O anúncio foi feito na sexta-feira (26), mesmo dia em que a CazéTV divulgou ter mudado o protocolo de ativações comerciais na Copa do Mundo. As partidas transmitidas no canal esportivo online do youtuber Casimiro Miguel não têm mais comentaristas indicando apostas durante os jogos. Em nota, a CazéTV justificou a decisão de adotar uma postura “mais conservadora” pelo amadurecimento do mercado de apostas no Brasil e reforçou que sempre seguiu a lei e as boas práticas do setor. A presença das casas de apostas é uma constante em transmissões esportivas mesmo antes da Copa e também se dá na TV tradicional. O volume e o formato de anúncios neste campeonato, porém, chamou a atenção e gerou pressão de espectadores e autoridades. O Ministério da Justiça abriu uma investigação para avaliar se houve publicidade abusiva. O Café da Manhã desta segunda-feira (29) discute como essa se tornou a Copa das bets e o que pode mudar na publicidade depois de pressões. O crítico de TV e colunista da Folha Mauricio Stycer conta o que tem visto nas transmissões, e a professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo Carolina Terra trata do ambiente que as bets encontram hoje no Brasil para divulgar as apostas e analisa os impactos de ter figuras com quem o público se identifica sugerindo que se jogue. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Ana Luiza Albuquerque, repórter da Folha. Uma sequência de vídeos e postagens nas redes sociais expôs desavenças da família Bolsonaro, voltando a colocar em situação delicada a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou dois vídeos na noite de quarta-feira (24), dizendo ter sido desrespeitada e maltratada pelo enteado —e que por isso tinha se recolhido. Flávio primeiro respondeu que aquele era "dia de jogo" do Brasil e que "nada nem ninguém” o aborreceria; horas mais tarde, pediu desculpas à madrasta. Michelle então postou um texto em que pede que todos "fiquem em paz" e falando que “não há briga”. Aliados da ex-primeira-dama dizem que ela decidiu gravar as críticas como desabafo após receber ataques. A pré-campanha de Flávio quer tentar abafar o caso e mudar de assunto —em um momento ruim nas pesquisas, com pontos em aberto sobre a relação do senador com o caso Master. O Café da Manhã desta sexta-feira (26) fala dos novos atritos na família Bolsonaro e discute o impacto do conflito público na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. O podcast ouve a repórter da Folha. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistado: Sérgio Guedes-Reis, pesquisador da Universidade da Califórnia San Diego. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou o pagamento de penduricalhos e as regulamentações posteriores a ela têm permitido brechas para a manutenção de benefícios. Organizações que fiscalizam o Judiciário e o funcionalismo falam no risco de regras de folgas serem cada vez mais usadas com esse fim. A Folha mostrou que uma flexibilização promovida no ano passado pelo Conselho da Justiça Federal (CJF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) permite que juízes e procuradores dividam os 60 dias de férias por ano em até 12 períodos de 5 dias. Com as emendas com fins de semana, as categorias podem ficar 178 dias sem trabalhar no ano. CJF e PGR não comentaram. Outros órgãos têm criado gratificações. Enquanto isso, o presidente do STF, Edson Fachin, tenta avançar com discussões e articular medidas com os outros Poderes. Legislativo e governo Lula debatem projetos para limitar penduricalhos e supersalários. O Café da Manhã desta quinta (25) atualiza o debate sobre penduricalhos no Brasil, em uma entrevista com Sérgio Guedes-Reis. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Carolina Mandl, editora de Economia da Folha. A Operação Miragem, da Polícia Federal, cumpriu mandados contra diretores do banco Digimais nesta terça-feira (23). A instituição é controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da RecordTV. As investigações descrevem a suspeita de um esquema de fraude que se assemelha ao do banco Master, com a venda de CDBs com a promessa de retorno acima da média, o superfaturamento de ativos, uma ciranda de fundos de investimento e a tentativa de venda para outra instituição. Os envolvidos teriam manipulado demonstrativos para ocultar a situação financeira delicada da instituição —que na segunda (22) teve a avaliação retirada pela agência de risco Fitch—, para enganar os órgãos de controle e viabilizar operações irregulares. O banco disse que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, falou em compromisso com a transparência e em conformidade regulatória. O Café da Manhã desta quarta (24) explica o que pesa contra o Digimais e o que a PF já sabe sobre fraudes no banco. A editora de economia da Folha, Carolina Mandl, conta o perfil da instituição e discute o que as semelhanças com o caso Master sugerem sobre o sistema bancário. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Daniela Arcanjo, correspondente da Folha para a América Latina. Uma diferença de menos de 300 mil votos, em um país de 53 milhões de habitantes, marcou a vitória do ultradireitista Abelardo de la Espriella na Colômbia. A confirmação depende de uma segunda fase de apuração, mas o resultado apertado pode manter o clima de tensão da campanha. Nesta segunda-feira (22), o candidato da esquerda, Iván Cepeda, não reconheceu propriamente a derrota, mas disse que, se o que foi indicado pela contagem preliminar se confirmar, o resultado será validado. O aliado do atual presidente, Gustavo Petro, deve pedir a impugnação de 33 mil mesas de votação. Espriella falou em união depois de fazer uma campanha agressiva, acusando falsamente Cepeda de ligação com o crime. Apoiado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o candidato foi parabenizado por outros líderes da ultradireita. A vitória dele reforça um bloco desse campo político na região. O Café da Manhã desta terça-feira (23) analisa a eleição na Colômbia e discute a força da ultradireita. De Bogotá, Daniela Arcanjo conta como foram a campanha e a vitória de Abelardo de la Espriella e fala do peso de Donald Trump e dos impactos para o Brasil. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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A Copa do Mundo coloca em campo também a oportunidade de pensar por que os gramados e as arquibancadas são espaços em que os homens parecem mais à vontade para se emocionar. As lágrimas que rolam no rosto de jogadores e torcedores quando o time do coração —ou o país natal— joga não encontram o mesmo caminho livre fora desse ambiente. “Alguns tipos de toque, um pegar na bunda do outro, deitar em cima do outro na comemoração, segurar as mãos, abraçar… São cenas em que os homens estão protegidos pela própria prática”, diz a professora de educação física do Coltec UFMG Eliene Lopes Faria, pesquisadora do futebol. “O fato de eles estarem dentro do futebol não coloca em questão a masculinidade. É porque eles são daquele lugar e têm o reconhecimento de serem masculinizados que eles podem realizar isso.” As restrições a certas formas de ser homem no ambiente do futebol, para pesquisadores ouvidos pelo podcast Café da Manhã, alimentam um modelo de masculinidade ainda associado à violência e à exclusão. O acesso mais amplo de meninos e homens (na comparação com meninas e mulheres) ao esporte também contribui para espaços ainda muito machistas. Elementos que ganham um peso maior quando o futebol ocupa tanto espaço na socialização —como no Brasil. O Café da Manhã desta segunda-feira (22) discute o papel do futebol na formação de homens e meninos. O episódio especial ouviu pessoas do campo, das arquibancadas, dos bastidores e dos estudos do futebol para analisar o que esse esporte tem a ver com o modelo hegemônico de masculinidade e se é possível transformá-lo em um ambiente menos machista. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistado: José Marques, repórter da Folha. Uma nova fase da operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (18), mirou Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. A Polícia Federal apura suspeitas de que o parlamentar recebeu pagamentos e vantagens —como um apartamento de luxo— para atuar no Congresso em favor de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master. Lima também foi alvo da operação, baseada em materiais apreendidos com ele. A defesa do empresário disse que a ação da PF foi desnecessária e que ele “sempre atuou dentro da lei”; o senador admitiu à BandNews TV que pediu para Lima comprar um apartamento, para ele recomprá-lo depois, e negou a suspeita de propina. A operação abre uma nova frente do caso Master ao mirar a primeira figura ligada ao governo Lula. Até aqui, nomes do centrão e da direita, como Ciro Nogueira (PP-PI) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vinham sendo impactados —e seguem pressionados. No Café da Manhã desta sexta-feira (19), o repórter da Folha em Brasília explica os achados da nova fase da operação Compliance Zero, explica quem é Jaques Wagner e quais suspeitas já apareciam sobre ele no caso Master. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Grazielle David, pesquisadora do Transforma (Instituto de Economia da Unicamp). Depois de 110 anos de o mundo ter o primeiro bilionário, na última sexta-feira (12) surgiu o primeiro trilionário: o empresário Elon Musk alcançou o patrimônio líquido de US$ 1,2 trilhão depois do IPO (oferta pública inicial, na sigla em inglês) recorde da SpaceX, sua empresa de foguetes e IA (inteligência artificial). John D. Rockefeller, o barão do petróleo norte-americano, se tornou bilionário em 1916. Hoje, são 3.300 no planeta —mais de 900 só nos Estados Unidos. O trilhão era uma medida de grandeza reservada ao PIB (Produto Interno Bruto) de países e a um grupo seleto de empresas, boa parte delas gigantes da tecnologia. Agora, a fortuna de Musk é maior do que a riqueza acumulada por 46% da população mundial —ou 3,8 bilhões de pessoas—, segundo a Oxfam. O Café da Manhã desta quinta-feira (18) discute o que significa Elon Musk ter virado o primeiro trilionário do mundo: como isso impacta a estrutura que perpetua a desigualdade global e a saúde da democracia no mundo. O podcast ouve Grazielle David. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Mariana Carneiro, jornalista da Folha. A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve as prisões do pai e do primo de Daniel Vorcaro, do Banco Master, em decisão tomada por maioria nesta terça-feira (16). O ministro Gilmar Mendes foi o único a divergir —o decano fez críticas à condução do caso e disse que a operação que investiga as fraudes financeiras tem semelhanças com o que chamou de iniquidades da Lava Jato. O julgamento levantou o sigilo de um material que a Polícia Federal havia enviado ao STF. Os documentos revelam detalhes de como funcionava a operação “social” de Vorcaro, da coordenação da milícia que intimidava adversários e das regalias dadas a políticos e aliados do ex-banqueiro. Mensagens mostram, por exemplo, que Vorcaro bancou a hospedagem do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em Lisboa no fim de 2024; o deputado disse não ver problema no caso. O material também detalha benesses que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebia do ex-banqueiro, com viagens de luxo e pagamentos em dinheiro vivo. A defesa do parlamentar não se manifestou. No Café da Manhã desta quarta-feira (17), a jornalista da Folha em Brasília trata dos novos desdobramentos do caso Master com a divulgação do relatório da PF e a manutenção da prisão de parentes de Daniel Vorcaro. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistado: Andrew Patrick Traumann, professor de história das relações internacionais na UniCuritiba. Um dia depois de Estados Unidos e Irã confirmarem um acordo para interromper o conflito no Oriente Médio, Israel voltou a bombardear nesta segunda-feira (15) redutos do grupo extremista Hezbollah no sul do Líbano. O cessar-fogo, já assinado virtualmente, segundo Washington, previa a interrupção de todos os ataques, inclusive em território libanês. O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que a luta do país ainda não terminou e que vai manter tropas no Líbano. Em entrevista, ele disse que salvou Israel do perigo de "destruição nuclear" ao começar a guerra conjunta contra o Irã. Os termos do acordo ainda não são conhecidos; a expectativa é que eles sejam anunciados na sexta (19), em cerimônia de assinatura na Suíça. Ainda há informações desencontradas: a Casa Branca, por exemplo, afirmou que navios já voltaram a passar pelo estreito de Hormuz e que o tráfego será gratuito; o regime dos aiatolás disse que o acordo prevê que Teerã cobre taxas de serviços das embarcações. O Ministério das Relações Exteriores do Irã também declarou que o país ainda nutre "profunda desconfiança" em relação aos EUA. O Café da Manhã desta terça-feira (16) discute se dá pra confiar no acordo anunciado por EUA e Irã. O podcast ouve Andrew Patrick Traumann. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistados: Rachel Soeiro, diretora de Médicos Sem Fronteiras; e Luis Fernando Filho, jornalista e apresentador do podcast Ponta de Lança. O surto de ebola na República Democrática do Congo segue avançando: são mais de 100 mortes e 600 casos, em um quadro definido como de emergência pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Uganda também registrou infecções. Na semana passada, o vírus chegou a um campo de refugiados que abriga mais de 30 mil pessoas. No Quênia, um protesto teve ligação com o temor de contaminações, depois do anúncio da criação de um centro de isolamento exclusivo para cidadãos dos EUA. Ante cortes que grandes potências fizeram no setor de ajuda humanitária, médicos locais e organizações da sociedade civil relatam que faltam insumos e equipamentos de proteção e que a testagem e o rastreamento de contatos são insuficientes. O risco de um surto como o de 2014, que registrou 11 mil mortes na África Ocidental, é citado. O Café da Manhã desta segunda-feira (15) trata dos impactos sociais e humanitários do surto de ebola na República Democrática do Congo. A diretora de Médicos Sem Fronteiras para a área de acesso a medicamentos das Américas, Rachel Soeiro, que atuou na epidemia de 2014, analisa o quadro de agora e explica as dificuldades de contenção da doença. E o jornalista Luis Fernando Filho, coapresentador do África em Pauta, podcast do Ponta de Lança, trata do peso do conflito armado e da desinformação no espalhamento do vírus e da escassez de ajuda internacional. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistados: Carolina Linhares e Raphael Di Cunto, repórteres da Folha em Brasília. O presidente Lula (PT) vai acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar impedir que as pautas-bombas que avançaram no Senado nesta semana entrem em vigor. A possibilidade de aprovação das medidas —que ganharam esse nome por pressionar os cofres públicos— preocupa o governo às vésperas do calendário eleitoral. São três as propostas que preocupam o Planalto: uma renegocia dívidas de grandes produtos rurais e foi pautada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil); as outras duas aumentam o piso salarial de médicos e afrouxam regras de aposentadoria para agentes comunitários de saúde. Cálculos iniciais da equipe econômica indicam um impacto de R$ 800 bilhões nos próximos dez anos –os senadores dizem que o impacto será menor. O avanço das medidas vem depois de Lula sinalizar a intenção de se aproximar de Alcolumbre e chamaram a atenção pela postura de senadores em relação aos gastos públicos: parlamentares que cobram responsabilidade fiscal do governo votaram a favor da criação de novas despesas agora. No Café da Manhã desta sexta-feira (12), os repórteres da Folha em Brasília Carolina Linhares e Raphael Di Cunto contam os bastidores que levaram ao avanço dos textos e discutem as estratégias e os próximos passos do governo Lula, de Davi Alcolumbre e do Supremo Tribunal Federal. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistados: Matias Pinto, apresentador dos podcasts Xadrez Verbal e Fronteiras Invisíveis do Futebol; e Marcos Guedes, enviado da Folha à Copa. A Copa do Mundo começa nesta quinta-feira (11) com recorde de seleções, mudanças nas regras e jogos em três países diferentes. As novidades são muitas, mas o que tomou conta das discussões sobre o Mundial nos últimos dias foram os gestos hostis de um dos anfitriões: os Estados Unidos. Omar Artan, árbitro somali que estava a caminho da Copa, foi impedido de entrar no país; a seleção de Senegal foi submetida a uma revista rigorosa quando desembarcou na Carolina do Norte; a Federação Iraniana acusa Washington de suspender a cota de ingressos para torcedores do Irã; e um dos principais jogadores da seleção do Iraque foi interrogado por mais de sete horas por autoridades americanas. Os casos refletem a política anti-imigração do governo Donald Trump. Nesta quarta (10), o presidente americano foi questionado e disse estar trabalhando para garantir que as pessoas certas entrem no país. Segundo ele, a Copa do Mundo de 2026 vai ser a melhor da história. O Café da Manhã desta quinta-feira (11) conversa com Matias Pinto e Marcos Guedes sobre o que esperar da Copa de 2026 e como a política de Donald Trump já interfere no legado do Mundial. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Alexa Salomão, repórter da Folha. A designação pelos Estados Unidos das facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas começou a valer na sexta-feira (5). Antes disso, empresas brasileiras já vinham se mexendo para evitar punições do governo de Donald Trump. A preocupação se dá principalmente em setores como o financeiro e de combustíveis. O primeiro movimento tem sido uma espécie de varredura para identificar clientes, fornecedores ou prestadores de serviço que possam ter conexão com as facções ou serem acusados disso. A classificação americana prevê sanções mesmo a quem faça transações de forma indireta ou sem conhecimento com os criminosos. A medida de Trump foi classificada de deplorável pelo governo Lula (PT) e foi usada politicamente pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). No setor privado, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disse que as instituições financeiras do Brasil dispõem de mecanismos para atuar contra o crime organizado, mas vão reforçar controles. O Café da Manhã desta quarta (10) conta como a classificação americana de PCC e CV como terroristas já impacta as empresas brasileiras. A repórter da Folha explica o pente-fino que as companhias estão fazendo e analisa como a medida do governo Trump pode mexer com mecanismos de controle no setor privado. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Bianca Tavolari, professora da FGV Direito SP e pesquisadora do Cebrap. Há um mês, a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que proprietários de imóveis em condomínios residenciais só podem oferecer aluguéis de curta temporada com autorização prévia da assembleia de condôminos. Nos últimos dias, o Airbnb passou a divulgar um comunicado a usuários divulgando um abaixo-assinado contra a decisão. A empresa, que vem falando em recorrer, argumenta que o entendimento do STJ pode fazer com que esse serviço deixe de existir no Brasil. A disputa na Justiça se soma a outras questões envolvendo plataformas como o Airbnb no Brasil. Cidades como Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo têm discutido criar regras tributárias ou regular a oferta de imóveis. Um cenário que lembra restrições impostas por lugares como Paris, Nova York e Barcelona para enfrentar os impactos no mercado imobiliário e no planejamento urbano. O Café da Manhã desta terça-feira (9) recebe Bianca Tavolari para explicar a discussão em torno da existência de plataformas de aluguel por temporadas nas cidades. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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