Afleveringen
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Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida de Magalhães Ramalho conversam com o professor Henrique Leitão sobre os importantes contributos para a Ciência europeia das navegações portuguesas e de como estas desfizeram mitos e medos. Até ao século XV, o mundo medieval tinha os pés sobretudo bem assentes na terra. O mar que navegavam tinha de ser o que estava ao alcance do olhar. O longínquo, aquele que se perdia para além do horizonte, era, pensava-se, povoado de fábulas terríveis e monstros assustadores. As viagens marítimas dos séculos XV e XVI, contudo, vieram mostrar como estavam errados. E pela primeira vez na história do Ocidente o mar oceânico torna-se a estrada de circulação e transporte que unia continentes e oceanos a uma escala planetária. Também o conhecimento trazido dessas viagens acabaria por ter repercussões na Cartografia, Antropologia, Botânica, Zoologia, Medicina, Farmacopeia, Astronomia etc. Do esforço conjunto de matemáticos e astrónomos com os que navegavam sairia a navegação astronómica, estudos sobre a variação magnética da terra, o aperfeiçoamento de instrumentos científicos e uma construção naval adaptada a uma nova realidade. Esse conhecimento não ficaria confinado a Portugal, sendo reconhecido em toda a Europa. Sobre ele escreveria Tomé Cano, em 1611, no seu livro “Arte para Fabricar y Aparejar Naos”: “o que sabem o devem aos Portugueses que os instruíram e ensinaram a navegar no alto mar e em províncias remotas […] lhes deve não apenas a Espanha, mas toda a Europa, Franceses, Ingleses, Holandeses.”
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Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho viajam pela milenar e singular História da Escócia. Qual a importância da influência Celta? E que inimigo comum motivou as tribos dos highlands a unirem-se? Qual o impacto na Escócia da invasão normanda da Inglaterra? Como funcionavam os clãs escoceses e que papel desempenharam nas guerras de independência contra a Inglaterra? Como foi a reforma protestante na Escócia? E como foi o processo que culminou com a união de Escócia e Inglaterra no reino da Grã-Bretanha (1707) e, depois, no Reino Unido de Inglaterra, Escócia e Irlanda (1800)? Por fim, como evoluiu a Escócia até à atualidade e o que se preserva da sua cultura milenar?
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Zijn er afleveringen die ontbreken?
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Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram a escritora Isabel Machado, autora de “D. Pedro V — o bem-amado”, para falar deste rei de Portugal, considerado o último que foi verdadeiramente querido pelos portugueses. De personalidade austera, D. Pedro V dedicou a sua vida à causa pública e ao seu papel de rei, com o objectivo de fomentar o desenvolvimento material e moral de Portugal. As suas qualidades intelectuais e morais, a sua capacidade de trabalho e o seu espírito pragmático (apesar da sua sensibilidade “romântica”) faziam dele, à partida, o exemplo de rei constitucional. Contudo, estas qualidades tinham um reverso, e a sua inflexibilidade, bem como a sua intolerância com falhas práticas e morais, tornaram difícil a sua relação com os seus ministros e demais personalidades. Como foi a sua infância e como caracterizar a sua personalidade complexa? Qual a importância do príncipe Alberto, marido da rainha Vitória, no seu reinado? Como interpretou o seu papel de rei constitucional? O que pretendia para Portugal? Por fim, quais as tragédias que marcaram a sua vida?
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No alto da Penaventosa, com vista desafogada sobre o Douro, ergue-se a primeira sede de poder do Porto. A Sé Catedral, iniciada por um bispo de origem francesa de nome D. Hugo, foi, durante 286 anos, o símbolo maior do governo da cidade. Portugal ainda não era nação quando D. Teresa, mãe de Afonso Henriques, doou o burgo e o couto portucalense à Igreja. As relações dos bispos com a coroa e com a burguesia emergente da cidade sempre foram conturbadas. Coube a D. João I, o "de boa Memória", romper com o poder da Igreja e iniciar um novo período de expansão do Porto para fora das muralhas.
Neste episódio das "Histórias do Porto", o jornalista Carlos Rico conversa com Luís Amaral, especialista em povoamento e organização do território do noroeste da Península Ibérica da Universidade do Porto.
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Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jornalista Rui Cardoso para conversar sobre a chamada “crise do Suez” de 1956, situação complexa cuja causa imediata foi a nacionalização pelo presidente do Egipto, Gamal Abdel Nasser, da Companhia Universal do Canal Marítimo do Suez, de capitais franceses e britânicos. Esta crise provocou uma situação inusitada, com Estados Unidos e a URSS a concertarem posições contra a intervenção da aliança entre o Reino Unido, França e Israel. A crise revelou também a importância da ONU e marcou um ponto de viragem nas relações de força no Médio Oriente. Quais as causas próximas e remotas da crise do Suez de 1956? Porque motivo os Estados Unidos se opunham à intervenção de França e Reino Unido? E quais os objectivos do Egipto e de Israel? Em que medida a ONU foi crucial durante e após esta crise? Por fim, como ficou o Médio Oriente depois de 1956?
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Num mundo em mudança, a direita está a transformar-se e a fragmentar-se. Em À Direita, Teresa Nogueira Pinto conduz uma série de entrevistas para perceber que causas unem e que clivagens dividem as várias direitas, que ideias defendem e como pensam o futuro. A reflexão sobre um campo político cada vez mais determinante. De quinze em quinze dias, ao sábado de manhã, no Expresso e em todas as apps de podcast.
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Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho, a propósito do Dia Mundial da Criança, recebem em estúdio dois alunos: Duarte, de 12 anos, da Escola Básica do Agrupamento de Escola de Cascais; e Carolina, de 18 anos, aluna do 1º ano de Relações Publicas e Comunicação Empresarial, na Escola Superior de Comunicação Social. São alunos brilhantes a História: Duarte tem 100% este ano de respostas certas e Carolina terminou o secundário com 20 valores. O que motiva, nos dias de hoje o estudo do passado? Será apenas pelo gosto das histórias da História ou pressentem que compreender o passado os pode ajudar a encarar o futuro? O que pensam os jovens actuais e como veem o futuro? Este será um episódio de muitas perguntas.
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Quantas histórias cabem no Porto? No episódio de apresentação de Histórias do Porto, abrimos as páginas de uma cidade onde, como escreveu Eugénio de Andrade, “daqui houve nome Portugal” e deixamos o convite para uma viagem pelas suas ruas, memórias e momentos decisivos.
O primeiro episódio sai já na próxima terça-feira, 2 de junho, com o historiador Germano Silva, para um percurso por algumas das ruas que ajudaram a fazer o Porto. O episódio será gravado ao vivo esta sexta-feira, dia 29, no Rivoli. Se quiser assistir, saiba mais aqui.
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O Padre jesuíta António Vieira viveu 89 anos acompanhando quase todo o século XVII. Destemido e desassombrado, os seus sermões atrairiam multidões tanto em Lisboa como no Brasil e mesmo em Roma. Protegido por D. João IV de quem foi amigo e conselheiro desempenhou, por algum tempo, missões diplomáticas. Orador excecional defendeu a igualdade entre cristãos novos e cristãos velhos, a liberdade dos índios e criticou duramente a forma como os escravizados eram tratados. Esteve na origem da criação da Companhia de Comercio do Brasil que opôs o poder real aos interesses do Tribunal do Santo Oficio. No Brasil, tentou por todos os meios subtrair os índios a escravização o que lhe valeu o ódio dos colonos que o perseguiram e expulsaram com os jesuítas que o seguiam. De regresso a Lisboa, e já sem a proteção real é preso por heresia pela Inquisição e condenado ao silêncio. Amnistiado por D. Pedro II parte para Roma onde o papa Clemente X não só anula a sua pena como acaba por encerrar temporariamente o Tribunal do Santo Oficio. Aos 73 anos regressa ao Brasil onde viverá até morrer em 1697. Aquando desta viagem terá dito «Embarquei-me, com esta última viagem, trinta e cinco vezes e sei tão pouco: que farão os que viram o mar só do Cais da Pedra até Sacavém».
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Neste episódio, excepcionalmente sem Margarida de Magalhães Ramalho, Lourenço Pereira Coutinho conversa com o investigador brasileiro Paulo Rezzutti — autor de “D.João VI - A história não contada” — sobre este rei que, literalmente, viveu entre dois mundos, alguém adepto da moderação e equilíbrios, cuja vida e ação vai para além das caricaturas que moldaram a forma como passou à História. Como lidou com os imprevistos e angústias da primeira fase da sua vida: a morte do irmão mais velho e herdeiro do trono; a regência por incapacidade de D. Maria I; e a ameaça de Napoleão? Qual o seu papel no desenvolvimento e progressiva afirmação do Brasil? Como encarou o regresso a Portugal e o que procurou fazer para manter a relação com o Brasil? Por fim, em que medida a caricatura que dele se fez corresponde à realidade?
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Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam com o historiador Joaquim Boiça sobre a história dos faróis portugueses, dos acontecimentos que presenciaram, do perigo do nosso litoral e dos inúmeros naufrágios que aqui ocorreram. Apesar de sempre ter havido sistemas mais ou mesmos básicos para iluminar pontos críticos da costa, o desenvolvimento do comércio marítimo ditou, no início do século XVI, o aparecimento dos primeiros faróis portugueses edificados. Um deles, o de Nª Sª da Guia de Cascais, está desde 1528 em funcionamento interrupto. Se a Guia e o seu ermitão foram testemunhas privilegiadas do desembarque, em 1580, do exército do Duque de Alba, a guarnição que estava no Bugio, em 1755, também assistiu em pânico à subida das águas provocadas pelo tsunami que acompanhou o terramoto que destruiu meio país. Estas e muitas outras histórias vão animar a conversa de hoje sem esquecer as aventuras e desventuras que acompanharam o alumiamento da costa portuguesa.
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Neste episódio de “A História repete se”, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam sobre a História de Navarra, um pequeno reino com origens no século IX e que, de forma surpreendente, se prolongou até 1841.
Quais as origens de Navarra e de que forma se relacionou com os estados muçulmanos e cristãos peninsulares? Por que motivo foi governado por dinastias de origem francesa durante mais de dois séculos? Como foi integrado em Espanha no princípio do século XVI? Por fim, qual a explicação para ter durado como reino até 1841 e qual a sua evolução daí até ao presente?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Vem aí o primeiro podcast do Expresso dedicado à Filosofia. O Príncipio da Inquietação é um podcast onde pensar é um verbo que se exercita a sós e em conversa.
Filósofos nacionais e internacionais refletem em voz alta sobre o medo, enquanto Catarina G. Barosa, fundadora do Festival Internacional de Filosofia, Espanto, e David Erlich, professor e escritor, recebem convidados de várias áreas para diálogos sem rede. Aqui, as certezas são questionadas e a dúvida ganha estatuto de virtude. O objetivo é praticar a nobre arte de pensar, mesmo que isso conduza não a respostas, mas a novas perguntas.
Pode ouvir o novo podcast em Expresso.pt ou em qualquer aplicação de podcasts, onde consegue subscrevê-lo, comentar e enviar sugestões.
Todas as quintas-feiras um novo episódio, uma nova inquietação. A primeira é já a 7 de maio.
A edição áudio e vídeo deste podcast é assegurada pela Tale House, com identidade sonora a partir da interpretação do músico e produtor Pedro Luís, da obra Inquietação, da autoria de José Mário Branco, inspirada na versão interpretada pelo grupo A Naifa. A capa é de Tiago Pereira Santos, com fotografia de Matilde Fieschi e logo do Expresso e do Festival Espanto. A coordenação está a cargo de Joana Beleza e a direção é de João Vieira Pereira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram Nuno Ennes, presidente da International Churchill Society de Portugal, para falar sobre a vida e personalidade singular de Winston Spencer Churchill, que passou à História como o principal responsável pela derrota do terror nazi. Para além deste momento capital, Winston Churchill foi uma figura fascinante e multifacetada: militar, político, escritor e também pintor amador, deixou uma marca única no século XX. Quais as origens de Winston Churchill e qual o seu percurso político? Qual o seu pensamento político? Será que este foi coerente com a sua prática? E como era a sua personalidade singular? Por fim, quais as suas grandes vitórias e como se recompôs das suas derrotas?
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Neste episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho conversam sobre Catarina de Áustria, uma infanta de Espanha, criada em condições singulares, que viria a ser rainha de Portugal. Depois de dezoito anos de quase isolamento do mundo, — num enclausuramento forçado, em Tordesilhas, com sua mãe, a rainha Joana, a Louca — D. Catarina seria finalmente libertada ao casar com D. João III, rei de Portugal. Inteligente e determinada conseguiria conquistar o respeito do marido que, ao arrepio do que era habitual, lhe dá assento no Conselho régio, que passa a reunir nos aposentos da rainha. Devido porventura a extrema consanguinidade dos casamentos peninsulares, os nove filhos do casal vão morrer todos antes dos pais, bem como a maior parte dos irmãos de D. João III, criando uma ansiedade generalizada no que diz respeito à sucessão dinástica. Quando D. João III morre, em 1557, o herdeiro do trono é o seu neto D. Sebastião, uma criança enfermiça de três anos. Contrariando a vontade de muitos, D. Catarina assume a Regência. Seria um período de grande crispação. Enquanto regente e avó, as suas principais inquietações estavam relacionadas com o neto: por um lado a influência nefasta do seu director espiritual, a quem alguns atribuíam abusos sexuais sobre o jovem monarca, e a saúde do rei: sobreviveria à infância? Conseguiria ultrapassar a sua misoginia e deixar descendência? E quem lhe poderia suceder em caso de morte prematura?
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Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam a propósito do ano de 1826 em Portugal. A 2 de março, o rei D. João VI adoeceu com gravidade. Circularam então notícias desencontradas sobre os motivos da sua enfermidade e, depois, se o rei terá morrido de facto a 10 de março, ou dias antes, tendo a sua morte ficado em segredo. Certo é que, a partir de então, correram rumores de que D. João VI terá sido envenenado. Com os seus dois filhos — D. Pedro e D. Miguel — fora de Portugal (respetivamente, no Brasil e no império austríaco), D. João VI terá partido ainda com a esperança de que os laços entre Portugal e o Brasil não fossem definitivamente cortados. O que estava então politicamente em causa e quais os partidos que se combatiam na corte portuguesa? O que se passou na semana em que D. João VI adoeceu fatalmente? Quem podia ter interesse na morte do rei? Por fim, qual o grande objectivo que D. João VI pretendia preservar e que justificou muitas das suas atitudes?
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Para este episódio, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida Magalhães Ramalho convidaram Henrique Leitão, historiador da Ciência, investigador principal do Departamento de História e Filosofia das Ciências, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Prémio Pessoa, 2014 e, em 2018, Advanced Grant do European Research Council, para conversarem sobre a especificidade do sistema de ensino jesuíta que seria responsável, durante duzentos anos, pela educação pré universitária de milhares alunos. No colégio de Santo Antão em Lisboa - onde funcionou a famosa Aula da Esfera, criada a pedido do Cardeal D. Henrique – lecionariam muitos dos grandes matemáticos e astrónomos da época. Apesar de Portugal estar afastado geograficamente do centro da Europa, o sistema de ensino jesuíta e a vinda de grandes mestres levou a que as novas ideias que, então apaixonavam os meios científicos europeus também fossem discutidas nos seus colégios portugueses num contraste gritante com o que se passava noutras instituições. A Companhia de Jesus foi, por isso, nos séculos XVII e XVIII, um motor de divulgação e desenvolvimento da Ciência, em Portugal. A expulsão da Ordem, em 1759, pelo Marquês de Pombal determinou o encerramento de 30 estabelecimentos florescentes de ensino pré universitário provocando, por mais de um século, uma contração do ensino científico.
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Neste episódio, Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho convidaram o jurista e professor universitário Guilherme de Oliveira Martins, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian entre 2015 e 2025, para conversar sobre a vida, a coleção e o legado de Calouste Gulbenkian, o cidadão britânico de origem Arménia que nasceu em 1869, em Istambul, então capital do império otomano, e que construiu uma fortuna alicerçada no setor do petróleo, reuniu uma coleção de arte de qualidade mundial e, pelo seu testamento, instituiu em Portugal uma Fundação de referência internacional.
Quais as origens e o percurso de Calouste Gulbenkian? Como foi que construiu a sua fortuna? E a sua coleção de arte? Por fim, porque se fixou em Portugal e qual o processo de constituição da Fundação Gulbenkian?
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Neste episódio de “A História repete-se”, Lourenço Pereira Coutinho e Margarida de Magalhães Ramalho convidaram a investigadora brasileira Cláudia Thomé Witte, autora de “Amélia de Leuchtenberg, Imperatriz do Brasil, Duquesa de Bragança” para conversar sobre a vida atribulada e desconhecida da segunda mulher do Imperador D. Pedro I do Brasil. Amélia de Leuchtenberg era neta da imperatriz francesa Josefina, primeira mulher de Napoleão. A queda do imperador dos franceses, em 1815, seria um sério revés na carreira de seu pai, o príncipe Eugénio, adotado por Bonaparte. Temendo represálias, o príncipe fugiria com a família para a corte de seu sogro, rei da Baviera. Numa tentativa de recuperar o prestígio da família, Amélia de Leuchtenberg casaria com D. Pedro de Bragança, o primeiro imperador do Brasil e viúvo de Leopoldina da Áustria. Amélia, não seria imperatriz por muito tempo. Contestado em várias frentes, D. Pedro I seria obrigado a abdicar no filho, para salvar a monarquia. O casal imperial partiria para o exílio usando apenas o título de duques de Bragança. A partir da Europa, D. Pedro dedicar-se-ia a recuperar o trono da sua filha D. Maria II, deposta por D. Miguel, seu tio e teoricamente seu marido. Depois de dois anos de guerra civil, que dividiria o país, Portugal deixava para trás o absolutismo tornando-se uma monarquia constitucional. D. Pedro, que se assumira a regência da filha ainda menor, morreria, porém, ainda esse ano. Por sua vontade, D. Maria casaria, pouco depois, com o seu cunhado Augusto de Leuchtenberg. O casamento duraria pouco já que o príncipe morreria dois meses depois com difteria. D. Maria II voltaria a casar com Fernando de Saxe Coburgo, de quem teve vários filhos. Afastada da corte e da enteada, por intrigas, Amélia dedicar-se-ia à filha Maria Amélia e à preservação da memória do marido. Nunca esqueceria, porém, os enteados com quem vai manter uma larga correspondência ao longo da vida. Visitaria, por diversas vezes, a sua família mas, a duquesa de Bragança regressaria sempre a Lisboa. A vida de Amélia de Leuchtenberg , que se desenrola em momentos importantes da história da Europa, de Portugal e do Brasil, seria, do ponto de vista pessoal semeado de grandes tragédias. O derradeiro foi ter perdido, num espaço de dois anos, a mãe, o irmão mais novo e a sua filha de 21 anos. Até ao final da sua vida, em 1873, Amélia de Leuchtenberg continuaria a trabalhar em prole dos enteados, dos desvalidos da sorte e a honrar a memória, da filha e do marido. Do seu legado ainda subsiste o Hospital Princesa D. Maria Amélia, no Funchal e o orfanato Brasilisch Stiftung em Munique.
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Neste episódio Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho conversam com o historiador Santiago Macias, antigo membro da direção do campo arqueológico de Mértola, antigo presidente da Câmara Municipal de Moura, e atual diretor do Panteão Nacional, sobre a secular presença islâmica no território que é hoje Portugal. Ao contrário de muitas ideias feitas, esta presença estruturou-se de forma gradual e, em determinadas fases, em convivência com outras religiões e culturas. Sobretudo, o “Portugal islâmico” foi um espaço de raízes culturais mediterrânicas e peninsulares, que foi gradualmente eclipsado à medida que Portugal consolidava a sua opção atlântica. O que foi o Gharb Al-Andalus? Como foi a convivência entre muçulmanos, cristãos e judeus? Como se vivia no “Portugal islâmico”? Por fim, qual o seu legado e a importância de relembrar a sua História?
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