Afleveringen
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Entrevistado: Sérgio Guedes-Reis, pesquisador da Universidade da Califórnia San Diego. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou o pagamento de penduricalhos e as regulamentações posteriores a ela têm permitido brechas para a manutenção de benefícios. Organizações que fiscalizam o Judiciário e o funcionalismo falam no risco de regras de folgas serem cada vez mais usadas com esse fim. A Folha mostrou que uma flexibilização promovida no ano passado pelo Conselho da Justiça Federal (CJF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) permite que juízes e procuradores dividam os 60 dias de férias por ano em até 12 períodos de 5 dias. Com as emendas com fins de semana, as categorias podem ficar 178 dias sem trabalhar no ano. CJF e PGR não comentaram. Outros órgãos têm criado gratificações. Enquanto isso, o presidente do STF, Edson Fachin, tenta avançar com discussões e articular medidas com os outros Poderes. Legislativo e governo Lula debatem projetos para limitar penduricalhos e supersalários. O Café da Manhã desta quinta (25) atualiza o debate sobre penduricalhos no Brasil, em uma entrevista com Sérgio Guedes-Reis. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Carolina Mandl, editora de Economia da Folha. A Operação Miragem, da Polícia Federal, cumpriu mandados contra diretores do banco Digimais nesta terça-feira (23). A instituição é controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da RecordTV. As investigações descrevem a suspeita de um esquema de fraude que se assemelha ao do banco Master, com a venda de CDBs com a promessa de retorno acima da média, o superfaturamento de ativos, uma ciranda de fundos de investimento e a tentativa de venda para outra instituição. Os envolvidos teriam manipulado demonstrativos para ocultar a situação financeira delicada da instituição —que na segunda (22) teve a avaliação retirada pela agência de risco Fitch—, para enganar os órgãos de controle e viabilizar operações irregulares. O banco disse que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, falou em compromisso com a transparência e em conformidade regulatória. O Café da Manhã desta quarta (24) explica o que pesa contra o Digimais e o que a PF já sabe sobre fraudes no banco. A editora de economia da Folha, Carolina Mandl, conta o perfil da instituição e discute o que as semelhanças com o caso Master sugerem sobre o sistema bancário. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Zijn er afleveringen die ontbreken?
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Entrevistada: Daniela Arcanjo, correspondente da Folha para a América Latina. Uma diferença de menos de 300 mil votos, em um país de 53 milhões de habitantes, marcou a vitória do ultradireitista Abelardo de la Espriella na Colômbia. A confirmação depende de uma segunda fase de apuração, mas o resultado apertado pode manter o clima de tensão da campanha. Nesta segunda-feira (22), o candidato da esquerda, Iván Cepeda, não reconheceu propriamente a derrota, mas disse que, se o que foi indicado pela contagem preliminar se confirmar, o resultado será validado. O aliado do atual presidente, Gustavo Petro, deve pedir a impugnação de 33 mil mesas de votação. Espriella falou em união depois de fazer uma campanha agressiva, acusando falsamente Cepeda de ligação com o crime. Apoiado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o candidato foi parabenizado por outros líderes da ultradireita. A vitória dele reforça um bloco desse campo político na região. O Café da Manhã desta terça-feira (23) analisa a eleição na Colômbia e discute a força da ultradireita. De Bogotá, Daniela Arcanjo conta como foram a campanha e a vitória de Abelardo de la Espriella e fala do peso de Donald Trump e dos impactos para o Brasil. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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A Copa do Mundo coloca em campo também a oportunidade de pensar por que os gramados e as arquibancadas são espaços em que os homens parecem mais à vontade para se emocionar. As lágrimas que rolam no rosto de jogadores e torcedores quando o time do coração —ou o país natal— joga não encontram o mesmo caminho livre fora desse ambiente. “Alguns tipos de toque, um pegar na bunda do outro, deitar em cima do outro na comemoração, segurar as mãos, abraçar… São cenas em que os homens estão protegidos pela própria prática”, diz a professora de educação física do Coltec UFMG Eliene Lopes Faria, pesquisadora do futebol. “O fato de eles estarem dentro do futebol não coloca em questão a masculinidade. É porque eles são daquele lugar e têm o reconhecimento de serem masculinizados que eles podem realizar isso.” As restrições a certas formas de ser homem no ambiente do futebol, para pesquisadores ouvidos pelo podcast Café da Manhã, alimentam um modelo de masculinidade ainda associado à violência e à exclusão. O acesso mais amplo de meninos e homens (na comparação com meninas e mulheres) ao esporte também contribui para espaços ainda muito machistas. Elementos que ganham um peso maior quando o futebol ocupa tanto espaço na socialização —como no Brasil. O Café da Manhã desta segunda-feira (22) discute o papel do futebol na formação de homens e meninos. O episódio especial ouviu pessoas do campo, das arquibancadas, dos bastidores e dos estudos do futebol para analisar o que esse esporte tem a ver com o modelo hegemônico de masculinidade e se é possível transformá-lo em um ambiente menos machista. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistado: José Marques, repórter da Folha. Uma nova fase da operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (18), mirou Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. A Polícia Federal apura suspeitas de que o parlamentar recebeu pagamentos e vantagens —como um apartamento de luxo— para atuar no Congresso em favor de Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master. Lima também foi alvo da operação, baseada em materiais apreendidos com ele. A defesa do empresário disse que a ação da PF foi desnecessária e que ele “sempre atuou dentro da lei”; o senador admitiu à BandNews TV que pediu para Lima comprar um apartamento, para ele recomprá-lo depois, e negou a suspeita de propina. A operação abre uma nova frente do caso Master ao mirar a primeira figura ligada ao governo Lula. Até aqui, nomes do centrão e da direita, como Ciro Nogueira (PP-PI) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vinham sendo impactados —e seguem pressionados. No Café da Manhã desta sexta-feira (19), o repórter da Folha em Brasília explica os achados da nova fase da operação Compliance Zero, explica quem é Jaques Wagner e quais suspeitas já apareciam sobre ele no caso Master. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Grazielle David, pesquisadora do Transforma (Instituto de Economia da Unicamp). Depois de 110 anos de o mundo ter o primeiro bilionário, na última sexta-feira (12) surgiu o primeiro trilionário: o empresário Elon Musk alcançou o patrimônio líquido de US$ 1,2 trilhão depois do IPO (oferta pública inicial, na sigla em inglês) recorde da SpaceX, sua empresa de foguetes e IA (inteligência artificial). John D. Rockefeller, o barão do petróleo norte-americano, se tornou bilionário em 1916. Hoje, são 3.300 no planeta —mais de 900 só nos Estados Unidos. O trilhão era uma medida de grandeza reservada ao PIB (Produto Interno Bruto) de países e a um grupo seleto de empresas, boa parte delas gigantes da tecnologia. Agora, a fortuna de Musk é maior do que a riqueza acumulada por 46% da população mundial —ou 3,8 bilhões de pessoas—, segundo a Oxfam. O Café da Manhã desta quinta-feira (18) discute o que significa Elon Musk ter virado o primeiro trilionário do mundo: como isso impacta a estrutura que perpetua a desigualdade global e a saúde da democracia no mundo. O podcast ouve Grazielle David. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Mariana Carneiro, jornalista da Folha. A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve as prisões do pai e do primo de Daniel Vorcaro, do Banco Master, em decisão tomada por maioria nesta terça-feira (16). O ministro Gilmar Mendes foi o único a divergir —o decano fez críticas à condução do caso e disse que a operação que investiga as fraudes financeiras tem semelhanças com o que chamou de iniquidades da Lava Jato. O julgamento levantou o sigilo de um material que a Polícia Federal havia enviado ao STF. Os documentos revelam detalhes de como funcionava a operação “social” de Vorcaro, da coordenação da milícia que intimidava adversários e das regalias dadas a políticos e aliados do ex-banqueiro. Mensagens mostram, por exemplo, que Vorcaro bancou a hospedagem do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em Lisboa no fim de 2024; o deputado disse não ver problema no caso. O material também detalha benesses que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebia do ex-banqueiro, com viagens de luxo e pagamentos em dinheiro vivo. A defesa do parlamentar não se manifestou. No Café da Manhã desta quarta-feira (17), a jornalista da Folha em Brasília trata dos novos desdobramentos do caso Master com a divulgação do relatório da PF e a manutenção da prisão de parentes de Daniel Vorcaro. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistado: Andrew Patrick Traumann, professor de história das relações internacionais na UniCuritiba. Um dia depois de Estados Unidos e Irã confirmarem um acordo para interromper o conflito no Oriente Médio, Israel voltou a bombardear nesta segunda-feira (15) redutos do grupo extremista Hezbollah no sul do Líbano. O cessar-fogo, já assinado virtualmente, segundo Washington, previa a interrupção de todos os ataques, inclusive em território libanês. O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que a luta do país ainda não terminou e que vai manter tropas no Líbano. Em entrevista, ele disse que salvou Israel do perigo de "destruição nuclear" ao começar a guerra conjunta contra o Irã. Os termos do acordo ainda não são conhecidos; a expectativa é que eles sejam anunciados na sexta (19), em cerimônia de assinatura na Suíça. Ainda há informações desencontradas: a Casa Branca, por exemplo, afirmou que navios já voltaram a passar pelo estreito de Hormuz e que o tráfego será gratuito; o regime dos aiatolás disse que o acordo prevê que Teerã cobre taxas de serviços das embarcações. O Ministério das Relações Exteriores do Irã também declarou que o país ainda nutre "profunda desconfiança" em relação aos EUA. O Café da Manhã desta terça-feira (16) discute se dá pra confiar no acordo anunciado por EUA e Irã. O podcast ouve Andrew Patrick Traumann. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistados: Rachel Soeiro, diretora de Médicos Sem Fronteiras; e Luis Fernando Filho, jornalista e apresentador do podcast Ponta de Lança. O surto de ebola na República Democrática do Congo segue avançando: são mais de 100 mortes e 600 casos, em um quadro definido como de emergência pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Uganda também registrou infecções. Na semana passada, o vírus chegou a um campo de refugiados que abriga mais de 30 mil pessoas. No Quênia, um protesto teve ligação com o temor de contaminações, depois do anúncio da criação de um centro de isolamento exclusivo para cidadãos dos EUA. Ante cortes que grandes potências fizeram no setor de ajuda humanitária, médicos locais e organizações da sociedade civil relatam que faltam insumos e equipamentos de proteção e que a testagem e o rastreamento de contatos são insuficientes. O risco de um surto como o de 2014, que registrou 11 mil mortes na África Ocidental, é citado. O Café da Manhã desta segunda-feira (15) trata dos impactos sociais e humanitários do surto de ebola na República Democrática do Congo. A diretora de Médicos Sem Fronteiras para a área de acesso a medicamentos das Américas, Rachel Soeiro, que atuou na epidemia de 2014, analisa o quadro de agora e explica as dificuldades de contenção da doença. E o jornalista Luis Fernando Filho, coapresentador do África em Pauta, podcast do Ponta de Lança, trata do peso do conflito armado e da desinformação no espalhamento do vírus e da escassez de ajuda internacional. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistados: Carolina Linhares e Raphael Di Cunto, repórteres da Folha em Brasília. O presidente Lula (PT) vai acionar o STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar impedir que as pautas-bombas que avançaram no Senado nesta semana entrem em vigor. A possibilidade de aprovação das medidas —que ganharam esse nome por pressionar os cofres públicos— preocupa o governo às vésperas do calendário eleitoral. São três as propostas que preocupam o Planalto: uma renegocia dívidas de grandes produtos rurais e foi pautada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil); as outras duas aumentam o piso salarial de médicos e afrouxam regras de aposentadoria para agentes comunitários de saúde. Cálculos iniciais da equipe econômica indicam um impacto de R$ 800 bilhões nos próximos dez anos –os senadores dizem que o impacto será menor. O avanço das medidas vem depois de Lula sinalizar a intenção de se aproximar de Alcolumbre e chamaram a atenção pela postura de senadores em relação aos gastos públicos: parlamentares que cobram responsabilidade fiscal do governo votaram a favor da criação de novas despesas agora. No Café da Manhã desta sexta-feira (12), os repórteres da Folha em Brasília Carolina Linhares e Raphael Di Cunto contam os bastidores que levaram ao avanço dos textos e discutem as estratégias e os próximos passos do governo Lula, de Davi Alcolumbre e do Supremo Tribunal Federal. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistados: Matias Pinto, apresentador dos podcasts Xadrez Verbal e Fronteiras Invisíveis do Futebol; e Marcos Guedes, enviado da Folha à Copa. A Copa do Mundo começa nesta quinta-feira (11) com recorde de seleções, mudanças nas regras e jogos em três países diferentes. As novidades são muitas, mas o que tomou conta das discussões sobre o Mundial nos últimos dias foram os gestos hostis de um dos anfitriões: os Estados Unidos. Omar Artan, árbitro somali que estava a caminho da Copa, foi impedido de entrar no país; a seleção de Senegal foi submetida a uma revista rigorosa quando desembarcou na Carolina do Norte; a Federação Iraniana acusa Washington de suspender a cota de ingressos para torcedores do Irã; e um dos principais jogadores da seleção do Iraque foi interrogado por mais de sete horas por autoridades americanas. Os casos refletem a política anti-imigração do governo Donald Trump. Nesta quarta (10), o presidente americano foi questionado e disse estar trabalhando para garantir que as pessoas certas entrem no país. Segundo ele, a Copa do Mundo de 2026 vai ser a melhor da história. O Café da Manhã desta quinta-feira (11) conversa com Matias Pinto e Marcos Guedes sobre o que esperar da Copa de 2026 e como a política de Donald Trump já interfere no legado do Mundial. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Alexa Salomão, repórter da Folha. A designação pelos Estados Unidos das facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas começou a valer na sexta-feira (5). Antes disso, empresas brasileiras já vinham se mexendo para evitar punições do governo de Donald Trump. A preocupação se dá principalmente em setores como o financeiro e de combustíveis. O primeiro movimento tem sido uma espécie de varredura para identificar clientes, fornecedores ou prestadores de serviço que possam ter conexão com as facções ou serem acusados disso. A classificação americana prevê sanções mesmo a quem faça transações de forma indireta ou sem conhecimento com os criminosos. A medida de Trump foi classificada de deplorável pelo governo Lula (PT) e foi usada politicamente pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). No setor privado, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disse que as instituições financeiras do Brasil dispõem de mecanismos para atuar contra o crime organizado, mas vão reforçar controles. O Café da Manhã desta quarta (10) conta como a classificação americana de PCC e CV como terroristas já impacta as empresas brasileiras. A repórter da Folha explica o pente-fino que as companhias estão fazendo e analisa como a medida do governo Trump pode mexer com mecanismos de controle no setor privado. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Bianca Tavolari, professora da FGV Direito SP e pesquisadora do Cebrap. Há um mês, a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que proprietários de imóveis em condomínios residenciais só podem oferecer aluguéis de curta temporada com autorização prévia da assembleia de condôminos. Nos últimos dias, o Airbnb passou a divulgar um comunicado a usuários divulgando um abaixo-assinado contra a decisão. A empresa, que vem falando em recorrer, argumenta que o entendimento do STJ pode fazer com que esse serviço deixe de existir no Brasil. A disputa na Justiça se soma a outras questões envolvendo plataformas como o Airbnb no Brasil. Cidades como Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo têm discutido criar regras tributárias ou regular a oferta de imóveis. Um cenário que lembra restrições impostas por lugares como Paris, Nova York e Barcelona para enfrentar os impactos no mercado imobiliário e no planejamento urbano. O Café da Manhã desta terça-feira (9) recebe Bianca Tavolari para explicar a discussão em torno da existência de plataformas de aluguel por temporadas nas cidades. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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A Marcha para Jesus deste ano, em São Paulo, foi marcada pelo tom eleitoral imposto pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O pré-candidato à Presidência disse na quinta-feira (4) que o Brasil vive uma guerra espiritual e que “o mal vai ser expulso do governo” neste ano. O evento foi a primeira exposição de Flávio Bolsonaro a um grande público desde que duas crises estouraram na pré-campanha: a revelação da proximidade com Daniel Vorcaro e do pedido de dinheiro ao dono do Banco Master; e a associação à ameaça de um novo tarifaço do governo de Donald Trump contra o Brasil. As últimas pesquisas indicaram queda nas intenções de voto no nome do PL mesmo entre evangélicos, grupo cuja maioria é alinhada ao bolsonarismo. A tentativa de Flávio de reconquistar apoios incluiu o lançamento, na sexta-feira (5), de um jingle que deve servir de mote para a pré-candidatura e que usa como fio condutor a fé e a defesa da família. O Café da Manhã desta segunda (8) discute a relação de Flávio Bolsonaro com os evangélicos. O teólogo Ronilso Pacheco, diretor do Iser, analisa os recados da Marcha e trata do impacto dos casos Dark Horse e tarifaço nesse grupo da população. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistado: Renan Quinalha, professor de direito da Unifesp e coordenador do núcleo TransUnifesp Neste domingo (7), a avenida Paulista recebe a Parada do Orgulho LGBT+, que, além de ser uma das maiores do mundo, é um dos principais eventos culturais do calendário da cidade. A 30ª edição acontece dias depois da aprovação, em primeiro turno, de um projeto na Câmara Municipal de São Paulo que impõe limites à realização de eventos do tipo. A proposta do vereador Rubinho Nunes (União Brasil) proíbe crianças e adolescentes em eventos que "façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+" e determina que eles sejam feitos só em espaços fechados. A medida —que precisa passar por segunda votação antes de seguir para análise da prefeitura— foi apontada como inconstitucional. O projeto vem na esteira de uma ofensiva anti-LGBTQIA+ no Legislativo brasileiro; até 31 de maio deste ano, a plataforma Observatória contabilizou ao menos 580 projetos com teor contrário a essa população lançados desde 2019. No setor privado, isso tem se refletido no afastamento de empresas dessa agenda, com menos ações voltadas ao apoio a iniciativas de proteção e celebração da diversidade. No Café da Manhã desta sexta-feira (5), Renan Quinalha discute projetos contrários à garantia de direitos da população LGBTQIA+ no Brasil, analisa a estratégia política dessa ofensiva e os impactos dela. Renan é autor de livros como “Movimento LGBTI+: Uma Breve História do Século XIX aos Nossos Dias” (Ed. Autêntica). Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistado: Celso Figueiredo, professor do MBA da FGV e sócio do Barral Parente Pinheiro Advogados. O governo dos EUA encerrou uma investigação comercial, na seção 301, e propôs um novo tarifaço de 25% sobre produtos importados do Brasil. A decisão vai caber ao presidente Donald Trump e pode ser tomada após um período de consultas que vai até 15 de julho. O Pix está entre os motivos citados como “práticas irrazoáveis” contra interesses americanos. O governo brasileiro lamentou a decisão. O presidente Lula (PT) disse que Trump precisa explicar a medida a ele e acusou Flávio Bolsonaro (PL) —provável adversário nas eleições de outubro— de agir como traidor da pátria; o senador disse não ter feito pressão pelas tarifas no encontro recente que teve com o presidente americano. Se entrar em vigor, a sobretaxa impactaria 21% do que é exportado para os EUA. Ministros falaram em tentar negociar com os americanos, em um momento em que outras questões também são alvo de discussão —como a designação, pelo Departamento de Estado, de facções criminosas como organizações terroristas. O Café da Manhã desta quarta-feira (3) analisa a proposta de um novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. O advogado Celso Figueiredo explica os motivos e os possíveis impactos da investigação e discute como o caso afeta as relações entre Lula e Trump e a eleição no país. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistados: Danny Zahreddine, professor da PUC Minas; e Gabriel Barnabé, repórter da Folha. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (1º) que Israel e o Hezbollah concordaram em interromper ataques mútuos. O anúncio veio após conversas por telefone com representantes da facção e com o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, na esteira de ameaças do Irã. Israel e Líbano convivem de forma conflituosa há décadas. A tensão aumentou em 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel em apoio ao Irã. Autoridades libanesas dizem que mais de 3.400 pessoas foram mortas no país como resultado da retaliação israelense; Tel Aviv diz que 24 soldados e 4 civis morreram no mesmo período. Nos últimos dias, o conflito se intensificou, com Israel tomando o histórico castelo de Beaufort e falando em novos bombardeios a Beirute. No Café da Manhã desta terça (2), o repórter da Folha Gabriel Barnabé fala dos relatos que colheu nas últimas semanas com moradores do Líbano. E o professor de relações internacionais da PUC Minas Danny Zahreddine trata da ofensiva israelense e do que pode acontecer na região. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistado: Leandro Piquet Carneiro, professor de relações internacionais da USP e coordenador da Escola de Segurança Multidimensional. A partir desta sexta-feira (5), o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) passarão a ser classificados nos Estados Unidos como organizações terroristas. Com a mudança, anunciada pelo Departamento de Estado na semana passada, as facções vão integrar uma lista que tem mais de 90 grupos, incluindo Hezbollah, Hamas e Al Qaeda. Nos EUA, uma organização é considerada terrorista quando age com violência ou ameaça o território americano. A classificação prevê punições mais severas para integrantes e permite que o governo criminalize qualquer tipo de apoio e bloqueie recursos de pessoas ou instituições que possuam conexão com esses grupos —ainda que sem conhecimento. No Brasil, a decisão foi recebida com críticas do governo e celebrada pela oposição. O presidente Lula (PT) disse que medidas unilaterais como essa enfraquecem o combate ao crime e podem afetar o sistema financeiro nacional. Especialistas em segurança pública também veem risco a acordos de cooperação. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que visitou Trump na semana passada, celebrou. O Café da Manhã desta segunda-feira (1º) explica o que os EUA consideram terrorismo hoje, por que o narcotráfico entrou nesse rol e que resultados a “guerra ao terror moderna” tem pra mostrar. O podcast ouve Leandro Piquet Carneiro. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistada: Regina Stela Vieira, professora de direito do trabalho da Unifesp. A aprovação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1 pode gerar demissões? Qual é o peso do custo que as empresas dizem que terão para implantar as mudanças? Como as duas folgas semanais vão ser organizadas? As regras de horas extras mudam? Acordos individuais e convenções coletivas podem se sobrepor à lei? O Café da Manhã desta sexta-feira (29) responde a essas e outras perguntas sobre o que pode mudar com o avanço da proposta de emenda à Constituição —ela foi aprovada na Câmara na noite de quarta-feira (27), com larga maioria: 461 votos a 19 no segundo turno. Prioridade do governo Lula (PT), o texto agora segue para o Senado; o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), diz que não vai travá-lo, impondo uma tramitação regular a partir da semana que vem. No episódio, a professora da Unifesp e pesquisadora do Cebrap explica os principais pontos da PEC. Antes, Valdelane Souza de Oliveira, gerente de loja em São Paulo, conta como foi a experiência dela ao ver a empresa em que trabalha mudar a escala de trabalho da 6x1 para a 5x2. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Entrevistados: Guilherme Casarões, professor da Florida International University; e Isabella Menon, repórter da Folha. O encontro de Flávio Bolsonaro (PL) com Donald Trump tem sido marcado pelo silêncio do presidente dos Estados Unidos: o republicano não fez comentários públicos sobre a reunião, postura que destoa de ocasiões em que recebeu candidatos de outros países. Os relatos do encontro de terça-feira (26) vieram de aliados do senador brasileiro. Segundo eles, Trump teria repetido elogios que fez ao presidente Lula (PT) quando o recebeu, no início do mês. Em fala a jornalistas, Flávio Bolsonaro disse que pediu ao americano que designe facções do crime organizado brasileiro como organizações terroristas —medida que tem oposição do Planalto e de especialistas em segurança. O pré-candidato bolsonarista busca usar o encontro —e outras reuniões com autoridades do governo Trump— para atenuar a crise gerada pela revelação dos pedidos de dinheiro que fez a Daniel Vorcaro, do banco Master. O movimento desperta o temor de possíveis interferências do republicano no processo eleitoral brasileiro. O Café da Manhã desta quinta-feira (28) discute o saldo da reunião na Casa Branca para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, o bolsonarismo e o governo Lula. A análise é de Guilherme Casarões. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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